segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
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Os melhores discos de 2014 por Magal

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O ano de 2014 me surpreendeu positivamente com os lançamentos realizados. Novas bandas surgiram, bandas clássicas lançaram material novo após muito tempo e outras conseguiram superar as expectativas. 

Pouco mais de um ano após minha estréia no Ignes, tenho a imensa satisfação de elaborar este Top 15 com os álbuns lançados em 2014 que mais me agradaram. Confesso que não foi fácil decidir, pois me empenhei ao máximo em escutar o maior número de lançamentos possíveis ( 187 para ser mais exato), e isso acabou gerando dúvidas e mais dúvidas.

Escutei novamente diversos lançamentos e consegui sanar as minhas dúvidas. Tentei refletir na ordem dos álbuns proporcionalmente à satisfação e importância que cada um deles possuem pra mim. Espero que gostem da minha seleção e que se possível, deixem um comentário citando os seus álbuns favoritos lançados em 2014 (sou curioso). Sem mais enrolação, esses são os 15 álbuns que mais me agradaram em 2014:

domingo, 14 de dezembro de 2014
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Friends of Alice Ivy - The Golden Cage And Its Mirrored Maze

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Gênero: Darkwave, Ethereal, Neoclassical
País: Australia
Ano: 2014

ComentárioE cá estou eu trazendo justiça a um dos discos que não pude colocar no Top 2014. Friends of Alice Ivy passou perto, todavia infelizmente não tive tempo suficiente de absorver a beleza estética Steampunk em forma de romance e sonoridade de The Golden Cage And Its Mirrored Maze – muito embora eu saiba que não teria onde alocá-lo. De qualquer forma, 2014 não pode acabar sem mais esta citação.

Formada em 2007, pela vocalista Kylie e o músico Amps, os mesmos vinham de uma banda chamada Ostia, nos anos 90. Também seguindo a linha Ethereal/Darkwave. Contudo, passado tempo e amadurecimento, Kylie e Amps se juntaram para formar suas próprias canções que figuram curiosamente entre os gostos por Cocteau Twins e Dead Can Dance.

De um lado temos a delicadeza dos celestiais vocais de Kylie: doces, agudos, longínquos e oníricos. Do outro, o instrumental de Amps é minimalista, psicodélico e que decorre a seu tempo. Para mim, The Golden Cage And Its Mirrored Maze é uma viagem solitária, em tons quentes e irreiais de neon que deve ser concebida na totalidade (dificilmente após ouvir a primeira música, você irá querer parar). Este disco corre uniforme, mas igualmente em evidência de sua qualidade.

Site Oficial - Facebook - Lastfm - Spotify

Tracklist:
01. The Aerial Mariners
02. Song of Lyra
03. Miranda
04. False Fox
05. The Sky of the Bright Unfoldings
06. Igraine
07. Oars Under Glass
08. Song of the Willows

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Ariel

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Apesar de em um primeiro momento pensar que 2014 foi um ano ruim de lançamentos, agora que chego tão arduamente a esta lista, vejo quão estava errada. Acredito que todo mundo deve ter ouvido pelo menos 15 álbuns de 2014, se não ouviu, tenho certeza que chegou perto! Eu devo ter ficado lá pelos 24 discos. E, como diria Bruno, "cada álbum deixado de fora foi uma lágrima". Sendo assim, eu tive de negligenciar alguns nomes veteranos em justiça aos discos que figuraram meu ano, daqueles que foram belos por natureza, porém e sobretudo, daqueles que me exortaram, seguraram minhas dores e me esvaíram os pesares.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
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Damien Rice - My Favourite Faded Fantasy

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Gênero: Folk
País: EUA / Canadá
Ano: 2014

Comentário:  Eu já ouvi tantas vezes esse álbum desde que o mesmo fora lançado – incontáveis, acho, mas mesmo assim não me sinto preparado para resenhá-lo e acho que eu nunca estarei, tendo em vista o que esse álbum representa para mim: oito anos de espera. Malditos oito anos esperando oito músicas. Uma por ano. Chega a ser cruel.

O álbum começa na natural letargia do Damien Rice na música título “My Favourite Faded Fantasy”: aquele vocal sonolento e arrastado, que já aos 1:15 de música torna-se repetitivo propositalmente, como se nos preparasse para a sua subida, que não vem tão cedo, só chega quando chega os metais, como se estivessem em perfeita harmonia. O intrigante é que eu adquiri uma espécia de obsessão por essa faixa, talvez seja essa a intenção do Damien, se nos colocar em sua fantasia inebriante, etérea e desbotada – sua fantasia favorita.

A letra dela, em especial, me cativa deveras. O “it all could be” em espécie de anáfora funcionam muito para essa construção simbólica que ele pretende imprimir em seu álbum. Vemos verdadeiramente na faixa o quanto o Damien pode ser contido, obsessivo e explosivo, vemos isso em suas nuances vocais, instrumentais e letra. “My Favourite Faded Fantasy” reúne o melhor do que o Damien fez em sua carreira em uma faixa tão emblemática, só para exemplificar posso citar aqui “Accidental Babies”, “Cold Water” e “Cheers Darlin'”, músicas que vão, de uma maneira ou de outra, ao encontro da que inaugura esse novo registro.

"It Takes A Lot To Know A Man" é de longe, uma das melhores do álbum. É uma faixa de 9min32seg com um instrumental incrível. O vocal do Damien aqui se revela bastante soturno a partir dos quatro minutos de faixa, quando o ritmo da música dá uma quebrada. Eu particularmente vejo esse recurso vindo reforçar essa soturnidade dessa fantasia mortiça que ele nos apresenta e nos brinda, em especial nessas duas primeiras faixas – a primeira funcionando, como já dito, como uma espécie de dualismos bastante visíveis, para mim, e essa dialogando com o lado mais sombrio e triste que ele poderia oferecer. Para finalizar: as cordas apresentadas no fim da canção vem anunciar a angústia que flerta com toda a letra, mas que anteriormente não tinham ficado em evidência.

O álbum em si torna-se repetitivo, se comparado aos anteriores. A diferença de “My Favourite Faded Fantasy” para os seus anteriores está nos detalhes – as letras menos esperançosas, como em “Colour Me In”, uma decadência mais perceptível, as cordas mais marcadas e mais lentas, ocupando espaços em branco, deixados pelo vocal e também harmonizando bastante com ele, como em “The Box”, violão um tanto quanto rebelde para a faixa e violinos suaves, uma das faixas mais angustiantes e crescentes do álbum: para mim uma das melhores.

"The Greatest Bastard" vem com um vocal bem delicado e quase falado do Damien sobre o quão canalha ele se fez perante um amor que não o quer – ou não pode – o esquecer. Em “We learn that lovers love to sing / And that losers love to cling / Didn't we?” ele consegue resumir a narrativa da música, por assim dizer. Repensando a faixa anterior, “The Greatest Bastard” parece respondê-la, ou tentar. Tentar colocar mais indagações, seria o certo, sobre como compreender o amor de um homem e de uma mulher e o que ambos podem fazer com esse poder tão destrutivo em mãos.

O álbum encerra-se com “Long Long Way”, faixa que começa bastante onírica bastante do tempo em seus seis minutos. Bem, não terei um parecer definitivo, de fato do álbum, creio que o Damien sempre foi capaz de colocar-se através de várias camas de suas letras e sua sonoridade – até em suas músicas mais óbvias, como “Cheers Darlin” notamos histórias permeadas por histórias. Contudo, não sei julgar de fato o que esse álbum me passa – sei que gosto, até pela repetição do que esperar do Damien e das pequenas inconstâncias dessa fantasia que, aparentemente, desbotou. Vale o esforço de ouvir por álbum com ouvidos além da melancolia – para alguns até forçada – que ele traz.



Tracklist:

01. My Favourite Faded Fantasy
02. It Takes a Lot to Know a Man
03. The Greatest Bastard
04. I Don't Want to Change You
05. Colour Me In
06. The Box
07. Trusty and True
08. Long Long Way

Ouça:

terça-feira, 9 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Marcos Alves

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Todo ano nos é dada a árdua tarefa de eleger os melhores discos, revisitar artistas, correr atrás dos lançamentos perdidos, etc.

2014 foi um ano repleto de grandes discos, alguns retornos e ótimos debuts. Dos veteranos do Raveonettes a estréia estrondosa do Far From Alaska, passando pelo Black Metal do Behemoth e o Hip Hop do Run The Jewels, foi um ano agitado musicalmente.

Sem mais divagações, eis a minha lista. Os 15 melhores discos de 2014 em minha opinião e confesso ter sido muito difícil deixar alguns discos de fora.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
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Os melhores discos de 2014 por Bruno Lisboa

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100 discos. Este foi o número exato de álbum que ouvi em 2014. Confesso que realizar esta lista e chegar aos 15 selecionados não foi exercício dos mais fáceis, já que muitos trabalhos de qualidade foram produzidos neste ano.

Nacionalmente, este ano será lembrando como um dos mais frutíferos da safra, pois muitos álbuns de qualidade da cena independente foram lançados, provando a música brasileira vive um dos melhores momentos dos últimos tempos. Na ala internacional medalhões como Damon Albarn (do Blur) e Jack White, dividem espaço com promessas como o Real Estate e Sharon Van Etten.

Comecei a escrever aqui a um ano atrás. Os que me acompanham neste espaço sabem ou perceberam que tenho o gosto mais "indie" dentro desta seara metaleira chamada Ignes Elevanium. Desta feita, esta será a mais estranha lista se comparada com as que virão. Sem mais delongas, ei-la:


terça-feira, 2 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Forbidden (ou o Forba)

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2014 foi o ano mais mortífero das últimas décadas mas nem por isso o ignes está morto: estamos de volta com mais um top 2014. Só que depois de tantos anos fazendo tops conjuntos, decidimos dessa vez deixar a escolha mais particular e abrir horizontes pra tantos e tantos discos que acabavam não aparecendo na lista final, mas estavam encravados nos corações de membros do blog. Começando hoje, e ao longo das próximas semanas, postaremos nossos top 2014 individuais e com isso esperamos abrangir os mais diversos estilos e vibes que compõe nosso maravilhoso blog. E quem começa sou eu, Forba, o membro mais ancião desta casa.

O formato é simples: um top 15 com destaque para o "pódio". Sempre é desnecessário lembrar: a escolha é pessoal e a ordem não faz tanta diferença. Só queremos fazer o que sempre fizemos, divulgar pra mentes como as nossas aquilo que achamos genial.

Pois então, comecemos.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014
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Racionais MCs - Cores & Valores

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Gênero: Hip Hop
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: Veio de surpresa na madrugada do dia 24, o disco que até então havia tido seu lançamento oficial anunciado para o dia 20 de dezembro, foi disponibilizado no Itunes, Googleplay e Youtube pela própria banda. Imediatamente todos pararam o que estavam fazendo para ouvir o primeiro disco do Racionais após 12 anos desde "Nada Como um Dia Após o Outro", o disco duplo que por muitos é considerado a obra prima de sua discografia e do rap nacional, que registra hinos como "Vida Loka parte 1", "Vida Loka parte 2", "Eu sou 157" e "Da Ponte pra Cá".

Falar da importãncia do Racionais para a música brasileira é chover no molhado, mais do que um grupo de rap, Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay se tornaram uma verdadeira entidade musical, e independente do tempo que se passou, a minha maior curiosidade em ver o que Mano Brown e companhia mostraria, seria para ver como eles se adaptariam ao momento em que o rap vive atualmente. Nunca a produção nacional esteve tão popular, se nos anos 90 o rap era quase que exclusivamente a trilha sonora da periferia com composições extremamente densas e pesadas produzidas por gente como Sabotage, e grupos como Facção Central, Faces da Morte, RZO e o próprio Racionais, hoje em dia o rap é capitaneado pelos inofensivos Criolo, Emicida e Projota, queridinhos do mainstream. E não que fazer parte do mainstream seja o problema, mas Emicida da incrível mixtape de estreia veio em constante decaída, Criolo tem a benção de ter Daniel Ganjaman por trás, mas sua personalidde messianica é cansativa, e Projota, bom, não tem muita diferença pro sertanejo universitário. O rap precisava que os caras mais hardcore do Brasil dessem as caras novamente, para o bem ou para o mal.

A surpresa veio de cara com a duração das faixas, das cinco primeiras músicas do disco, a maior dura apenas 1:16, mas logo se percebe que elas se juntam e formam uma unica composição. "Somos o que somos, Cores e Valores" anuncia Mano Brown com o pitch da voz baixissimo, que dá o tom da produção do álbum. Esqueça o Racionais de sempre, das músicas longas, das histórias rimadas em cima de batidas repetitivas e hipnóticas. A produção de Cores & Valores é montada completamente em cima de batidas de Trap, se aproxima em muito do chamado Memphis Rap, orientação do rap mais dark e sinistra, com graves pesados e flow veloz, e fizeram um trampo completamente impecável nesse sentido. Samples de jornais anunciando desesperadamente o caos que se formou na apresentação do grupo na Virada Cultural de 2007 onde a Praça da Sé virou cenário de guerra entre policia e publico dão o tom de horrorcore da faixa, de longe a mais pesada e agressiva do disco. Para quebrar o clima de desespero e caos, em seguida vem "O mau e o bem", com seus quase 5 minutos é a faixa mais longa do disco, e calcada no Soul nos entrega um clima mais melancólico que se diferencia da pegada de todo o álbum. Em "Quanto vale o show?" o Racionais nos entrega até samples do tema de Rocky e Silvio Santos repetitivamente te questionando "Quanto vale?", li em algum lugar da internet um comentário que resume a faixa perfeitamente "É o som que o Emicida sempre sonhou em fazer", ela remete em muito a ótima "Triunfo", a música responsável por catapultar Emicida, mas com a capacidade que só o Racionais consegue empregar.

O que temos em Cores & Valores é um Racionais reinventado, seguindo as tendências mais recentes do rap atual, e buscando uma influência lá de fora que realmente combina com tudo que eles sempre produziram, o clima de tensão, denso e sombrio do Memphis Rap combina muito com toda a trajetória do Racionais, mas isso é mais notável pra quem realmente acompanha o que acontece no cenário, só que e o resto de toda a fanbase? A galera que só ouve o rap nacional aparentemente não gostou muito dessa mudança. Eu particularmente adorei o que ouvi, mas vejo um ponto em especial que o Racionais saiu perdendo. Além de Mano Brown diminuir seu protagonismo, todas as músicas são divididas igualmente entre ele, Edi Rock e Ice Blue, o Racionais perdeu sua maior caracteristica que é algo que nunca vimos nada parecido por aqui. A capacidade de Brown de contar histórias de um modo completamente único. Não entenda mal, as letras continuam afiadas, mas não tem aquela mesma singularidade de outrora.

São novos tempos, o Racionais precisava se reinventar e eles continuam sendo o grupo mais hardcore do Brasil que é o mais importante, independente da sonoridade, o dedo na ferida continua lá, sem perdoar.





Tracklist:

1. Cores & Valores
2. Somos o Que Somos
3. Cores & Valores - Preto e Amarelo
4. Trilha
5. Eu Te Disse
6. Preto Zica
7. Cores & Valores - Finado "Neguin"
8. Eu Compro
9. A Escolha Que Eu Fiz
10. A Praça
11. O Mau e o Bem
12. Você Me Deve
13. Quanto Vale o Show
14. Coração Barrabaz
15. Eu Te Proponho

Download:

terça-feira, 18 de novembro de 2014
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Horrendous - Ecdysis

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Ao lançar seu álbum de estréia The Chills no ano de 2012, o Horrendous se apresentou como mais uma banda que buscava resgatar a essência do Death Metal em sua melhor época. O álbum de estréia rendeu boas críticas, trazendo uma banda com um grande potencial a ser utilizado em seus próximos trabalhos.

Em Ecdysis, o Horrendous premia aqueles que confiaram e apostaram que a banda poderia repetir o impacto causado com o primeiro álbum. A banda consegue resgatar elementos do Death Metal sueco e da cena americana, e dar uma cara mais atual ao som. Ecdysis consegue prender a atenção do ouvinte desde seu momento inicial, com uma sonoridade bastante agradável, bem produzida e que demonstra uma progressão em relação ao seu antecessor.

A banda soube como introduzir um repertório que não causa cansaço ao ouvinte, trazendo passagens mais intensas, um peso sob medida e até passagens acústicas, como ocorre na faixa instrumental The Vermillion. Focando na parte brutal da sonoridade, creio que os apreciadores do estilo não irão reclamar de faixas como Nepenthe e Heaven's Deceit, que são bem estruturadas e apresentam solos memoráveis. Outra característica marcante do álbum é a clareza no instrumental, permitindo ao ouvinte ter uma nitidez mais precisa de cada instrumento.

Lançado pela Dark Descend Record, Ecdysis traz um total de 10 faixas que totalizam cerca de 44 minutos de duração. Mais um lançamento de qualidade dentro do Death Metal no ano de 2014 e possivelmente um dos destaques dentro do estilo. O Horrendous vem para se reafirmar como uma banda que não quer ser apenas mais uma no meio de tantas outras.




Tracklist:

01. The Stranger
02. Weeping Relic
03. Heaven's Deceit
04. Resonator
05. The Vermillion (Instrumental)
06. Nepenthe
07. Monarch
08. When The Walls Fell (Instrumental)
09. Pavor Nocturnus
10. Titan

Ouça em: Spotify


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Tiê - Esmeraldas

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Esmeraldas - Tiê

Gênero: Folk / Rock / Eletronic
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: Paulistana na gema, Tiê faz parte do seleto grupo músicos da  que da capital conquistaram a devida exposição neste últimos anos. Debutando em 2008, a cantora lançou com o seu primeiro EP em parceria com Dudu Tsuda (Cérebro Eletrônico), trabalho que serviu de trampolim o lançamento de seu primeiro álbum. Lançado no ano seguinte, Sweet Jardim foi um dos mais belos rebentos daquele ano, graças a delicadeza e a crueza imprensas em canções tristonhas como "Assinado eu" e "Te valorizo". Nesta época, a cena local estava em alta graças aos seus pares Tulipa Ruiz, Thiago Phetit e Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) que, tempos depois, formariam o combo Novos Paulistas.

Dois anos mais tarde,  A coruja e o coração deu o ar da graça, em disco cuja influência folk, revelada no primeiro disco, novamente deu o tom tal como nas essências "Na varanda da Liz" e "Pra alegrar o meu dia". Passados 3 anos, Tiê optou por abandonar o lugar comum. O resultado desta nova empreitada é o recém lançado Esmeraldas.

O disco, cujo título faz alusão a cidade mineira onde o trabalho fora idealizado, celebra a entrada de novos parceiros, fator este que fez do disco uma amalgama de novas sonoridades. As presenças de Jesse Harris (Norah Jones) e Adriano Cintra (ex- Cansei de ser sexy), dupla que coordena a produção, trouxeram a liberdade essencial para que a cantora buscasse e alcançasse novos ares. Os delicadas arranjos de corda (na regravada "Gold Fish"), o leve aceno à música medieval na faixa título, o balanço eletrônico e dançante de "Urso", o rock na acelerada "Mínimo maravilhoso", os metais circenses de "Vou atrás" e a dueto inédito com David Byrne (Talking Heads), em canção hino anti-exposição midiática, comprovam que frutífera parceria foi acertada.  

Por um outro lado, as letras, geralmente marcadas pela pessoalidade, novamente coordenam as ações. As canções, compostas em sua maioria com André Whoong,  trazem de volta a doçura de outrora como na bela ode à beleza quotidiana ("Maquina de lavar" e em "Meia hora"). As desilusões amorosas dão o tom na dolorida  "La notte (a noite)", primeiro single e regravação da cantora Arisa, e em  "Isqueiro azul", promovendo assim o diálogo com temas passados.  

Por fim, parafraseando um trecho da já citada "Mínimo maravilhoso", Tiê está de "afim se reeducar, buscando coisas boas para aprender". Que bom! De fato, qualidades como estas deveriam ser essenciais para todo o qualquer ser humano existente, pois em tempos nos quais o pessimismo impera, se faz necessário traçar um novo olhar ao mundo ao nosso redor. A busca pelo novo pode resultar em novas alegrias e dar novos sentidos aos nossos dias.
    

Tracklist:

01. Gold Fish
02. Par de ases
03. Máquina de lavar
04. Urso
05. Mínimo Maravilhoso
06. Esmeraldas
07. Isqueiro Azul
08. Depois de um sonho
09. Vou atrás
10. A noite (la notte)
11. Meia hora
12. All around you - ft. David Byrne

Ouça emSpotify

 
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