quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
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Porco na cena # 49: Foo Fighters (BH/MG)

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Primeiramente um grande fator a ser considerado: Belo Horizonte entrou, finalmente, para o hall dos grandes shows e turnês. Num breve retrospecto dos últimos anos, já passaram por aqui Paul McCartney, Elton John, Black Sabbath, Red Hot Chilli Peppers, Robert Plant (que volta em março), Iron Maiden, Guns and Roses, Bob Dylan, Morrissey, Faith No more, entre tantos outros artistas, que em tempos atrás nem nos mais remotos sonhos idealizava-se por estas bandas. 

O grande mérito desta nova fase que se inicia por aqui se dá por duas razões: o trabalho corajoso realizado por produtores locais e a presença do público que, vez ou outra, comparece aos mega shows. Infelizmente, BH é tida para os organizadores em geral uma cidade "difícil", pois nunca se sabe o evento irá lograr sucesso ou não.  

É sabido que o padrão "dinossauro do rock" é uma quase garantia de vendagem, mas apresentações de artistas mais "novos" (leia-se com menos 20 anos de carreira) sempre gera desconforto e ansiedade, pois nunca se sabe se será viável trazer ou não alguém destes moldes para cá. Mesmo com uma série de interrogações na cabeça, a Nó de Rosa Produções deu a cara a tapa e trouxe para solo mineiro a turnê Sonic Highways do atual "melhor grupo de rock" da atualidade: os Foo Fighters.      

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
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Henri Texie - Varech

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Gênero
: Jazz
País: França
Ano: 1977

Comentário:
Henri Texie é um gênio, um musico que transforma suas notas no contrabaixo em poesia, sim, eu sei que isso é algo muito clichê de se dizer, mas é verdade pois seu disco, Varech, concretiza essa frase clichê, do melhor jeito possível.

Começando com “Les La-bas”, Henri já mostra todo seu domínio e  talento com o instrumento, com uma linha suave, mas que chega a ser dançante. A música ainda possui um canto que chega a ser alegre na medida em que se encaixa na musica.

“Terre-Basse” Possui uma das melhores melodias do disco, com Henri fazendo notas calmas, mas um tanto rápidas, fazendo uma dança com o som. Enquanto “Mr. Donald Creise” possui uma levada com mais pitada de jazz do que nas outras musicas.

“L’ultime Danse” termina o disco de maneira espetacular, com a melodia e o arranjo mais bonito do disco, casando flauta com gaita de fole. E mais uma vez a percussão aparece aqui de forma espetacular, dando uma atmosfera medieval para a musica. 

Tracklist:
1. Les La-bas
2. Quand Le Blues S’en Ira
3. L’elephant
4. Terre-Basse
5. Varech
6. Mr. Donald Creise
7. Angele
8. L’ecluse
9. L’ultime Danse

Ouça em:  Spotify
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
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Porco na cena # 48 - FUROR - Férias Urbanas Repleta de Ótimos Rolês

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Realizado em Belo  Horizonte o festival FUROR (Férias Urbanas Repleta de Ótimos Rolês) promoveu durante os meses de dezembro passado e janeiro uma série de apresentações culturais, mesclando atrações locais com artistas de renome do cenário independente nacional. 

Atentos ao novo mercado musical, os organizadores do evento promoveram de maneira criativa, tal como as hoje habituais campanhas de crowdfunding, a opção de convidar ao público a refletir sobre a sobrevivência artística nos dias atuais. Ao invés do tradicional ingresso, o participante foi convidado à pagar o quanto quiser e a cada contribuição recompensas eram atribuídas ao colaborador.

Durante as férias artistas como Tiê, O Terno, Renato Godá, os mineiros do Dom Pepo e o paulistano Thiago Pethit foram algumas atrações que derem o ar da graça no Mercado Distrital do Cruzeiro, o mais novo reduto musical belo-horizontino. O Ignes esteve lá e conta um  pouco como foi.

Lembrando que a programação se estende por mais uma semana. Caso queriam saber mais sobre o festival acessem o perfil do FUROR.

Tiê
Foto: Flávio Charchar

Promovendo seu mais novo rebento, o ótimo Esmeraldas (já resenhado aqui), Tiê trouxe toda a sua ternura e leveza ao Distrital. O setlist da apresentação, composto por 16 canções, privilegiou o repertório recente, que ao vivo funciona muito bem, graças à exímia banda de apoio. Novas canções como "Urso", "Mínimo maravilhoso" e "A noite" foram cantadas em uníssono e conviveram em harmonia com hits dos primeiros álbuns como "Dois", "Piscar o olho" e uma fora do script "Assinado Eu", que ganhou arranjo inédito. Entre uma canção e outra, a cantora aproveitava para deslanchar todo o seu carisma habitual contando inúmeras histórias pessoais que abrilhantaram ainda mais a memorável noite.

Dom Pepo
Foto: Flávio Charchar


Fruto da cada vez mais efervescente cena mineira, o combo Dom Pepo fez uma senhora apresentação no festival. Partindo de influências dispares, como os próprios afirmam na canção "Cabelo", a sonoridade da banda é uma mescla de elementos distintos como "feijoada, funk, soul, jazz, samba, maracatu, mexido, rock, reggae, rap, blues, baião", resultando em algo dançante e divertido. Com apenas um EP na bagagem, a apresentação contou com várias músicas inéditas que devem figurar num álbum cheio em breve. Olho neles!    

O terno

Foto: Flávio Charchar
Com um senhor disco sob os ombros, o segundo e ótimo O terno disco que figura em várias listas de melhores do ano de 2014, o trio O terno foi uma das mais celebradas apresentações do festival. Com o público na mão, grandes canções como "Bote ao contrário", "Ai, ai, como eu me iludo" e hits do primeiro trabalho ("66", "Eu não preciso de ninguém" e a icônica "Zé, assassino compulsivo") causaram momentos de catarse coletiva, coroando assim o grande momento artístico que este jovem grupo vive.

Thiago Pethit


Habitualmente a apresentação de Thiago Pethit é sinônimo para euforia e lascividade. Esta não foi diferente. Divulgando o elogiado Rock'n'roll Sugar Darling, disco lançado em outubro passado no qual revisita os primórdios do rock, em show Pethit mergulha fundo na atmosfera 50's adotando não só a postura visual bad boy (via jaquetas de couro preta e jeans) como também aposta na sonoridade da época, período em baladas de amor e o rockabilly engatinhavam para o estrelato. No set, canções do disco Estrela decadente ("Moon", "The devil in me", "Dandy darling") e de Berlin, Texas ("Nightwalker") foram de encontro ao novo repertório, destacando o já hit "Romeo". As covers de Elvis ("Be bop a lula"), de Gary Glitter ("Do you wanna touch me") e Iggy Pop and Stooges ("I wanna be your dog" em versão dupla, a original e a releitura em português) completaram o repertório. 
domingo, 18 de janeiro de 2015
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Desolate Shrine – The Heart of the Netherworld

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Gênero: Death Metal
País: Finlândia
Ano: 2015

Comentário: Hora de retomar as atividades e compartilhar com vocês ao longo do ano as bandas que chamaram minha atenção. Já estamos na segunda metade do mês de Janeiro, que já tem uma lista de lançamentos interessantes para se acompanhar.

O primeiro álbum que trago aos seguidores do Ignes Elevanium em 2015, é o terceiro álbum de estúdio dos finlandeses do Desolate Shrine. The Heart of the Netherworld veio com a missão de manter as boas críticas recebidas pelos dois lançamentos anteriores.

Assim como ocorreu nos outros álbuns da banda, The Heart of the Netherworld traz toda aquela influência do Death Metal Old School, mas não se limita apenas em repetir aquilo que muitas bandas fazem. Claro que a banda não tem uma sonoridade sem igual, algo que você vai escutar e sair falando para todos os seus conhecidos que encontrou uma sonoridade nova, longe disso. Mas dizer que o Desolate Shrine não possui qualidade, seria um erro.

A banda soube como inserir muito bem elementos vindos do Black Metal e Doom Metal. O álbum com cerca de uma hora de duração é composto por sete faixas, que trazem uma sonoridade carregada por uma atmosfera sombria e sufocante. Desde a faixa "Intro", que abre o disco, a banda lança o ouvinte nessa atmosfera citada.

O instrumental ficou bem elaborado, trazendo guitarras que variam entre momentos em que soam um pouco estridentes e outros momentos em que tem certa dissonância. A faixa de divulgação do álbum, intitulada "Black Fires of God", traz um instrumental direto e bem agressivo, com ótima participação dos dois vocalistas, além de uma bateria altamente impactante. A faixa que leva o nome da banda, vai de um início muito cadenciado e com leves dedilhados na guitarra, além de uma percussão calma, à um instrumental que sabe combinar passagens mais sombrias e pesadas.

"Leviathan" é outra faixa de destaque. Mantendo a a fórmula das guitarras mais dissonantes com um instrumental sufocante, a banda é capaz de equilibrar tudo de maneira que o ouvinte não perca o interesse. Os guturais cavernosos contidos na faixas são ótimos, e quando combinados com os vocais mais ríspidos, tem um resultado bem interessante. A faixa título é uma "pedrada" com doze minutos de duração, trazendo uma ótima evolução ao decorrer do tempo. Riffs insanos se estendem ao longo da faixas, que traz passagens mais estáticas e algumas com o instrumental mais arrastado. A faixa se encerra com uma bela passagem acústica, demonstrando como a banda se empenhou em trabalhar uma sonoridade mais rica e variada.

O álbum foi lançado pela Dark Descent Records, a mesma gravadora de bandas que lançaram ótimos álbum em 2014, como: Empitness, Horrendous e Thantifaxath. De momento, posso dizer que a aposta da gravadora nos finlandeses do Deslote Shrine foi um acerto. The Hearth of the Netheworld soa agradável, trazendo uma sonoridade extrema que não soa limitada aos rótulos que podem ser atribuídos ao Desolate Shrine.





Tracklist:

01. Intro
02. Black Fires of God
03. Desolate Shrine
04. Death
05. We Dawn Anew
06. Leviathan
07. Heart of the Netherworld

Ouça em: Spotify


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
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Savages & Bo Ningen - Words To The Blind

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Gênero: Post Punk, Experimental, Shoegaze, Noise
País: Inglaterra / Japão
Ano: 2014

Comentário: A última empreitada das britânicas do Savages é uma parceria com os japoneses do Bo Ningen. A coisa toda consiste em apenas uma música de quase trinta e oito minutos e é barulhenta, sufocante e genial.

O Savages foi formado em 2011 e é um dos destaques em meio a toda esta onde post-punk revival. O primeiro discos das moças, Silence Yourself, é um deleite para os fãs do gênero e rendeu a banda críticas positivas e apresentações pelo mundo afora. Inclusive com uma passagem pelo Lollapalooza Brasil  em 2014. O Bo Ningen, por sua vez, é um grupo acid punk japonês formado em Londres, em 2006. O quarteto conta com três discos na bagagem e colaborações com outras bandas.

'Words To The Blind' começa com um spoken word hipnotizante, que após cerca de seis minutos deságua em um mar de experimentalismo e barulho. Sombria e claustrofóbica a faixa se arrasta em meio aos sons de uma bateria distante e múrmuros suaves, até que se torna grandiosa e pesada. Apesar de parecer se perder em determinados momentos, nos quais parece que cada uma das bandas está tocando uma música diferente, Words To The Blind, é um lançamento que vai encher os olhos dos fãs de ambas.

Tracklist:
1. Words To The Blind

Ouça: Spotify

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
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Русичі - Щебетала пташечка

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Gênero: Folk-Pop-Rock /Experimental & Alternativo
País: Ucrânia
Ano: 2008

Comentário: Como a Ucrânia chamou atenção para si nos últimos meses, achei que poderia aproveitar o momento para trazer novamente o disco Shchebetala ptashechka (Щебетала пташечка /  A Birdie Twittered) que eu havia publicado anos atrás. Por seu som alegre e boas vibrações, é uma boa para tentar se livrar um pouco das tensões e ao mesmo tempo me mascarar, fazendo-me parecer que só estou preocupado com nossos colegas ucranianos e não tenho a menor intenção de lucrar com essa postagem. Brincadeiras à parte (até porque não ganhamos um centavo sequer), um dos principais motivos por eu indicar o som de Rusychi (Rusyczi / Русичі) é pelo valor mantido ao seu idioma natal, embora não vire totalmente as costas ao inglês, e por apresentar uma mistura entre elementos da cultura ucraniana — à começar pelo seu nome, uma derivação de "rusychies/rutheni", que faz referência aos eslavos orientais, antepassados dos russos, bielorrussos e, claro, dos ucranianos — com o de outras, flertando com reggae, rock alternativo, hip hop, ska e funk.

Acaba não dependendo muito de distorções elétrico-instrumentais, deixando o som extremamente agradável e alegre, dando espaço ainda para outras inserções como o country e até bossa nova/samba, mergulhados na própria atmosfera folk da banda. Rusychi não faz nada de complexo, ou muito estranho, mas sabe como trazer a música popular, do agrado dos mais exigentes e tradicionais, aos ouvidos mais modernos e que buscam fugir da mesmice.

Todos esses elementos são acompanhados por instrumentos como sopilka, ocarina, cane sopilka (todas flautas) e outras, das quais me nego a tentar identificar, e pela voz de Mila Mazur que, com seu vocal presencial, acrescenta muito à banda, merecendo atenção nas entonações e performances quando as músicas caiem em algum estilo diferente e depois voltam ao folclórico.

Destaco a faixa "Вербовая дощечка", uma das músicas que melhor representam o lado folk do disco, servindo de boa introdução. "Грушечка" segue o clima da anterior, porém mais alegre e "Ти до мене не ходи" é agitada, onde a flauta e a guitarra se encaram enquanto o vocal se esforça mais para aparecer. Como última indicação, "Калино-малино", que fecha o disco de forma funkeada, agora liderada pelo vocal masculino, ficando Mila com o backvocal.




Tracklist:
1. Вербовая дощечка
2. Грушечка
3. Мав я раз дівчиноньку
4. Щебетала пташечка
5. Ти казала (Підманула)
6. Ой за гаєм (фрагмент)
7. Мала конопельки
8. Стоїть дівча
9. Ти до мене не ходи
10. Калино-малино

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Shebetala ptashechka ("Bird twittered") from Rusychi on Myspace.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Lucas

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Não posso dizer que ouvi muitos álbuns lançados esse ano, ouvi, no máximo, alguns, assim, meio sem saber o quanto ouviu e porque ouviu.  Só ouvi. E alguns desses álbuns vem preencher esse top. Ele foi totalmente moldado no meu juízo de valor (ou seja: acho tudo muito bom - e isso não necessariamente quer dizer,  que você, que está lendo, ache) e também que eles sejam necessariamente os melhores quinze álbuns do ano: porém, para mim foram. Resumindo: minha lista é totalmente subjetiva, alguns ouvi mais, outro menos, uns ouvi assim que lançaram, outros ouvi meses depois, uma semana atrás. Não importa. Estão aqui "Os Melhores Discos de 2014 por Lucas" (eu queria ter colocado um título legal e sem sentido, mas antes de qualquer coisa devemos obedecer um padrão, verdade)
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
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Mocha Lab - Cthulhu: The Funksical

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Gênero: Funk / Experimental / Art Rock
País: EUA
Ano: 2009

Comentário: Mocha Lab é apenas a ponta de um iceberg que constitui projetos musicais assinados por Paul Shapera, cuja temática de seus discos (a maioria) demonstra a sua grande dedicação à arte steampunk — e suas vertentes, como dieselpunk e atompunk, ambas estampadas como títulos — e claramente influenciado pelas obras "lovecraftianas", como bem explicita o título do presente disco. Mas, sabe-se lá como exatamente seriam músicas ideais para um mundo steampunk (dúvida que me vem como quando comparo o disco em questão à algumas músicas de Rasputina, por exemplo), Shapera, mais precisamente em seu projeto Mocha Lab, deixa claro à partir do "Cthulhu: The Funksical" que seu estilo cósmico é embebido, pra não dizer realmente tomado, em swing e um groove psicodélico de alta qualidade e criatividade, tornando-se muito original. São construções sonoras de resultado bastante agradável, principalmente pela pegada black, mesmo que a psicodelia e as experimentações não passem nem um pouco despercebidas e gerem eficaz estranheza.

Acredito que não seja o único a estranhar o disco pela primeira audição, até porque não é apenas os ouvidos que são instigados. A ideia em fundir o bom, velho e animado funk com o mundo medonho de Howard Phillips Lovecraft chega a soar jocoso num primeiro instante, e vamos combinar, assim continua ao longo das dezenas de reproduções de cada faixa. Mas os risos e estranhezas abrem brecha para a admiração e seriedade da obra, tamanho carisma que flui. Eu diria que é o "black no dark", se é que ficou clara a piada insossa.

O disco é conceitual, e ao decorrer trata de alguns seres místicos do universo criado por Lovecraft, mas da maneira quase inconciliável de Paul Shapera, cuja ligação ocorre principalmente durante as 8 primeiras faixas numeradas (numeradas propositalmente, portanto não é preguiça do autor deste post em editar as faixas), numa narrativa curta, em vozes otimizadas por vocoder (creio) e com entonações caricatas — na realidade bem dentro da proposta do funk. E o próprio compositor chega a chamar sua história de "ridícula".
Mas não se engane, não é um disco chato com "falatório desnecessário", pois você é facilmente levado pelos vários tentáculos musicais que aparecem durante o disco, ao mesmo tempo que não sentirá falta do Rock, um ser quase onipresente que na minha opinião pertence a espécie dos Grandes Antigos, ou seja, mesmo quando está em sua tumba, não é privado da capacidade de se comunicar.

Cthulhu: The Funksical é o álbum mais recente assinado como Mocha Lab, mas The Coffee Cellar, Subduction e Anamnesis valem a audição, além é claro de todo catálogo presente no BandCamp. Ainda como dica, visitem o site Site Lovecraft para baixar os e-books.


"Na sua casa em R'lyeh, Cthulhu morto espera sonhando. Se ligou, baby!?"




Tracklist:
1. 1. Yog Sothoth 05:45
2. 2. The Story So Far 1 01:39
3. 3. Nyarlathoptek 04:06
4. 4. The Story So Far 2 02:01
5. 5. Sothoth Meltdown (Yog) 06:15
6. 6. Cthulhu 03:32
7. 7. Sothoth Meltdown (Cthulhu) 02:05
8. 8. Solomon 03:24
9. Lady Chatterlaine 04:58
10. Marionettes Of Bone (free) 04:58
11. A Melancholy Tale From The Icy Lands 20:34


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domingo, 28 de dezembro de 2014
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Os Melhores Discos de 2014 por Renato Nagano

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Finda-se mais um ano, e nessa época surgem incontáveis listas e tops dos melhores do ano. Esse ano de 2014 foi bem difícil para a maioria de nós deste humilde blog devido a compromissos pessoais e etc, mas no meu caso, a música sempre esteve presente, e tentei acompanhar a maioria dos estilos que eu realmente gosto. Uma falha minha, foi a falta de atenção merecida que eu sempre dispensei aos undergrounds da vida e, confesso, ficou mais mainstream do que eu realmente gostaria.

Fiz um top 15 com grandes medalhões, e algumas coisas surpreendentes até pra mim. Está longe de ser unanimidade, ou até ter alguém que concorde, pois minha visão sobre música sempre foi deturpada e bizarra. Sem mais delongas, segue os discos que mais tocaram no meu fone em 2014.

sábado, 27 de dezembro de 2014
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Somi - The Lagos Music Salon

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Gênero: Vocal Jazz / Neo-Soul / World Music
País: EUA-Nigéria
Ano: 2014

Comentário: Eu não escutei muitas novidades neste ano, mas um pouco do que mais me cativou eu gostaria de compartilhar. Somi é americana e descedente de imigrantes ugandenses e ruandenses. Muito jovem, mudou-se com a família para a Zâmbia. Anos depois, retornou e graduou-se em Antropologia e Estudos Africanos na Universidade de Illinois. Seus primeiros discos já indicavam um certo interesse em fundir Jazz, Neo-Soul e música africana. Porém, somente após estar por um ano na região de Lagos na Nigéria, ela encontrou o ponto de equilíbrio ideial para sua mistura, autointitulada "New African Jazz".

O primeiro grande destaque do disco é a revisão da clássica "Lady" do Fela Kuti. Quando o piano começa, a bátida rápida e sincopada, guiada pela bateria, atinge seu clímax nas sessões rítmicas de Saxofone, comuns no trabalho de Fela, que evocam as letras originais (“She gon say / She gon say I be lady-o”). "Lady Revisited" é um poema-manifesto que, ao mesmo tempo, convida a dançar e a reconhecer a força da mulher africana.

Gravado tanto em Nova York quanto na Nigéria, o lançamento também conta com músicos americanos e africanos. Em "Ginger Me Slowly", as bátidas funk de Otis Brown III dão o toque misterioso necessário ao clima de sedução em que Somi convida um garoto a paquerá-la da forma mais gentil possível.

Em geral, eu não gosto de músicas pretensiosas, mas o saldo de "When Rivers Cry" é positivo. A música se inicia com um coral infantil cantando o nome dos países africanos, inesperadamente, dá um salto à música erudita e termina nas, desnecessárias porém afiadas, rimas do Common.

"Brown Round Things" conta a história das prostitutas, nela o pianista Toru Dodo se mantem simples para que os dois protagonistas brilhem. Primeiro a linda voz de Somi e, em segundo, o trombone de Ambrose Akinmusire, tido como um dos grandes nomes do Jazz comteporâneo.

Mas de todas as belas canções que figuram aqui, duas me tocam em especial, "Four African Women" e "Last Song". A primeira é uma adaptação do clássico "Four Women" da Nina Simone. Enquanto a original fala sobre a vida de quatro prostitutas, a adaptação, além de ter uma linha de baixo genial, fala sobre a vida de quatro mulheres africanas, sem medo de tocar em realidades cruéis da região ("Strong enough to carry on after genocide and all my family gone"). A outra canção que também me emociona começa como uma linda balada Soul, mas vai crescendo a medida que a percussão vai entrando e quebrando a melodia.

The Lagos Music Salon é um dos melhores lançamentos que eu pude colocar as mãos este ano, não tenho dúvida. Divirtam-se!

Tracklist:
01. First Kiss: Eko Oni Baje
02. Love Juju #1
03. Lady Revisited (feat. Angelique Kidjo)
04. Ankara Sundays
05. Ginger Me Slowly
06. When Rivers Cry (feat. Common)
07. Brown Round Things (feat. Ambrose Akinmusire)
08. The Story of Monkey
09. Akobi: First Born S(u)n
10. Two Dollar Day
11. Still Your Girl
12. Four.One.Nine
13. Love Nwantinti (feat. In His Image)
14. Four African Women
15. Hearts & Swag
16. Love Juju #2
17. Last Song
18. Shine Your Eye


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