segunda-feira, 14 de abril de 2014
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Caetano Veloso - Transa

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Gênero: Musica Popular Brasileira/ Tropicalia
País: Brasil
Ano: 1972

Comentário: Essa é de longe a obra prima de Caetano Veloso. Gosto muito de outros álbuns dele, mas esse é o mais cativante de todos. Caetano gravou o disco na Inglaterra durante seu exílio e o lançou no Brasil assim que voltou, em Janeiro de 1972. O registro reflete muito dessa dualidade cultural que o artista vivia, com músicas em inglês e português, musicalidade riquíssima de ritmos diferentes e a mistura de tradição com experimentalismo, Caetano mostra o que para mim é a fronte da versatilidade brasileira.

As faixas são perfeitamente harmônicas, todas tem um clima muito bom para curtir com amigos, conversar, são melodias com letras tão convidativas que é impossível não dançar e cantar junto. É o tipo de música que você sempre quer deixar tocando, uma pena que o álbum tenha só aproximadamente trinta e sete minutos.

Falando na musicalidade, não podemos deixar de dizer que a parte instrumental desse álbum é notável. Os músicos convidados foram; Jards Macalé, Tutti Moreno, Moacyr Albuquerque e Áureo de Sousa. Percussões e guitarras marcantes durante todo o disco, a bateria é impecavelmente bem colocada. As batidas passam do samba para reggae e outros ritmos que embalam as letras que tocam muito nas músicas tradicionais brasileiras.

É muito difícil destacar só uma música do Transa. “You Don’t Know Me” inicia o álbum de forma maravilhosa, Caetano parece mostrar o que sente sobre estar longe de seu país e sobre a sua vida na terra da rainha. “Nine Out of Ten” explora o ritmo de raggae e tem letra em inglês, mas mesmo assim mantém uma identidade brasileira. “It’s a Long Way” é uma viagem, a canção trás uma sensação de saudade muito interessante quando a cantoria em inglês de Caetano é interrompida por trechos de músicas clássicas brasileiras. “Mora na Filosofia” é uma homenagem ao grande sambista Monsueto, uma das músicas em português mais chamativas do disco.

O álbum é uma pérola, parada obrigatória para todos os brasileiros que se interessam pela música popular brasileira, eu creio.

                                    Youtube / Site Oficial / Facebook / Last.fm

Tracklist:
Side 1:
01. You Don't Know Me - 3:48
02. Nine Out Of Ten - 4:55
03. Triste Bahia - 9:32
Side 2:
04. It's A Long Way - 6:05
05. Mora Na Filosofia - 6:13
06. Neolithic Man - 4:47
07. Nostalgia - 1:23
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Panopticon - Kentucky

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Gênero: Atmospheric / Folk / Black Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2012

Comentário: Criada no ano de 2007 no estado do Kentucky nos Estados Unidos, o Panopticon é uma banda de um único membro, Austin L. Lunn. Apesar do tempo relativamente pequeno desde sua criação, o Panoticon tem uma série de álbuns interessantes, dos quais tive o prazer de escutar o Social Disservices (lançado em 2011) e o Kentucky (lançado em 2012).

Kentucky apresenta aquela sonoridade ampla, cheia de elementos incomuns que fazem com que o álbum fuja dos padrões clássicos do Black Metal. Outra coisa que torna Kentucky ainda mais interessante e ainda mais belo é um conceito elaborado e apresentado nas letras, referente à situação que um grupo de mineiros de carvão enfrentou na década de 30 devido as condições de vida e trabalho que enfrentaram. E por final, o Panopticon traz um instrumental incrível e muito rico, sabendo criar uma atmosfera completamente envolvente e tocante. 

A sonoridade ao decorrer do álbum muda bastante, devido à faixas instrumentais que servem de interlúdio e outras 3 faixas que são covers de músicas clássicas do folclore americano. "Come All Ye Coal Miners" e "Which Side Are You On?" trazem aquela pegada do Bluegrass além de fazer o uso de rabeca, ambas bem empolgantes, enquanto a "Black Waters" já tem um tom mais atmosférico. Atmosfera que não falta ao decorrer do álbum, como ocorre em "Killing The Giants As They Sleep", onde as guitarras num tom mais estridente se destacam em meio aos vocais de Austin. A bateria é bem marcante e precisa, enquanto o baixo é bem nítido e executa ótimas linhas. "Bodies Under The Falls" é minha faixa favorita no álbum, seguindo a mesma proposta da "Killing The Giants As They Sleep", a faixa possuí um instrumental impecável, vocais impressionantes e mudanças de ritmo bem interessantes.

Kentucky foge do convencional e o fato de Austin ter esse apego pelas histórias locais de sua região, dá uma dinâmica sem igual ao álbum, que em seu decorrer consegue prender a atenção do ouvinte e por possuir uma sonoridade diversa e bem elaborada, não causa desinteresse. 



Tracklist:
01. Bernheim Forest in Spring
02. Bodies Under the Falls
03. Come All Ye Coal Miners
04. Black Soot and Red Blood
05. Which Side Are You On?
06. Killing the Giants as they Sleep
07. Black Waters
08. Kentucky

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Porco na cena #36 - Lollapalooza Brasil 2014 (domingo)

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O segundo dia festival não foi tão tumultuado quanto sábado. O público reduzido pôde circular sem maiores problemas entre os palcos.

Stand Locomotiva discos - Fonte: ZP
Entre um show e outro também foi possível conhecer o que o festival oferecia em termos de entretenimento e afins. Uma roda gigante, um stand da Locomotiva discos, lotado de lps para compra, as lojas de souvenirs do evento e stands gigantes dos patrocinadores com diversos brindes foram alguns exemplos.

A maratona de shows neste dia começou cedo mais cedo.

domingo, 13 de abril de 2014
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John Frusciante - Enclosure

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Gênero: Eletrônica/Experimental
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Desde pequeno sou fã dos Red Hot Chili Peppers, e quando John Frusciante deixou a banda, senti, como muitos, uma raiva imatura dele e do guitarrista que veio substitui-lo. Mas o tempo e a raiva passaram, reconheci o talento do novo guitarrista e comecei a ficar ansioso pelos próximos trabalhos do Frusciante.

A primeiro coisa que ele lançou, ao sair da banda, foi o EP “Letur - Lefr”, não vou entrar em detalhes sobre ele, até porque você pode ler uma resenha clicando aqui, mas ele basicamente mostrava que o guitarrista estava em uma onde diferente agora, tomado por musica eletrônica e com sede de explorar algo novo. Depois veio o EP “outsides”, que se mostrou mais firme na sonoridade e menos bagunçado, e então temos o recente “enclosure”, o disco que marca o fim de um ciclo, segundo o próprio Frusciante. E se as batidas dos outros discos pareciam ser sem sentido, desesperadas e apenas um monte de colagem de camadas, “enclosure” vem para mostrar o amadurecimento de Frusciante nessa área, com uma sonoridade coesa e ainda assim experimental.

terça-feira, 8 de abril de 2014
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Porco na cena #36 - Lollapalooza Brasil 2014 (sábado)

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O Lollapalooza Brasil, festival norte americano que se estabelece como um dos melhores no cenário nacional, chega à sua terceira edição em 2014 e está de casa nova: o Autódromo de Interlagos. E lá fomos nós mais, heroicamente, trazer para vocês um pouco das nossas impressões do festival.

A tal mudança de local trouxe de fato uma série de prós e contras. Positivamente o espaço em si, enorme por sinal, possibilitou o oferecimento de uma infinidade de serviços. No quesito alimentação a tenda Chef Stage foi a grande novidade. Saindo do tradicional cachorro quente, o local si trouxe uma série de chefes de cozinha que ofereciam um número variado de refeições à preços variados. Outro aspecto positivo foi o grande número de caixas, bares e banheiros que estavam bem distribuídos e atenderam as expectativas de enorme público presente no primeiro dia (cerca de 70 mil pessoas segundo a produção). A pontualidade das apresentações se fez presente novamente com shows começando e terminando em seus respectivos horários. Houve relatos de confusão na entrada do público, mas quando chegamos entramos com facilidade. A saída também foi tranquila e organizada. A temida batalha do metrô foi miniminizada.

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Porco na Cena #35 - Lolla Party: Cage The Elephant

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Dois anos após seu primeiro show no Brasil, no próprio Lollapalooza, o Cage The Elephant se torna a primeira banda repetida no lineup da versão brasileira do festival, uma escolha acertada. E como já parte da tradicional festa que toma São Paulo por toda a semana do festival, os americanos ganharam sua Lolla Party, um show solo no Cine Joia na Sexta-Feira 04/04.

Sem atrasos, a banda subiu ao palco do Joia por volta da meia noite pra um publico expressivo levando em conta que eles tocariam novamente dali algumas horas, e como não poderia deixar de ser, mandaram um show enérgico como se pode esperar daqueles que já os viram ao vivo anteriormente.

Spiderhead do disco mais recente “Melophobia” é responsável por abrir o show e dar o tom do que viria a seguir. Ao vivo todas as músicas ganham corpo com o peso de duas guitarras (por vezes três) e toda a performance cheia de gritos do aceleradíssimo vocalista Matt Schultz, que aliás, é o responsável pelo grande impacto que o show do Cage vem a ter.

O show do Cage The Elephant é uma viagem especialmente pelas vertentes do rock dos anos 60, não tem novidades, não tem firulas, o quinteto resgata do Surf Rock do Beach Boys, ao Garage do Stooges, incluindo o fato do vocalista Matt Schultz incorporar Iggy em seus melhores anos, dança, pula, se contorce, rola no chão e se joga na galera inúmeras vezes, assim como o Iguana fazia. É um rock honesto, e bem legal ver que durante no dia seguinte, o show do festival estava lotado e todos realmente conheciam a banda, é uma banda que serve como ótimo ponto de partida para os mais jovens e curiosos conhecerem aqueles que influenciaram as bandas mais recentes.

Após Spiderhead, o show continuou com In One Ear, Aberdeen, Back Against The Wall e Take It or Leave It, todas soam como se fossem grandes hits, entoados em coro pelo público, e a empolgação do publico cada vez mais ganhava a banda que demonstrava estar bem contente de estar ali. Não demorou para Matt começar a ameaçar se jogar no público que gesticulava e em coro gritava “come, come, come”, e quando pulou o caos se instaurou, ao menos pra mim já que ele se jogou exatamente em cima da onde eu estava, puxou minha mão para se equilibrar e pisou no meu ombro para ficar em pé em cima da galera como já é tradição em seus shows, mas tudo bem, foi um momento divertido.

Após a saída da banda, o sempre cômico e tradicional coro de “ole, ole, ole, ole” se instaurou “QUEIGE, QUEIGE” o público gritava, a banda voltou e improvisou um instrumental no ritmo do “ole”, que depois se tornou uma rápida improvisação de jazz, gênero que segundo eles, são fãs.

O Bis veio com as obrigatórias “Shake Me Down” e “Sabertooth Tiger” que finaliza o show a todo vapor. Esse foi sem dúvida um bom aquecimento para os dois dias de festival que viriam à seguir.







domingo, 6 de abril de 2014
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Triptykon- Melana Chasmata

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Gênero: Black / Doom / Gothic Metal
País: Suíça
Ano: 2014

Comentário: O Triptykon é uma daquelas bandas que eu admiro muito. Tal admiração surgiu pelos feitos de Tom Warrior no Celtic Frost e que com o lançamento de Eparistera Daimones, álbum de estréia do Triptykon, ganhou uma admiração ainda mais forte. Há muito tempo aguardava pelo sucessor de Eparistera Daimones e após quatro longos anos, tenho o imenso prazer de estar apreciando mais um álbum incrível, assim como o primeiro.

A formação da banda não sofreu alteração nesse período, o que ajudou a banda a manter a mesma pegada apresentada no álbum de estréia. As duas faixas que foram divulgadas antes do lançamento oficial, serviram pra criar uma grande expectativa em torno de Melana Chasmata. A arte do álbum novamente ficou na responsabilidade de Hans Rudolf Giger, que já havia criado a arte do primeiro álbum, além da clássica arte contida no To Mega Therion do Celtic Frost.

Serei bem objetivo quanto ao álbum, sem me desviar muito de suas características. A sonoridade manteve aquele tom agressivo, arrastado e que agora se torna a característica maior da banda. Mais uma vez temos vários e vários riffs impressionantes, alguns que até me trouxeram a lembrança do Celtic Frost, como acontece na faixa de abertura chamada "Tree Of Suffocating Souls". "Boleskine House" ao lado de "Breathing", tiveram a divulgação realizada com um mês de antecedência e ouvindo as faixas dentro do contexto do álbum, tenho que dizer que ficaram ainda mais impressionantes. "Aurorae" foi o maior destaque do álbum pra mim, aquela faixa que você escuta pela primeira vez e gosta tanto, que a repete várias vezes seguidas. Uma faixa sombria, conduzida pelos ótimos vocais de Tom Warrior e com um instrumental impecável. "Black Snow" é a faixa de maior duração do álbum e definitivamente um dos destaques de Melana Chasmata. Tudo na faixa é perfeito, as alternâncias de ritmos, os riffs empolgantes e com Warrior e Santura dando um show à parte nos vocais. A faixa de encerramento é "Waiting", trazendo aquela atmosfera mais carregada, contando com vocais femininos, um instrumental calmo apesar de alguns riffs bem pesados, mas sempre bem cadenciada. É uma faixa que foge das características sonoras das demais, assim como ocorreu com "My Pain" no álbum de estréia. 

Melana Chasmata correspondeu às minhas expectativas e compensou cada dia durante esses 4 anos de espera. Uma continuação do que se foi feito no álbum anterior, sem mudanças drásticas, a fórmula continua a mesma, assim como a qualidade apresentada. Um álbum que você pode escutar várias e várias vezes sem se tornar enjoativo. 



Tracklist:
01. Tree Of Suffocating Souls
02. Boleskine House
03. Altar Of Deceit
04. Breathing
05. Aurorae
06. Demon Pact
07. In The Sleep Of Death
08. Black Snow
09. Waiting

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quarta-feira, 2 de abril de 2014
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Absu - Tara

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Gênero: Black / Thrash Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2001

Comentário: Dolmen, Azathoth, Eternus e Necrotic, são nomes de bandas de curta duração que existiram entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, no estado do Texas, Estados Unidos. Das cinzas dessas bandas surgiu no ano de 1991 o Absu, que inicialmente se aventurou pelo Death Metal, como tantas outras bandas fizeram nesse período. mas com o tempo, a banda adotou uma sonoridade que mescla Black e Thrash Metal como base a ser trabalhada em suas músicas, contando com uma temática voltada ao ocultismo  e mitologia.

Com seis ótimos álbuns de estúdio e uma legião de fãs espalhados pelo mundo, a banda é um nome de respeito no cenário americano. Com tantos ótimos álbuns de estúdio, selecionei o Tara por ser o que mais me agrada, último da trilogia que tem como temática a Mitologia Celta. O trio formado por Proscriptor McGovern (bateria, vocal, sintetizadores), Equitant Ifernain (baixo) e Shaftiel (guitarra, vocal), se empenhou bastante na criação de Tara e o resultado foi muito satisfatório.

O álbum lançado no ano de 2001, possui uma produção de grande qualidade, o que torna mais proveitosa a execução do álbum, no qual podemos perceber todos instrumentos e vocais com bastante nitidez. A sonoridade não foge do padrão que vinha sido executado pela banda. O instrumental traz aquela carga necessária de agressividade, velocidade e dinâmica, algo que é muito bem realizado pelo Absu. A bateria novamente é um dos pontos fortes do álbum, Proscriptor dá conta do recado nas partes mais intensas, apresentando uma técnica incrível. Os vocais também estão de parabéns, despejando agressividade através de letras baseadas na Mitologia Celta, como disse anteriormente. Alguns artistas fizeram uma participação especial no álbum, entre eles Melechesh Ashmedi (Melechesh) e King Diamond, que devido a restrições contratuais é creditado como  Masthema Mazziqim, pseudônimo que foi utilizado por um dos membros do Dolmen anteriormente.  

A faixa de abertura homônima, é uma bela introdução na qual é utilizada uma gaita de fole, abrindo o álbum de maneira primorosa. A tranquilidade contida na faixa de abertura, desaparece na faixa seguinte, Pillars of Mercy apresenta uma bateria destruidora, acompanhada de riffs excelentes e de vocais impecáveis. She Cries the Quiet Lake, mantém o peso característico do álbum, mas possui partes mais cadenciadas e bem trabalhadas, na qual destaco a bateria (que é perfeita no álbum inteiro) e os riffs bem empolgantes. Essas são as duas faixas que mais me agradaram no álbum, mas poderia citar qualquer outra, uma vez que todas possuem bastante qualidade. 

Tara é um álbum excepcional, interessante e que empolga o ouvinte. Certamente o álbum de maior destaque na discografia dessa banda, que conta com outros álbuns que merecem ser conferidos. O que foi realizado em Tara é fascinante e totalmente indicado para aqueles que gostam de um som mais extremo, com uma temática interessante e bem produzido. 



Tracklist:
01 - Tara
02 - Pillars Of Mercy
03 - A Shield With An Iron Face
04 - Manannan
05 - The Cognate House Of Courtly Witches Lies West Of County Meath
06 - She Cries The Quiet Lake
07 - Yrp Lluyddawc
08 - From The Ancient Times (Starless Skies Burn To Ash)
09 - Four Crossed Wands (Spell 181)
10 - Vorago (Spell 182)
11 - Bron (Of The Waves)
12 - Stone Of Destiny (For Magh Slecht and Ard Righ)
13 - Tara (Recapitulation)

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sábado, 29 de março de 2014
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Porco na Cena # 34 - Lebensessenz

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O Lebensessenz, formado pelo seu único integrante Newton Schner Jr, catarinense de alma e de sotaque, é tão aclamado pelo público underground do metal e da música instrumental que fez tours em tudo que é lugar: Alemanha, Itália, Portugal, Ucrânia, sul do Brasil (claro). Só faltava mesmo fazer um show na cidade onde mora este redator aqui.

Santo André, sim! E sua primeira apresentação no estado de São Paulo foi num bairro super agradável, num pub onde eu já havia ido antes. Só não lembrava o caminho.
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Pixies - Indie Cindy

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Gênero: Alternative rock
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Os Pixies estão de volta! Quem? Você deve se perguntar. Bom, se você não sabe quem são uma breve exposição se faz necessária. A banda, com carreira iniciada nos anos 80, é basicamente a patrona de toda a cena que se seguiu no início dos anos 90, a chamada cena alternativa. Durante o curto período de existência a banda não conquistou popularidade e encerrou as atividades de forma prematura em 1993 devido à conflitos internos. Porém, deixou um enorme legado que se segue hoje.

Passados cerca de 23 anos após o último álbum de inéditas, o soberbo Trompe le monde, a banda, que de fato já tinha voltado as atividades em termos de shows desde 2003, lança agora em 2014 o seu 5º álbum de estúdio intitulado Indie City.

Mas que mundo é este em que estamos? De fato as diferenças entre à década de 90 para cá são enormes. A tal cena alternativa não está mais no mainstream, o mercado fonográfico (antes uma mina de ouro) segue buscando fórmulas de sobrevivência e o público consumidor está reduzido a um número cada vez menor. Desta maneira caberia ao Pixies se reinventar para fins de sobrevivência.          

Dividido inicialmente em 3 EPs, o disco cheio, que ainda será lançado em abril, pode ser considerado um repaginada na carreira, tentativa esta um tanto quanto válida. Outrora, a banda que primava sua sonoridade em guitarras estridentes, sujas e vocais gritados adota para o novo milênio uma linguagem muito mais próxima ao pop. Antigos fãs podem até não aprovar tal aposta, mas um série de fatores colaboram para esta nova roupagem. A começar logicamente pelo fator tempo: era de se esperar que um dia a voz de Frank Black, o dono da banda, iria se reduzir num tom mais moderado e com isso o tom urgente do passado iria se dissipar. Somado a isso temos que pensar que a indústria fonográfica hoje almeja um produto que seja vendável e palatável a maioria. Mas não se engane! A banda não virou algo genérico e dispensável.

Indie city, salvo as devidas proporções, mantêm a essência de era de ouro.  A começar pela produção do veterano Gil Norton, responsável pelos clássicos discos Doolitle e Bossanova. Composto de 12 faixas, o disco vai de encontro ao peso de tempos passados como é perceptível no o cartão de visita "What goes boom", o proto rap "Bagboy", a ótima "Magdalena" e em "Blue eyed hexe". Por outro lado há espaço para canções melodiosas e pegajosas  como "Another toe in the ocean", "Greens and blues" e a faixa título que imprimem e expõe a nova identidade que predomina neste trabalho. A saída de Kim Deal, em definitivo, é lamentada, mas não sentida.

Se o Pixies do anos 2000  irá agradar velhos fãs ou conquistar novos ainda é possível dizer. Porém, a "nova" versão atualizada deste patrimônio musical é deveras agradável. Fator este que comprova: mesmo após inúmeros problemas e mudanças, a banda ainda tem lenha para queimar e segue relevante no cenário atual.
     

Tracklist:

01. What goes boom
02. Greens and blues
03. Indie cindy
04. Bagboy
05. Magdalena
06. Silver Snail
07. Blue eyed hexe
08. Ring the bell
09. Another toe in the ocean
10. Andro queen
11. Snakes
12. Jaime bravo

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