terça-feira, 21 de outubro de 2014
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Revocation - Deathless

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Gênero: Technical Death / Thrash Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Enquanto algumas bandas demoram para lançar material inédito, o Revocation vem presenteando seus fãs com certa frequência. Pouco mais de um ano após o último lançamento, o grupo americano lançou seu quinto álbum de estúdio, intitulado Deathless. O Revocation trocou a Relapse Records pela Metal Blade Records, uma mudança que aparentemente trouxe novos ares e motivação para o grupo.

Deathless traz um Revocation mais revigorado, algo que pode ser notado já nas faixas iniciais do álbum. O desempenho positivo do baixo e da bateria tiveram grande importância para tornar o álbum mais consistente. Os guitarristas  David Davidson e Dan Gargiulo demonstram uma capacidade técnica impressionante, nos brindando com riffs empolgantes e solos devastadores. O vocal também se destaca, seja nas partes agressivas ou nas partes limpas, demonstra uma grande qualidade e contribuiu para o resultado final do álbum. 

Não é fácil apontar as faixas de maior destaque do álbum, pois todas me agradaram muito. A faixa título tem um refrão daqueles marcantes e alguns do melhores riffs do álbum. A instrumental Apex reforça os elogios feitos à dupla de guitarristas, mostrando uma combinação e transição do som feito pela banda, indo de encontro com partes do Jazz. Witch Trails, faixa que encerra o álbum, confirma a evolução de Davidson como cantor, além de possuir um instrumental agressivo e de muita qualidade.

Contando com uma produção de muita qualidade, Deathless nos apresenta um Revocation em ótima fase. O álbum é coeso, trazendo faixas num mesmo nível de qualidade, além de brindar aos antigos e futuros fãs da banda com um registro bem empolgante.




Tracklist:

01. A Debt Owed to the Grave
02. Deathless
03. Labyrinth of Eyes
04. Madness Opus
05. Scorched Earth Policy
06. The Blackest Reaches
07. The Fix
08. United in Helotry
09. Apex
10. Witch Trials

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terça-feira, 14 de outubro de 2014
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Playlists do Porco #8 - Duos

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Duas pessoas, o número mínimo de integrantes necessários para se formar uma banda e, talvez, o número ideal. Impossível é não ficar surpreso com a energia que flui entre duas pessoas no palco, mostrando que a complexidade musical, tão admirada por alguns, é irrelevante diante da energia que impulsiona uma platéia ao êxtase (e também ao ecstasy).

Do White Stripes ao celular de dois chips, esse formato se mostra ideal. Esta playlist consiste em 9 faixas que passam pelo Stoner, Grunge, Garage Rock e Indie. Sempre respeitando o formato em questão.

Boa audição!



Obs: O Bass Drum Of Death se tornou um trio, mas na época do lançamento da música que está nesta playlist, ainda era uma dupla.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014
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Dephosphorus - Ravenous Solemnity

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Gênero: Black / Death Metal / Grindcore
País: Grécia
Ano: 2014

Comentário: Aqueles que acompanham minhas resenhas já devem ter reparado que eu tenho um apego maior por bandas que mesclam sonoridades variadas, e que em alguns casos, fica até difícil colocar um rótulo específico para facilitar na indicação da banda aos leitores. O Dephosphorus é mais uma dessas bandas que possuem influências vindas de esferas diferentes, e que por mais que não seja algo completamente inovador, o resultado final é bem satisfatório. Após um bom debut, a banda conseguiu em seu segundo álbum de estúdio intitulado Ravenous Solemnity, dar uma cara própria ao som e evoluir.

O trio grego passou por uma mudança na formação no ano de 2013. Com a saída do baterista Nikos Megariotis, Thanos Mantas (guitarra) e Panos Agoros (vocal) chamaram para ocupar o posto de baterista o experiente John Votsis (Dodsferd, Ravencult, entre outras).

A banda se mantém independente, mas poderia muito bem fazer parte de alguma gravadora especializada nesse tipo de som. A intensidade e energia contidas no som da banda podem ser comparadas com a apresentada em uma performance ao vivo, mas que em Ravenous Solemnity conta com uma produção digna dos mais sinceros elogios. A presença de John Votsis acrescentou qualidade à banda, basta conferir sua performance no decorrer do álbum e principalmente em faixas mais intensas e exigentes como "Glorification Of The Anti-Life Equation" e "Vicious Infinite Regress".

Um fato curioso sobre a banda, é que eles classificam sua sonoridade como "Astro Grind". Ok, muitos músicos até fogem de rótulos, e no caso do Dephosphorus, tal definição é a combinação de um dos estilos explorados e da temática voltada a assuntos astronômicos que a banda possui.

Apesar da sonoridade direta e intensa, a banda ainda surpreende ao decorrer do álbum e apresenta alguns momentos distintos nas faixas. Logo na abertura do álbum com "Reversed Into Contraction", o instrumental agressivo ganha destaque com algumas passagens próximas do Prog Death Metal. Já em "Ancient Drone", os riffs pesados e frenéticos do início cedem espaço para riffs mais lentos e um tom mais sombrio.

Ravenous Solemnity agrada dentro daquilo que se espera vindo da combinação de tais sonoridades, trazendo 15 faixas bem animadas e empolgantes totalizando cerca de 43 minutos. Bem produzido e contando com uma ótima performance dos membros, o álbum é garantia de um som intenso, direto e que agrada desde os fãs de Grindcore até os de Death Metal.




Tracklist:

01. Reversed Into Contraction (3:02)
02. There Is A Color (2:54)
03. Ancient Drone (2:27)
04. Dark On Dark (1:34)
05. Astrocyte Portal (3:20)
06. Storming The Sloan Wall (2:56)
07. False Vacuum (3:33)
08. Ravenous Solemnity (4:03)
09. Towards The Cold, Mysterious Infinity (2:28)
10. Hammer Of Logic (2:53)
11. A Fountain Of Daggers (3:28)
12. Buried Alive In Obsolescence (3:18)
13. Glorification Of The Anti-Life Equation (3:33)
14. Vicious Infinite Regress (2:35)
15. The Blood Runs Red (1:47)


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sábado, 11 de outubro de 2014
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You+Me - Rose Ave

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Gênero: Acoustic / Folk
País: EUA
Ano: 20014

Comentário:  O que falar desse álbum que baixei a poucas horas e já considero pacas? Antes de tudo. Estou de volta pessoal, ainda permaneço aqui firme e forte, seguindo sem tempo, porém, deixando de estudar (o que não é grande mérito, mas vá lá) para permanecer aqui postando pra vocês. Então, oi.

Pois bem, vamos aos fatos. O Dallas Green (o cara do City And Colour, que teve seu álbum, Little Hell, muito bem resenhado aqui). lançou um novo álbum. Então, regresso a caminhos já percorridos trazendo novamente o Green para o blog – em uma linda, suave e melódica parceria com a Pink nesse registro.

Atentando-me a detalhes, vamos primeiro a voz da Pink, já citando o ótimo duo que ambos fazem em “Love Gone Wrong”. É de se espantar, até, que uma artista comercialmente conhecida pelas suas performances explosivas consiga, aqui, se metamorfosear em uma delicadeza absurda, em uma melancolia que me parece ser intrínseca ao Dallas Green e que consegue a contagiá-la. A faixa, em sua maioria é voz e violão, no refrão somente que ganha uma percussão bem pontual, mas que fica por detrás dos níveis das cordas bem ritmadas.

Em “From A Closet in Norway (Oslo Blues)” vemos também essa suavidade que vivera escondida na Pink. O vocal do Green nessa faixa funciona como um complemento ideal para que ela se sobressaia – e quando os dois cantam juntos, conseguem transmitir toda essa nostalgia/melancolia/adjetivo triste que o Green me passa nesses seus últimos projetos. De chorar, quase isso.

Capsized”, primeira faixa do álbum, inicia o mesmo em um ritmo menos letárgico do que o resto do registro, trazendo elementos do country e deixando a extensão vocal da Pink se sobressair. Uma percussão bastante marcada inicia a faixa, junto com o vocal do Dallas Green em toda sua potência, seguida pela da Pink, de longe, uma das melhores faixas do álbum.

Bem, bem, única ressalva aqui: em uma “única ouvida” o álbum parece-me pouco variável e repetitivo, mas apresenta coesão entre as faixas e as transições das mesmas. É um álbum que, surpreendentemente, me agradou a ponto de me impulsionar a escrever essa resenha. E surpresa: a união de Dallas Green e Pink (Alecia Moore, de nascença) gerou um ótimo rebento, fazendo-me esperar, ansioso, novos trabalhos dessa parceria.

[Site]


Tracklist:
01. Capsized
02. From a Closet In Norway (Oslo Blues)
03. Gently
04. Love Gone Wrong
05. You and Me
06. Unbeliever
07. Second Guess
08. Break the Cycle
09. Open Door
10.No Ordinary Love

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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Inter Arma - Sky Burial

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Gênero: Blackened Sludge / Doom / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: A ideia de combinar diversos gêneros e características musicais com o intuito de criar algo diferente, não é fácil e nem sempre irá atingir o resultado esperado. Mas quando o resultado é positivo e consegue ser ainda melhor do que até os membros da banda poderiam imaginar, a certeza é de que o álbum vai render ótimas críticas. O Inter Arma passou pelas duas situações.

Não é tarefa fácil moldar uma sonoridade mais adversa e obter êxito logo de cara, o álbum de estréia Sundown serviu mais como parâmetro e referência daquilo que a banda precisava desenvolver para atingir o resultado esperado. Eis que a banda lança no ano de 2013 o Sky Burial. De início, a sonoridade pode não ser agradável para o ouvinte, a faixa de abertura "The Survival Fires" é um convite de boas vindas ao caos. O álbum requer atenção e calma do ouvinte, pois cada detalhe e características contidas vão se completar formando algo único.

O álbum é um prato cheio para aqueles que desejam escutar algo mais abrangente e completo. Riffs pesados, passagens mais melódicas e progressivas, sonoridade arrastada, vocais que beiram a insanidade e uma bateria arrasadora, são algumas das características encontradas em Sky Burial. As faixas possuem uma evolução surpreendente e trazem consigo uma dualidade de características, que permitem apontar similaridades entre as faixas, e ao mesmo tempo, diferencia-las.

Um álbum no qual a sonoridade vai sofrer muitas alterações no que se diz respeito a combinações de estilos, mas que não perde sua identidade. A sonoridade amena que se inicia na instrumental The Long Road Home (Iron Gate) e que serve de introdução para a seguinte The Long Road Home, predomina por um longo período, apresentando ótimos arranjos no violão e guitarra acústica (além do lap steel muito bem inserido), e termina num ritmo intenso, agressivo e caótico na segunda faixa citada. Em Destroyer, temos a combinação de elementos vindos do Sludge e Doom, adicionando uma percussão que lembra algo do Neurosis. Já na instrumental Love Absolute, a banda apresenta mais algumas facetas voltadas ao psicodelismo, southern e folk. A faixa título que encerra o álbum, pode ser descrita como um mix de tudo o que se é apresentado no álbum, resultando numa combinação incrível.

Sky Burial é um álbum com sensações distintas e uma sonoridade que traz uma combinação audaciosa. O plano principal é o som pesado e agressivo, que se torna ainda mais belo com o passar do tempo e traz vários elementos de estilos variados afim de se criar um som com identidade própria.




Tracklist:

01. The Survival Fires 10:10
02. The Long Road Home (Iron Gate) 03:41
03. The Long Road Home 10:06
04. Destroyer 10:13
05. ‘Sblood 06:21
06. Westward 09:48
07. Love Absolute 04:01

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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Heaven Shall Burn - VETO

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Gênero
: Melodic Death Metal/Metalcore
País: Alemanha
Ano: 2013

Comentário: Num surto de vontade, cá estou eu postando no meio da madrugada um disco que eu ouvi mais do que esperava ano passado, e que vem de uma das bandas mais interessantes do metal atual. Seja pelo seu peso absurdamente característico do metalcore alemão, que tem pés fincados fortemente no Death Metal Melódico de bandas como At The Gates e Carcass (ou seja, sem vocais limpos aqui, mas muitos riffs pegajosos por todos os lados) ou pela sua temática política fortemente de esquerda.

VETO é o sétimo full-lenght da banda e mostra um grupo maduro, que explodiu com o bombástico Antigone (2004), um disco que abusava de palavras de ordem e riffs que oscilavam entre o famoso "para e vai" dos grooves do metalcore e levadas melódicas entre uma centena de palm mutes. VETO possui a mesma pegada clássica da banda, que são riffs baseados em uma pegada pesadíssima, mas com um background histórico e temáticas muito mais profundas que os discos anteriores da banda. Especialmente pela figura icônica de Lady Godiva, personagem de uma lenda - com requintes históricos - datada no século XIII, de uma nobre inglesa empenhada a convencer seu marido, Leofric, Conde da Mércia, a reduzir impostos sobre a região que governava, asolada por fome e miséria. A lenda conta que, após muita insistência de Godiva, Leofric desafia a esposa a desfilar nua pelas ruas da cidade, montada a cavalo, para que o desejo de Godiva fosse atendido, em tom irônico e sarcástico. Godiva então ordena que todos os cidadãos não saiam de casa e fechem as janelas (afinal, considere que estamos em plena Idade Média) e faz a vontade do marido, que acaba acatando o desejo da Lady, impressionado pela coragem inabalável da esposa e em honra com sua promessa.

Coragem e resistência são palavras recorrentes na lírica do Heaven Shall Burn, e a história de Lady Godiva cai como uma luva. Assim como o título do álbum, VETO - latim para "Proibo" - que é mais uma palavra forte, poderosa e intensa no léxico da banda alemã. As letras são intensas, violentas e cativantes. Os trechos mais intensos do instrumental sempre coincidem com versos mais pegajosos e incitadores, coisas como anti-tirania, defesa das minorias e enfrentamento da autoridade são comuns e largamente disseminadas.

Mas se muito foi dito do instrumental e da lírica, não se pode encerrar-se a resenha sem ser comentado sobre a técnica e o vocal de Marcus Bischoff, que é um monstro dos vocais de rasgados do metalcore, levando-os ao patamar de serem mais intensos e violentos que qualquer banda de Death Metal. Oscilando entre um mais comum rasgado agudo até graves grunhidos, o vocal de Marcus é sempre perfeitamente preciso o suficiente para que as letras são se percam em desnecessárias distorções vocais. Dessa forma incrível, nem mesmo o mais raivoso berro insandecido de raiva mascara a mensagem que a banda quer passar. O vocal de Marcus é, portanto, imprescindível na sonoridade do Heaven Shall Burn.

E nada melhor que ser surpreendido no meio do disco por um cover do Blind Guardian, Valhalla, e seus improváveis vocais limpos em meio ao gutural incrivelmente afinado e tremolos de guitarra. VETO é um must de 2013 que temo ser menos reconhecido do que deveria.




Tracklist:

1.Godiva 04:19
2.Land of the Upright Ones 04:08
3.Die Stürme rufen dich 03:59
4.Fallen 04:29
5.Hunters Will Be Hunted 05:59
6.You Will Be Godless 03:10
7.Valhalla (Blind Guardian cover) 05:29
8.Antagonized 03:33
9.Like Gods Among Mortals 04:20
10.53 Nations 04:06
11.Beyond Redemption 05:46

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terça-feira, 7 de outubro de 2014
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#Porco na cena 45: Circuito Cultural Brasil Diverso - 1º final de semana

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Começou no fim de semana passado em BH, e se estende até o final de novembro, o Circuito Cultural Brasil Diverso, evento cuja finalidade é promover a música nacional em seus mais variados formatos. 

Na programação, que ainda será divulgada em detalhes, constarão oficinas e shows de artistas independentes e consagrados na cenário atual.

Com curadoria de Bart Ramos (tradicional produtor local), as apresentações tiveram como local escolhido a Funarte, espaço intimista da capital mineira que comporta apenas 140 pessoas (fator este que tornam-as ainda mais especiais) e entradas a preços simbólicos (R$ 10,00 inteira).

Lafayette e os Tremendões (sexta), Canastra (sábado) e Acabou La Tequila (domingo) dividiram as atenções na primeira leva de apresentações. O Pignes, representado pela minha pessoa, esteve lá na sexta e no domingo e conta como foram os shows.

Lafayette e os Tremendões

Lafayette e os Tremendões. Foto: Diego Rodriguez
A exímia banda, cuja formação consta Gabriel Thomaz (Autoramas), Renato Martins (Canastra), Melvin (Carbona), Marcelo Callado (Do amor) e Érika Martins, trouxe para CCBD o celebrado repertório com clássicos da Jovem Guarda, tendo como fator principal a presença de Lafayette, tecladista da época e responsável pela sonoridade peculiar do gênero.

A enérgica apresentação, cujo mote principal são as canções de Roberto e Erasmo Carlos, perpassou por vários hinos compostos pela dupla nos anos 60. "Quero que tudo vá pro inferno", "O portão", "As curva da estrada de Santos" e "É proibido fumar" foram algumas das pérolas resgatas, que agradaram em cheio ao pequeno, mas festivo público presente.

Enquanto os rapazes da banda se divertiam tocando, alternado vocais e improvisando covers inusitadas de "Whisky a go go", "Twist and shout" e "La Bamba", coube a Érika Martins esbanjar todo seu carisma. A aniversariante do dia era só sorrisos e animação. Durante a sua performance além de atirar balões público, a mesma foi de encontro a ele, fazendo da apresentação um autêntico karaokê coletivo.

Érika Martins. Foto: Diego Rodriguez
Paralelo ao repertório do Rei, o setlist também contemplou quatro canções inéditas: "Te vejo nos meus sonhos", "Deixa que eu deixo", "Para viver ao seu lado todo dia" e "Eu tenho mil garotas", cuja sonoridade dialoga abertamente com o repertório composto de covers e que deverá sair em breve em formato físico, num segundo álbum ainda a ser lançado.

"Festa de arromba" encerrou os trabalhos em alta, deixando um largo sorriso na platéia presente. Grande noite.                    

Acabou La Tequila


Acabou La Tequila. Foto: Diego Rodriguez
Oriundos da cena underground carioca dos anos 90, o Acabou La Tequila é o que podemos chamar de um autêntico dream team tupiniquim.

Com apenas dois discos gravados (os elogiados Acabou la tequila e O som da moda), a  banda não conquistou grande sucesso durante o curto período de existência inicial, mas foram das raízes deste grupo que músicos como  Kassin, Nervoso, Renato Martins e Rodrigo Barba conquistaram, cada um na sua seara, considerável prestígio no rock nacional durante os anos 2000. Com esta vasta bagagem que a banda carioca debutou em palco mineiro.

Melvin. Foto: Diego Rodriguez
Contando com a colaboração e maestria de Melvin, baixista do Caborna e também do Lafayette em substituição a Donida, o grupo carioca começou a apresentação de forma suave via o reggae "Tranquilo", canção de Renato Martins. A noite seguira efórica numa autêntica mistura de gêneros no qual rock, ska, punk conviveram em harmonia. Os semi hits "Biscoito", "Mais ou Menos" e "Eu era pop" (as duas últimas regravadas pelo Autoramas) vieram e foram intercalados por autênticos hinos independentes tais como  "Flaming Moe" e "Kung Fu", faixa executada durante o bis.

Os problemas técnicos enfrentados por Kassin, que arrebentou 4 cordas (?!) de sua guitarra durante a performance, em nada impediram este histórico momento, que fora presenciado, infelizmente, por um pequeno público na fatídica noite de domingo.            

Por fim, entre idas e vindas, o combo La Tequila promove apresentações esporádicas, de acordo com a agenda de cada um, e, ao que parece, 2014 será o ano em que a banda está no hall das prioridades já que é prometido o lançamento do terceiro álbum, com faixas inéditas e gravações antigas que não viram a luz do dia. Aguardaremos ansiosamente.

Assim termina a cobertura do 1º final de semana do CCBD. Para o próximo final de semana são aguardadas as apresentações de Érika Martins e Autoramas junto a Renato Barros (Renato & seus Blue Caps). E o Pignes, novamente, estará presente. Aguardem. 
domingo, 5 de outubro de 2014
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Winter Severity Index - Slanting Ray

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Gênero: Coldwave, Pós-punk
País: Itália
Ano: 2014

Comentário: Após séculos de reclusão na torre mais alta do reino mais distante, onde permaneci imóvel como uma gárgula, sofrendo da sede pelos lançamentos de 2014 que não vieram – ou não surpreenderam/agradaram. Eis que de em gota em gota, vez ou outra, brota um disco que faz este ano valer alguma coisa (musicalmente falando), como Slanting Ray do duo Winter Severity Index.

Formado em 2009 no formato clássico de banda com 4 integrantes e renascido em 2012 como um duo de Simona Ferrucci (voz, guitarra, baixo e bateria eletrônica) e Alessandra Romeo (teclado e sintetizador), Winter Severity Index possui não mais que dois EP's,  e o de maior expressão lançado em 2013 sob o nome de Survival Rate, onde você pode ouvi-lo aqui.

Em Survival Rate é possível perceber a crueza típica das primeiras gravações de qualquer banda. Muito embora a nível de pós-punk, em 80% dos casos, o cru é mais exaltado que as firulas, o caso de Slanting Rate é um pouco mais específico pela atmosfera presente no disco, que muito me lembra os synths/samples sombrios de Clan of Xymox e The Frozen Autumn (a faixa 6, Fishblood, é um exemplo audível disso).

É claro que a primeira coisa que me chamou atenção nesse disco foi a capa! E, convenhamos, que capa! Não só a imagem em si, mas as fotos promos de Slanting Ray também chamam atenção e onde você pode conferir aqui. E, devo dizer, a minha preferida é essa aqui. Enfim, ressalto o visual pois ele personifica o sonoro. Este é um disco de samples, com vocais disformes e oníricos que merecem ser absorvidos em plenitude!

P.S.: Obrigada, Lux, por ter upado para mim! 

Facebook / Lastfm / Soundcloud / Bandcamp

Tracklist:
01. At Least the Snow
02. Ordinary Love
03. A Sudden Cold
04. Bianca
05. The Brightest Days
06. Fishblood
07. Lighting Ratio
08. No Will
09. Compulsion
10. Embracing the Void

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terça-feira, 30 de setembro de 2014
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Electric Wizard - Time To Die

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Gênero: Doom / Stoner Metal
País: Inglaterra
Ano: 2014

Comentário: Desde que o Electric Wizard divulgou que estava gravando um novo álbum, a ansiedade dominou os fãs da banda. Não era pra menos, o último álbum da banda foi lançado cerca de 4 anos atrás. Time To Die é o oitavo álbum de estúdio do Electric Wizard e marca a mudança de gravadora, a banda deixou a Rise Above Records e passou a integrar a Spinefarm Records. Mudanças também ocorreram na formação da banda em ralação à aquela que é credita no álbum anterior, com a chegada de Clayton Burgess (Satan's Satyrs, Terraset) assumindo o baixo, além do retorno do baterista Mark Greening (Ramesses, 11 Paranoias), que já havia tocado na banda entre 1995 e 2002. Mas Greening saiu da banda após as gravações devido à divergências e para seu posto foi chamado Simon Poole.

Time To Die traz uma produção mais "suja" se comparado aos registros anteriores e uma atmosfera sombria que não vai soar novidade para aqueles que já conhecem o Wizard. As guitarras de Liz e Jus trazem um peso essencial e momentos de distorção característicos de registros mais antigos da banda. Greening faz sua parte na bateria se mantendo hábil, preciso e demonstrando a bagagem adquirida com o passar dos anos. Clayton por sua vez, se mostra uma escolha acertada para a função de baixista da banda. O vocal de Jus segue a linha do que foi apresentado nos álbuns Witchcult Today e Black Masses, então não vai soar como novidade.

As 9 faixas que compõem o álbum trazem características similares e destaco algumas com a intenção de passar uma ideia mais clara do álbum. "I Am Nothing" já era conhecida por ter sido utilizada na divulgação ao lado da "Sadiowitch", que será o primeiro single oficial do álbum. As instrumentais "Destroy Those Who Love God" e "Saturn Dethroned" trazem consigo um tom de psicodelismo no instrumental e ambas possuem o uso de samples, com a "Saturn Dethroned" se encerrando com o sample inicial da faixa Vinum Sabbathi, do clássico Dopethrone. "Funeral Of Your Mind" com seu fuzz contagiante, possui aquele que talvez seja o refrão mais viciante no álbum. O clima bad trip e a abordagem mais sombria de "We Love the Dead" também me agradaram bastante. A evolução da faixa é uma das melhores no álbum e uma das faixas que mais me agradaram no geral.

Time To Die não traz nada que já não seja de praxe em relação ao Electric Wizard, para aqueles que já acompanham a banda o álbum vai soar agradável e estará dentro daquela moldagem que a banda vem fazendo. O álbum é altamente recomendado para quem gosta desse tipo de som e temática, mas não espere por nada mais elaborado ou mais inspirado, Time To Die traz um Electric Wizard caminhando dentro da estrada que escolheu seguir e dificilmente sairá dela.




Tracklist:

01. Incense For The Damned
02. Time To Die
03. I Am Nothing
04. Destroy Those Who Love God
05. Funeral Of Your Mind
06. We Love The Dead
07. Sadiowitch
08. Lucifer’s Slaves
09. Saturn Dethroned

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domingo, 28 de setembro de 2014
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Atoms For Peace – Amok

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Gênero: Experimental
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Atoms for Peace é um supergrupo formado pelo vocalista Thom Yorke (Radiohead), percussionista Mauro Refosco (forró in the dark), tecladista e guitarrista Nigel Godrich, baterista Joey Waronker e pelo baixista Flea (RHCP).

 É claro que, de uma união como essa, deve sair algo bom, cada um trazendo diferentes influencias, manias e ideias, ajudando a construir uma atmosfera diferente no Atoms for Peace. Ainda que o disco soe como algo solo do Thom Yorke (ou até mesmo um parte dois do “King Of Limbs” do Radiohead), cada um acrescenta algo interessante para a musicalidade.

Mauro Refosco, grande percussionista que participa do forró in the dark  e do RHCP, traz uma percussão com fortes influencias latinas, e isso casa perfeitamente com as batidas eletrônicas feitas pelo Joey e Nigel como podemos ouvir em Before Your Very Eyes e Stuck Pieces Together. Flea aparece sem slaps nervosos influenciados pelo funky, mas mostra um lado diferente seu (diferente até de seu EP), dando linhas de baixos sustentáveis e nada exageradas (ouça  “Ingenue”).

As musicas surgiram de Jams, que foram gravadas e editadas por Thom e Nigel, o que deu uma grande liberdade para criar o som final do disco. Ainda que a influencia do Thom Yorke pese nesse disco, seria besteira falar que os outros músicos não acrescentaram nada na sonoridade. Sutilmente, cada um faz seu papel contribuindo para a contextualização do disco. Creio que esse álbum seja um daqueles casos que todos estão pensando na mesma direção na hora de gravar.


Tracklist:
1. Before Your Very Eyes
2. Default
3. Ingenue
4. Dropped
5. Unless
6. Stuck Together Pieces
7. Judge, Jury and Executioner
8. Reverse Running
9. Amok

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