terça-feira, 12 de abril de 2016
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La Dispute - Somewhere at the Bottom of the River Between Vega and Altair

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Gênero: Post-Hardcore
País: EUA
Ano: 2006

Comentário: Por mais datado que soe o gênero "Post-Hardcore" num contexto "2008", os primeiros acordes já denunciam novidade e a constatação que La Dispute é muito mais que uma banda de Post-HC. Especialmente pela fervorosa adoração com os quais muitos fãs da banda se apresentam, e isso foi a primeira coisa que me chamou atenção sobre o grupo. Raramente tal furor é infundado.

Este álbum que vos apresento foi o primeiro Full-Lenght da banda depois de um intenso EP, Vancouver, de 2006. A levada é mais rápida que os futuros lançamentos do grupo, mais Post-Hardcore em si, porém os elementos mais importantes da banda já se fazem presentes: o liricismo do vocalista Jordan Dreyer, a influência massiva do Jazz e o spoken-word. Dreyer, de fato, antes da banda já era poeta e isso foi transportado para o La Dispute na forma ainda de um vocalista versátil, que consegue susurrar, berrar e cantar de forma característica dentro de um nicho onde quase todos os vocalistas tentam soar o mesmo. Uma das primeiras coisas notáveis na sonoridade da banda é a praticamente initerrupta sequência de versos na maioria das músicas. Há poucos momentos somente instrumentais - embora eles existam e sejam tão poderosamente poéticos quanto os versos. No geral, as palavras são metralhadas em nós sem piedade. O que de certa maneira é até cruel, dada a sinceridade e intensidade da poesia de Dreyer.

Enquanto a poesia é cantada ou declamada, o instrumental da banda acompanha. Por vezes dissonante e intenso, o clima que mais fica na cabeça, no entanto, é uma melodia cadenciada e atmosférica, altamente influenciada pelo ritmo spoken-word de muitos trechos de músicas da banda. Em termos gerais, a capacidade do La Dispute de absorver o ouvinte é um absurdo. A transição entre vocais mais lentos e berros é tão suave e bem colocada que a previsibilidade nesse caso é extremamente prazerosa. A vibe de "desabafo" é algo totalmente constante na discografia da banda e essa mistura é crucial pra que isso se construa.

Somewhere... é uma excelente maneira de começar a entender o La Dispute, e daí partir pro resto da discografia. De preferência e quase obrigatoriamente, devidamente acompanhado as letras ao mesmo tempo para total e absoluta degustação da banda. Definitivamente não recomendo, no entanto, se você não quiser correr o risco de dar de cara com machucados internos. Mas se o seu dia já está indo dessa pra uma melhor, caia dentro e vá até o fundo de vez.



Tracklist:

1."Such Small Hands"  1:35
2."Said the King to the River"  4:01
3."New Storms for Older Lovers"  4:59
4."Damaged Goods"  2:55
5."Fall Down, Never Get Back Up Again"  2:45
6."Bury Your Flame"  4:35
7."Last Blues for Bloody Knuckles"  5:00
8."The Castle Builders"  2:46
9."Andria"  4:20
10."Then Again, Maybe You Were Right" 1:36
11."Sad Prayers for Guilty Bodies"  3:46
12."The Last Lost Continent"  12:02
13."Nobody, Not Even the Rain"  1:10


Ouça aqui: Spotify
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
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Bandas Amigas: Galego

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Artista paulistano que vai do transe atlântico ao trance espacial. Se aventura por diversas linguagens. Em uma de suas musicas diz: "keep me out of the mold, out of the line, outside the rules/ let me follow the unknown, i want to burn me all, all inside you (mantenha-me fora do molde, fora da linha, fora das regras/ deixe-me seguir pelo desconhecido, eu quero me queimar todo, todo dentro de você).

Ao fixar o texto acima, proveniente da página do artista, e encerrar o post desta forma é inevitável não transmitir um sentimento de preguiça. Mas verdade seja dita: a descrição acima realmente resume muito bem o trabalho de Galego.


Mas vale ressaltar diferenças entre seus dois — e que não sejam os únicos — discos. Com uma sonoridade e estética claramente importada do hemisfério norte, um gringo despojado, o disco The Man of Tomorrow lançado em outubro de 2015 faz eficaz uso do eletrônico e do indie/rock alternativo, além das letras em bom inglês. Ou se preferir como o próprio músico avalia: canções que passeiam de forma ousada pelo universo eletrônico-indie-rock-algumacoisa. The Man of Tomorrow se mostra um trabalho realmente pessoal, com Galego participando de todas as etapas (composição, gravação, produção, mixagem e masterização) sozinho.


Em contraste, Transeatlântico (2014) é aquele disco brasileiro para quem gosta da chamada "nova bossa", "nova mpb", no qual temos uma grande variedade sonora, tanto de gêneros como de épocas da música, sendo compatível com o som de músicos e bandas como Leo Cavalcanti, Curumin (que inclusive faz uma participação no disco), Karina Buhr, Cidadão Instigado, ou seja, um tanto swingado, um tanto romântico, um tanto pop, um tanto indie, um tanto tanta coisa. Assim não é difícil imaginar que Transeatlântico foi aceito facilmente, conseguindo o destaque que merecia.
Neste disco Galego dividiu as tarefas com Cris Scabello e Mauricio Fleury, membros do Bixiga 70, além de outros nomes.

Ambos os discos podem ser baixados no site do músico e também estão disponíveis para audição no Spotify e SoundCloud. Ah, e curta a sua página no Facebook.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
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Luiz Melodia - Pérola Negra

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Gênero: MPB / Samba /  Avantgarde
País: Brasil
Ano: 1973

Comentário: Do morro São Carlos, Estácio, Rio de Janeiro, nasce um dos maiores nomes da musica brasileira. Luiz Carlos dos Santos, ou Luiz Melodia é um dos nomes de maior peso da MPB. Carioca, guerreiro, poeta, Luiz Melodia enfrentou a dureza do tempo até que sua paixão pela musica e, sobretudo talento, foi finalmente encontrado por ouvidos próprios como os de interpretes na altura de Gal Costa e Maria Bethânia, que gravaram algumas composições do músico pouco tempo antes do lançamento de seu disco de estreia: Pérola Negra.

Filho do músico Osvaldo Melodia, Luiz sempre foi atento à arte e à sonoridade. Frequentava, com seu pai, rodas de samba e fez disso sua escola. Escola que foi completada pelo interesse no blues, soul, rock e outros gêneros musicais que viriam mais tarde a completar a linguagem sonora do artista. Faz-se assim uma das mais importantes obras da Música Popular Brasileira, que é lançada em 1973 e mostra então, mais uma vez com genialidade, a faceta do músico brasileiro de conseguir explorar a diversidade e reformar a identidade.

Pérola Negra, como já disse, carrega consigo uma bagagem enorme de influencias que até então estavam começando a ser finalmente exploradas por músicos brasileiros. Como um disco pós-tropicalista, é de se esperar algo deveras atípico ao já escutado no Brasil, e assim o é. Luiz Melodia soube dar vida à experiência perfeita entre elementos pouco usados no meio do samba e do popular com naturalidade e acuidade.

A poesia de Luiz Melodia é algo que se destaca por si só, há uma magia em suas palavras que encanta e ensina. Estácio, Eu e Você começa o álbum com um sambinha simpaticíssimo guiado à cordas e sopro. Vale quanto pesa com belos dedilhados encanta mais tarde com os metais e swing tão próprios. Estácio, Holly Estácio, gravado por Bethânia outrora, e Abundantemente Morte são aulas de poesia e musicalidade. Pra Aquietar volta ao swing’n’roll genial de Luiz Melodia. Perola Negra, que dá nome ao disco é de novo um festival de metais com uma pitada soul incrivelmente enérgica, e profundidade poética e harmonia estética que marcaram para sempre a MPB. Magrelinha dá ótima continuidade à Pérola Negra, e foi acompanhamento sonoro em uma cena do filme Cidade de Deus, fazendo uma belíssima aparição no cinema. Farrapo Humano e Objeto H levam de novo o disco lá pra cima, com um swing jazzístico distinto. Forro de Janeiro, a ultima faixa é uma menção interessante ao ritmo nordestino.

1973 é um ano incrível na musica brasileira, e esse é talvez o melhor lançamento deste.


Tracklist:
1. Estácio, Eu e Você - 2:16
2. Vale Quanto Pesa - 3:11
3. Estácio, Holly Estácio - 2:30
4. Pra Aquietar - 2:47
5. Abundantemente Morte - 3:28
6. Perola Negra - 2:50
7. Magrelinha - 2:07
8. Farrapo Humano - 3:12
9: Objeto H - 2:25
10. Forró de Janeiro - 3:15

Ouça aquispotify
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
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Gnaw Their Tongues & Dragged Into Sunlight - N.V.

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Gênero: Black/Doom Metal/Noise
País: Holanda / Reino Unido
Ano: 2015

Comentário: Dragged Into Sunlight uma banda de Black/Doom Metal das mais doentias, com vocais rasgados, cadencias pesadíssimas e com um pé no Grind. Gnaw Their Tongues, por outro lado, é o nome com o qual Maurice de Jong, ou Mories, como se auto-intitula, executa um dos mais obscuros formatos de Noise, um Dark Ambient desconcertantemente variado, imersivo e mórbido. N.V. é a mistura dessas duas vibes que simplesmente nasceram pra que essa união acontecesse.

Em 2011 as duas entidades se uniram, inicialmente como uma forma de tributo ao Godflesh e seu seminal Industrial. N.V. é o debut dessa colaboração, fruto da edição de mais de três horas de material em pouco mais de meia hora de disco. O Dragged Into Sunlight tem por hábito usar diálogos de serial killers e assassinos em suas músicas (não necessariamente uma novidade no Metal), mas nesse álbum é que realmente esses diálogos encaixam perfeitamente com a música. A forma fria e metódica que se ouve falar da morte pela boca de criminosos bárbaros é exatamente a atmosfera do disco. Algo tão extremo que parece errado, mas ao mesmo tempo artisticamente prazeroso pra aqueles que se interessam por esse nível de obscuridade.

A união das duas bandas é tão fantástica que praticamente nada se perde de nenhum dos dois lados - as músicas seguem essencialmente a mesma fórmula de sempre do Dragged Into Sunlight ao mesmo tempo que soam completamente sinceras e coerentes com o Noise sinistro do Gnaw Their Tongues. A bateria come solta, dando trégua apenas nas partes mais cadenciadas onde o peso absurdo das guitarras gravíssimas tomam conta. As guitarras vem acompanhadas de sons bizarros, nauseantes e hipnóticos do Dark Ambient, abusando de dissonâncias para dar mais ênfase ainda na atmosfera obscura.  Enquanto isso, os vocais estrangulados do Dragged Into Sunlight ficam ainda mais profundos e sinistros cobertos de distorção. Nos trechos mais extremos, as guitarras e as baterias se sobressaem, até o momento onde o Noise e o Dark Ambient lentamente vão tomando conta e a música vai afundando numa dissonância grave e sinistra, com os vocais rasgados colaborando para o absurdo acontecer. Aí entram os trechos mais cadenciados, com vocais graves e profundos e diálogos dos assassinos. É deliciosamente assustador. Ainda há momentos onde o Ambient sobressai, com as guitarras mais caladas, mas com a bateria e os vocais do Dragged Into Sunlight fazendo parte de uma tensa e sinistra parede sonora.

Os próprios autores da obra declaram o disco como um tributo a genialidade do Streecleaner do Godflesh e sua influência na música extrema. Justin Broadrick inclusive finalizou a produção do disco. A arte da capa é assinada por Seldon Hunt, que trabalhou com bandas do naipe de Khanate, Neurosis, Sunn O))) e afins (apesar de que, né, está ali mais pela referência do que pela arte em si, que não é nada demais). A melhor parte de N.V. é o álbum fazer parte de uma direção maravilhosa que algumas bandas de metal tem tomado, que é buscar sonoridades mais extremas não no Metal em si, mas no Industrial e no Noise. Não que isso seja novidade, vide o próprio Godflesh, mas isso parecia ter se apagado por algum tempo e agora volta potente com a vibe "crust" de muitas bandas de Black Metal dos anos 10 do séc. XXI. Que tudo se afunde cada vez mais nessa escuridão.





Tracklist:

1. Visceral Repulsion 05:50
2. Absolver 07:54
3. Strangled with the Cord 05:16
4. Omniscienza 06:40
5. Alchemy in the Subyear 06:41


Ouça:

Spotify
domingo, 24 de janeiro de 2016
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BANDAS AMIGAS #10 - Cássio Figueiredo

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Confesso que é um pouco estranho chegar a esse momento da carreira de Cássio Figueiredo, quem um dia já fez parte da staff do Pignes e sempre será meu bom e grande amigo Cás. Até a própria afirmação ou questionamentos do sujeito – fazendo um trocadilho medíocre com uma das produções dessa “nova” fase que, por fim, não é uma fase e sim ao que parece o zênite de uma produção contínua ou quase contínua – me puxa lembranças e indícios de uma época que, agora, parece tão evidente que Cássio convergiria. Sempre fui muito fã de sua trajetória (sobretudo do ponto de vista estético da coisa), de ver alguém tão jovem com um peso artístico tão grande passado por nós de maneira sorrateira e que vem se consolidando com o tempo; como ele próprio me disse recentemente “você me viu crescer”. E vi, sim, cresceu como pessoa e como artista que, quase como um deja-vu, eu volto para falar da música do Cás aqui no site como um dia fiz em Less.

Cito Less porque vejo a essência do artista por trás da música transmitida de outra forma bem diferente. Neste tão antigo projeto, Cássio trazia uma reminiscência pesada do Metal efervescente da época (da nossa e da dele). Contudo, o modo caseiro e despretensioso de fazer a coisa, a subversão do feio como belo, o contrassenso da musicalidade e harmonia já presente em seus primeiros ensaios se arrastaram e se elevaram, ou melhor, decaíram (no sentido de "se recolheram", "tornaram-se intimista", "voltaram para dentro") faixa a faixa à medida que Cássio vinha se encorpando ao Noise, ao Shoegaze, ao Drone e às diversas experimentações que um artista pode fazer para expressar sua criatividade, até chegar ao momento mais intimista e maduro que eclode em seu último lançamento, Presença (2016), disco este que tem ainda a parceria com Cadu Tenório, quem por sua vez já foi citado em seu trabalho ao lado de Juçara Marçal aqui.

Esses dias, refiz quase toda trajetória de Cássio em sonoridade e fotografia, tracei as texturas e tudo me comove e leva a pensar que Presença é sim um disco pessoal – do artista para conosco e do artista para com ele –; não que os demais não sejam (sempre é), mas este em especial soa com um rito de passagem, o início ou fim de uma era; Cássio também me disse que talvez a diferença de Presença para os demais discos lançados foi seu tempo de maturação até ser de fato lançado. Como falei anteriormente, o que me chama atenção não é apenas a música dele em sua forma técnica, exposta na sonoridade de violão, violino, software, gaita, colagem de som digital, fita cassete ou, como ele mesmo me disse “objetos”. Contudo também a interligação da música com as sensações/emoções, historias por traz da criação (onde fez? como fez? por que fez ou pra quem fez?), a estética dos projetos e conceitos que, por sua vez, falam por si só.

Por fim, não adianta dissecar disco a disco, tendo em vista que Presença é evidente, porém não é o único. Cá presenciamos a notoriedade da música de um artista de muito tempo, onde Cássio Figueiredo traz vários projetos nas costas com músicas que precisam obrigatoriamente serem ouvidas e não explicadas, pois é sempre válido ressaltar que a música é acima de tudo subjetiva. Do meu lado, aquele que acompanha a trajetória, me faltam palavras para expressar o orgulho que sinto por esse menino (que sempre foi precoce) e digo, não apenas por mim, mas por todos os outros daqui do Ignes que são da mesma época que Cás, que este foi um bandas amigas que já um tempo devíamos a ele e, particularmente, escrevi com lágrimas nos olhos, pois levo ao sentido bem literal da ideia: amigo.

Less / Inutiargu / "Partir" de Projétil / Cássio Figueiredo / Soundcloud

Presença (2016)


O nome "presença", assim como a imagem escolhida pra ilustrar, foram questionados por mim como escolha pra esse trabalho durante todo o tempo que se passou desde o momento final das gravações até hoje, um dia depois de eu ouvi-lo finalizado pela primeira vez. Minha dificuldade de escrever sobre tudo o que aqui se manifesta perdurou por todo esse tempo e persiste até agora. Meu esforço e insistência em tentar descrever essa presença que sinto, o clima que me envolve, os símbolos que com tanta força tento interpretar da melhor forma possível. Está tudo aqui, disperso e junto, caótico e distinto, e minha carta de rendição a qualquer forma de separar criador e criatura.




Sujeito (2015)

A busca pela construção de um eu lírico sedento por identidade e por uma delimitação frágil o suficiente para admitir a ocorrência de posteriores alterações. 

Vejo o projeto como uma exposição do exercício reflexivo de um autor puramente empírico. Sem grandes pretensões, a minha intenção foi justamente a criação de uma obra relativamente não-convencional que expusesse da maneira mais egoísta (aqui no melhor sentido da palavra, se é que existe) o que provém de mim, das minhas experiências e impressões. 

Longe de ser a única leitura válida e que põe fim e limite ao EP, é antes apenas uma das várias que podem o preencher de significado, ou paradoxalmente o despir do mesmo, visto que é tão íntimo que pode chegar a não apresentar mesmo signo nenhum. 

"Sujeito" é uma exaltação ao modo corrente de percepção de si enquanto indivíduo. 

Enquanto indivíduo que ama, que sofre, que vive, que percebe, que conhece, que sente, e que pensa. 
E ao mesmo tempo que não está livre das amarras das suas próprias paixões, desejos, afetos, relações e ideias. 

Pois está e é sujeito. 

A si, e a todas essas coisas.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
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Savages - Adore Life

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Gênero: Post Punk, Noise Rock
País: Inglaterra
Ano: 2016

Comentário: Com um riff quase thrash o Savages surpreendeu com o lançamento de "The Answer", primeiro single deste álbum. A música, que também abre o disco, soa como um sinal claro de que as coisas mudaram desde o lançamento do aclamado Silence Yourself, de 2013.

O Savages tinha uma dura tarefa pela frente, lançar um sucessor a altura de um disco de estreia tão único e sólido como Silence Yourself. A estratégia usada por muitas bandas para não cair no esquecimento é lançar o segundo disco no ano seguinte ao primeiro, o que na maioria esmagadora dos casos resulta em uma versão fraca do disco anterior. O Savages seguiu um caminho diferente, tomou seu tempo, e agora, três anos depois, surge Adore Life.

Apesar de ser um bom disco, algumas críticas devem ser feitas. Adore Life tem ótimas músicas, como "Evil", "Sad Person" e "Surrender, mas por vezes a banda parece estar meio perdida, se levando a sério demais, o que leva a perda inevitável daquilo que faz do Savages uma banda interessante. O exemplo mais claro disso é "Adore", uma música cansativa e que, mesmo tendo apenas cinco minutos, parece ser enorme.

Adore Life não supera seu antecessor, o que já era esperado, mas também não decepciona e mesmo que nem todas as músicas funcionem, as que funcionam são incríveis.

Tracklist:
1. The Answer
2. Evil
3. Sad Person
4. Adore
5. Slowing Down The World
6. I Need Something New
7. When In Love
8. Surrender
9. T.I.W.Y.G.
10. Mechanics

Ouça: Spotify

domingo, 10 de janeiro de 2016
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Os Melhores Discos de 2015 por Lessandro Firmo (xpandaren)

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Esse ano foi meio que esquecido na minha cabeça, em questão de garimpar por lançamentos. Ter feito esse top foi um motivo motor de eu tirar a bundinha da cadeira, deixar de esperar que caísse do céu e ir procurar por coisas novas. Bem, creio que funcionou de certa forma (risos). Novas revelações, bandas de longa data com novidades eximiamente bem trabalhadas, bandas de longa data com as mesmices lindas, entre outros. Em resumo, foi um ano consideravelmente bom para a música, generalizando.

Seguem em em em em (eco)...

sábado, 9 de janeiro de 2016
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Os Melhores Discos de 2015 por Marcos Alves

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2015 foi um ano estranho em sua totalidade. Também foi um ano onde expandi meus horizontes musicais e o terminei escutando coisas que eu não imaginaria no começo. Foi o ano em que, finalmente, comecei a me aprofundar no hip hop e suas vertentes. Bem como o Black Metal, gênero que me arrependo de não ter dado mais atenção antes.

Sem muita enrolação, essa é a minha lista de melhores discos de 2015.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
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Os Melhores Discos de 2015 por Rômulo Alexander

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Um hobby: fazer uma lista de melhores álbuns do ano. Aposto que você que está lendo também tem essa mania. Mas se for levado a sério, é um hobby impossível de ser executado. Segundo esta página, em 2010 foram lançados 75.000 álbuns só nos EUA. Quantos devem ter sido lançados em 2015, no mundo inteiro? Mais de 100.000, provavelmente. Impossível ouvir tudo isso num único ano. Listar os melhores álbuns é um trabalho por amostragem.
Por isso, tentei fazer uma lista abrangendo diversos estilos. Portanto, cada um dos álbuns abaixo não está aqui por si só, mas sim como representante de um estilo ou uma cena musical com grande destaque em 2015. Isso numa perspectiva bem pessoal, ok? Não consegui sair muito do Rock, nem do Metal. Vamos lá!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
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Os Melhores Discos de 2015 por Matheus Saez

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O pouco contato que tive com os lançamentos de 2015 foi altamente compensado pela magnifica qualidade da musica produzida nesse ano. Tive uma oportunidade grande de aumentar minha gama de gêneros musicais e o fiz. Me apaixonei mil vezes por alguns dos discos pelos quais esperei ansiosamente o dia de estreia ou por um em especial que me tomou de surpresa e me encantou como só ele poderia.

Mas cortando a conversa antes que ela se prolongue muito, gostaria de anunciar minha volta ao site depois de um ano sem trazer novidades ou reviver tesouros antigos. Pretendo manter um ritmo mais frequente por aqui nesse ano que começa e aproveitar para exercitar meus conhecimentos culturais musicais.

Voltando ao top10 2015, eu estou muito contente com a lista que fiz, mas devo dizer que a ausência de títulos nacionais me deixou decepcionado, e a culpa é completamente minha. O Brasil também foi fonte de ótimas produções musicais no ano passado, algumas listas já postadas trazem nomes incríveis, como vale a pena conferir!

 
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