terça-feira, 18 de novembro de 2014
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Horrendous - Ecdysis

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Gênero: Death Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Ao lançar seu álbum de estréia The Chills no ano de 2012, o Horrendous se apresentou como mais uma banda que buscava resgatar a essência do Death Metal em sua melhor época. O álbum de estréia rendeu boas críticas, trazendo uma banda com um grande potencial a ser utilizado em seus próximos trabalhos.

Em Ecdysis, o Horrendous premia aqueles que confiaram e apostaram que a banda poderia repetir o impacto causado com o primeiro álbum. A banda consegue resgatar elementos do Death Metal sueco e da cena americana, e dar uma cara mais atual ao som. Ecdysis consegue prender a atenção do ouvinte desde seu momento inicial, com uma sonoridade bastante agradável, bem produzida e que demonstra uma progressão em relação ao seu antecessor.

A banda soube como introduzir um repertório que não causa cansaço ao ouvinte, trazendo passagens mais intensas, um peso sob medida e até passagens acústicas, como ocorre na faixa instrumental The Vermillion. Focando na parte brutal da sonoridade, creio que os apreciadores do estilo não irão reclamar de faixas como Nepenthe e Heaven's Deceit, que são bem estruturadas e apresentam solos memoráveis. Outra característica marcante do álbum é a clareza no instrumental, permitindo ao ouvinte ter uma nitidez mais precisa de cada instrumento.

Lançado pela Dark Descend Record, Ecdysis traz um total de 10 faixas que totalizam cerca de 44 minutos de duração. Mais um lançamento de qualidade dentro do Death Metal no ano de 2014 e possivelmente um dos destaques dentro do estilo. O Horrendous vem para se reafirmar como uma banda que não quer ser apenas mais uma no meio de tantas outras.




Tracklist:

01. The Stranger
02. Weeping Relic
03. Heaven's Deceit
04. Resonator
05. The Vermillion (Instrumental)
06. Nepenthe
07. Monarch
08. When The Walls Fell (Instrumental)
09. Pavor Nocturnus
10. Titan

Ouça em: Spotify


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Tiê - Esmeraldas

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Esmeraldas - Tiê

Gênero: Folk / Rock / Eletronic
País: Brasil
Ano: 2014

Comentário: Paulistana na gema, Tiê faz parte do seleto grupo músicos da  que da capital conquistaram a devida exposição neste últimos anos. Debutando em 2008, a cantora lançou com o seu primeiro EP em parceria com Dudu Tsuda (Cérebro Eletrônico), trabalho que serviu de trampolim o lançamento de seu primeiro álbum. Lançado no ano seguinte, Sweet Jardim foi um dos mais belos rebentos daquele ano, graças a delicadeza e a crueza imprensas em canções tristonhas como "Assinado eu" e "Te valorizo". Nesta época, a cena local estava em alta graças aos seus pares Tulipa Ruiz, Thiago Phetit e Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico) que, tempos depois, formariam o combo Novos Paulistas.

Dois anos mais tarde,  A coruja e o coração deu o ar da graça, em disco cuja influência folk, revelada no primeiro disco, novamente deu o tom tal como nas essências "Na varanda da Liz" e "Pra alegrar o meu dia". Passados 3 anos, Tiê optou por abandonar o lugar comum. O resultado desta nova empreitada é o recém lançado Esmeraldas.

O disco, cujo título faz alusão a cidade mineira onde o trabalho fora idealizado, celebra a entrada de novos parceiros, fator este que fez do disco uma amalgama de novas sonoridades. As presenças de Jesse Harris (Norah Jones) e Adriano Cintra (ex- Cansei de ser sexy), dupla que coordena a produção, trouxeram a liberdade essencial para que a cantora buscasse e alcançasse novos ares. Os delicadas arranjos de corda (na regravada "Gold Fish"), o leve aceno à música medieval na faixa título, o balanço eletrônico e dançante de "Urso", o rock na acelerada "Mínimo maravilhoso", os metais circenses de "Vou atrás" e a dueto inédito com David Byrne (Talking Heads), em canção hino anti-exposição midiática, comprovam que frutífera parceria foi acertada.  

Por um outro lado, as letras, geralmente marcadas pela pessoalidade, novamente coordenam as ações. As canções, compostas em sua maioria com André Whoong,  trazem de volta a doçura de outrora como na bela ode à beleza quotidiana ("Maquina de lavar" e em "Meia hora"). As desilusões amorosas dão o tom na dolorida  "La notte (a noite)", primeiro single e regravação da cantora Arisa, e em  "Isqueiro azul", promovendo assim o diálogo com temas passados.  

Por fim, parafraseando um trecho da já citada "Mínimo maravilhoso", Tiê está de "afim se reeducar, buscando coisas boas para aprender". Que bom! De fato, qualidades como estas deveriam ser essenciais para todo o qualquer ser humano existente, pois em tempos nos quais o pessimismo impera, se faz necessário traçar um novo olhar ao mundo ao nosso redor. A busca pelo novo pode resultar em novas alegrias e dar novos sentidos aos nossos dias.
    

Tracklist:

01. Gold Fish
02. Par de ases
03. Máquina de lavar
04. Urso
05. Mínimo Maravilhoso
06. Esmeraldas
07. Isqueiro Azul
08. Depois de um sonho
09. Vou atrás
10. A noite (la notte)
11. Meia hora
12. All around you - ft. David Byrne

Ouça emSpotify

domingo, 16 de novembro de 2014
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Porco na Cena # 47 - Doomsday Fest 2014

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São Paulo, minha São Paulo. Aaah São Paulo, com domingos de secas, meu Brasil de tretas! Já há alguns meses havia preocupações sociais e políticas circulando via facebook e congressos. Podemos condensar o domingo do dia 26 numa fornalha de panfletagem política de tudo que é lado; com alguma garoa pra tirar a aridez da coisa toda. Sim, o domingo foi quente em vários sentidos.

Mas é domingo, e todos sabem que um domingo sufocante é um bom dia pra pegar aquela camiseta cinzenta do Venom - e que mal cabe direito - e prestigiar mais um evento do nosso Doom Metal, arquitetado mais uma vez pela Last Time Produções (que está ativamente trazendo o Doom nacional aos fins de semana de São Paulo e atraindo um público cada vez maior e mais fiel).

(crédito das fotos a Thiago Santos)


segunda-feira, 10 de novembro de 2014
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Porco na Cena #46 - Zombie Walk Belém 2014

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Para quem não sabe (se é que alguém não sabe), Zombie Walk é um flash mob, em que os participantes se reúnem caracterizados de zumbis em um determinado local e fazem uma caminhada a partir dele, onde passam por shoppings, parques ou lugares de grande concentração pública. Reza a lenda que a primeira Zombie Walk (ZW) aconteceu na Califórnia (EUA) e outra lenda diz que foi em Toronto (Canadá), em 2003. No Brasil, a primeira Zombie Walk foi em Belém/PA; isto porque aqui, ela ocorreu no dia 29/10/06 (eis uma amostra do "ataque" daquele dia → aqui) e a de São Paulo, no dia 02/11 do mesmo ano. Eu (Ariel) só comecei a participar de 2008 em diante.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014
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Porco na cena 45: Festival Transborda (BH)

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Após hiato de dois anos, o Transborda, festival realizado em Belo Horizonte, voltou aos holofotes mineiros. Promovido durante a semana final de outubro e início de novembro, a terceira edição do evento trouxe à tona uma série de palestras e oficinas, cujo mote central foi discutir o mercado artístico atual, suas inovações e as perspectivas de futuro, privilegiando, neste caso, a ótica independente. 

Como culminância, os organizadores (o Coletivo Pegada) trouxeram para o Spasso Escola Circo, reduto underground local, uma série de artistas iniciantes (das mais variadas localidades brasileiras) que, em sua maioria, nunca tocaram na cidade.  Durante dois dias, um curto, mas selecionado, line up deu o ar da graça expondo toda a diversidade sonora da cena musical brasileira atual, com bandas do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.  

Line up do 1º dia. Fonte: Divulgação     
A largada do festival fora dada na noite de sábado (1-11) com os potiguares do Red Boots. Apostando no formato mínimo, o duo executou de forma ensurdecedora a mistura de elementos do grunge com stoner rock. O repertório privilegiou o recém lançado Touch the Void (disco lançado pela inciativa do projeto Dosol), mas resgatou faixas de Aracnophilia. O público, desavisado da potência sonora, ficou boquiaberto tamanha a pungência da apresentação. 

Na sequência, os belo horizontinos da Câmera fizeram do palco um espaço para dicotomias. Indo de momentos silenciosos ao esporro sonoro, a banda debutou o repertório de Mountian Tops, 1º disco cheio, e excelente, lançado pelo selo Balaclava Records semana atrás. Faixas dos EPs Not tourist e Invsible Houses também deram o ar da graça, em performance inspirada e elétrica.

Já os goianos da Boogarins, que debutavam em BH, colheram os louros da recente premiação como artista revelação do Prêmio Multishow, já que uma parcela considerável dos presentes estavam ali para vê-los. O repertório, que girou em torno do elogiado As plantas que curam e algumas canções inéditas, fora executado de maneira explosiva, com números instrumentais gigantescos, embebidos em doses cavalares de dissonâncias, num autêntico revival do psicodelismo. Grande apresentação do promissor quarteto.

Fechando a primeira noite, os baianos da Maglore pareciam estar em casa. E realmente estavam. Amparado pelo receptivo público local, a apresentação teve como grande trunfo um público devoto que cantava, à plenos pulmões, todo set calcado nos discos Verox e Vamos pra rua. Aproveitando o ensejo, o trio debutou duas inéditas ("Mantra" e "Ai ai") que deveram figurar no novo rebento a ser lançado ano que vem.                                      
Line up do 2º dia. Fonte: Divulgação
Já no domingo (2-11) a carioca Mahmundi trouxe ao transborda a mescla de sons eletrônicos contemporâneos linkados a estética oitentista. Liderados por Marcela Vale (ex-Velho Irlandês), o trio esbanjou carisma em apresentação dançante. Ao final, o premiado hit "Calor do Amor" (presente em seu 1º disco Efeito das cores) contou a presença de dezenas de fãs no palco, coroando efervescente noite.

Para o fim, coube as gaúchos do Apanhador Só encerrarem os trabalhos do festival. Vivendo grande momento na carreira, a banda realizou apresentação histórica. Amparado pela ótima receptividade de Antes que tu conte outra, a apresentação teve como fio condutor o elogiado álbum, cujo repertório, quando executado, cresceu em timbres e energia em estado bruto. Em tom de resposta, o público foi ao delírio durante todo o show, em especial canções como "Despirocar" e "Mordido". O repertório ainda resgatou canções do debute que ganharam novos arranjos como em  "Maria Augusta", agora um autêntico hino carnavalesco. "Prédio" finalizou a memorável noite que reverberará por bastante tempo.   

Por fim, há de parabenizar o evento como um todo, pois tudo transcorreu de forma plena e admirável. A escolha por realizar uma edição enxuta, em local intimista e a preços simbólicos resultaram numa melhor visibilidade aos artistas e na presença  maciça do público. Para o ano que vem esperasse que o festival siga a sua louvável sina que é promover diálogos, reflexões e dar visibilidade ao vasto cenário musical brasileiro que segue em crescente constante.         
terça-feira, 21 de outubro de 2014
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Revocation - Deathless

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Gênero: Technical Death / Thrash Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2014

Comentário: Enquanto algumas bandas demoram para lançar material inédito, o Revocation vem presenteando seus fãs com certa frequência. Pouco mais de um ano após o último lançamento, o grupo americano lançou seu quinto álbum de estúdio, intitulado Deathless. O Revocation trocou a Relapse Records pela Metal Blade Records, uma mudança que aparentemente trouxe novos ares e motivação para o grupo.

Deathless traz um Revocation mais revigorado, algo que pode ser notado já nas faixas iniciais do álbum. O desempenho positivo do baixo e da bateria tiveram grande importância para tornar o álbum mais consistente. Os guitarristas  David Davidson e Dan Gargiulo demonstram uma capacidade técnica impressionante, nos brindando com riffs empolgantes e solos devastadores. O vocal também se destaca, seja nas partes agressivas ou nas partes limpas, demonstra uma grande qualidade e contribuiu para o resultado final do álbum. 

Não é fácil apontar as faixas de maior destaque do álbum, pois todas me agradaram muito. A faixa título tem um refrão daqueles marcantes e alguns do melhores riffs do álbum. A instrumental Apex reforça os elogios feitos à dupla de guitarristas, mostrando uma combinação e transição do som feito pela banda, indo de encontro com partes do Jazz. Witch Trails, faixa que encerra o álbum, confirma a evolução de Davidson como cantor, além de possuir um instrumental agressivo e de muita qualidade.

Contando com uma produção de muita qualidade, Deathless nos apresenta um Revocation em ótima fase. O álbum é coeso, trazendo faixas num mesmo nível de qualidade, além de brindar aos antigos e futuros fãs da banda com um registro bem empolgante.




Tracklist:

01. A Debt Owed to the Grave
02. Deathless
03. Labyrinth of Eyes
04. Madness Opus
05. Scorched Earth Policy
06. The Blackest Reaches
07. The Fix
08. United in Helotry
09. Apex
10. Witch Trials

Download: Sendspace


terça-feira, 14 de outubro de 2014
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Playlists do Porco #8 - Duos

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Duas pessoas, o número mínimo de integrantes necessários para se formar uma banda e, talvez, o número ideal. Impossível é não ficar surpreso com a energia que flui entre duas pessoas no palco, mostrando que a complexidade musical, tão admirada por alguns, é irrelevante diante da energia que impulsiona uma platéia ao êxtase (e também ao ecstasy).

Do White Stripes ao celular de dois chips, esse formato se mostra ideal. Esta playlist consiste em 9 faixas que passam pelo Stoner, Grunge, Garage Rock e Indie. Sempre respeitando o formato em questão.

Boa audição!



Obs: O Bass Drum Of Death se tornou um trio, mas na época do lançamento da música que está nesta playlist, ainda era uma dupla.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014
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Dephosphorus - Ravenous Solemnity

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Gênero: Black / Death Metal / Grindcore
País: Grécia
Ano: 2014

Comentário: Aqueles que acompanham minhas resenhas já devem ter reparado que eu tenho um apego maior por bandas que mesclam sonoridades variadas, e que em alguns casos, fica até difícil colocar um rótulo específico para facilitar na indicação da banda aos leitores. O Dephosphorus é mais uma dessas bandas que possuem influências vindas de esferas diferentes, e que por mais que não seja algo completamente inovador, o resultado final é bem satisfatório. Após um bom debut, a banda conseguiu em seu segundo álbum de estúdio intitulado Ravenous Solemnity, dar uma cara própria ao som e evoluir.

O trio grego passou por uma mudança na formação no ano de 2013. Com a saída do baterista Nikos Megariotis, Thanos Mantas (guitarra) e Panos Agoros (vocal) chamaram para ocupar o posto de baterista o experiente John Votsis (Dodsferd, Ravencult, entre outras).

A banda se mantém independente, mas poderia muito bem fazer parte de alguma gravadora especializada nesse tipo de som. A intensidade e energia contidas no som da banda podem ser comparadas com a apresentada em uma performance ao vivo, mas que em Ravenous Solemnity conta com uma produção digna dos mais sinceros elogios. A presença de John Votsis acrescentou qualidade à banda, basta conferir sua performance no decorrer do álbum e principalmente em faixas mais intensas e exigentes como "Glorification Of The Anti-Life Equation" e "Vicious Infinite Regress".

Um fato curioso sobre a banda, é que eles classificam sua sonoridade como "Astro Grind". Ok, muitos músicos até fogem de rótulos, e no caso do Dephosphorus, tal definição é a combinação de um dos estilos explorados e da temática voltada a assuntos astronômicos que a banda possui.

Apesar da sonoridade direta e intensa, a banda ainda surpreende ao decorrer do álbum e apresenta alguns momentos distintos nas faixas. Logo na abertura do álbum com "Reversed Into Contraction", o instrumental agressivo ganha destaque com algumas passagens próximas do Prog Death Metal. Já em "Ancient Drone", os riffs pesados e frenéticos do início cedem espaço para riffs mais lentos e um tom mais sombrio.

Ravenous Solemnity agrada dentro daquilo que se espera vindo da combinação de tais sonoridades, trazendo 15 faixas bem animadas e empolgantes totalizando cerca de 43 minutos. Bem produzido e contando com uma ótima performance dos membros, o álbum é garantia de um som intenso, direto e que agrada desde os fãs de Grindcore até os de Death Metal.




Tracklist:

01. Reversed Into Contraction (3:02)
02. There Is A Color (2:54)
03. Ancient Drone (2:27)
04. Dark On Dark (1:34)
05. Astrocyte Portal (3:20)
06. Storming The Sloan Wall (2:56)
07. False Vacuum (3:33)
08. Ravenous Solemnity (4:03)
09. Towards The Cold, Mysterious Infinity (2:28)
10. Hammer Of Logic (2:53)
11. A Fountain Of Daggers (3:28)
12. Buried Alive In Obsolescence (3:18)
13. Glorification Of The Anti-Life Equation (3:33)
14. Vicious Infinite Regress (2:35)
15. The Blood Runs Red (1:47)


Download: Sendspace

sábado, 11 de outubro de 2014
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You+Me - Rose Ave

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Gênero: Acoustic / Folk
País: EUA
Ano: 20014

Comentário:  O que falar desse álbum que baixei a poucas horas e já considero pacas? Antes de tudo. Estou de volta pessoal, ainda permaneço aqui firme e forte, seguindo sem tempo, porém, deixando de estudar (o que não é grande mérito, mas vá lá) para permanecer aqui postando pra vocês. Então, oi.

Pois bem, vamos aos fatos. O Dallas Green (o cara do City And Colour, que teve seu álbum, Little Hell, muito bem resenhado aqui). lançou um novo álbum. Então, regresso a caminhos já percorridos trazendo novamente o Green para o blog – em uma linda, suave e melódica parceria com a Pink nesse registro.

Atentando-me a detalhes, vamos primeiro a voz da Pink, já citando o ótimo duo que ambos fazem em “Love Gone Wrong”. É de se espantar, até, que uma artista comercialmente conhecida pelas suas performances explosivas consiga, aqui, se metamorfosear em uma delicadeza absurda, em uma melancolia que me parece ser intrínseca ao Dallas Green e que consegue a contagiá-la. A faixa, em sua maioria é voz e violão, no refrão somente que ganha uma percussão bem pontual, mas que fica por detrás dos níveis das cordas bem ritmadas.

Em “From A Closet in Norway (Oslo Blues)” vemos também essa suavidade que vivera escondida na Pink. O vocal do Green nessa faixa funciona como um complemento ideal para que ela se sobressaia – e quando os dois cantam juntos, conseguem transmitir toda essa nostalgia/melancolia/adjetivo triste que o Green me passa nesses seus últimos projetos. De chorar, quase isso.

Capsized”, primeira faixa do álbum, inicia o mesmo em um ritmo menos letárgico do que o resto do registro, trazendo elementos do country e deixando a extensão vocal da Pink se sobressair. Uma percussão bastante marcada inicia a faixa, junto com o vocal do Dallas Green em toda sua potência, seguida pela da Pink, de longe, uma das melhores faixas do álbum.

Bem, bem, única ressalva aqui: em uma “única ouvida” o álbum parece-me pouco variável e repetitivo, mas apresenta coesão entre as faixas e as transições das mesmas. É um álbum que, surpreendentemente, me agradou a ponto de me impulsionar a escrever essa resenha. E surpresa: a união de Dallas Green e Pink (Alecia Moore, de nascença) gerou um ótimo rebento, fazendo-me esperar, ansioso, novos trabalhos dessa parceria.

[Site]


Tracklist:
01. Capsized
02. From a Closet In Norway (Oslo Blues)
03. Gently
04. Love Gone Wrong
05. You and Me
06. Unbeliever
07. Second Guess
08. Break the Cycle
09. Open Door
10.No Ordinary Love

Download: MEGA

 
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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Inter Arma - Sky Burial

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Gênero: Blackened Sludge / Doom / Post-Metal
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: A ideia de combinar diversos gêneros e características musicais com o intuito de criar algo diferente, não é fácil e nem sempre irá atingir o resultado esperado. Mas quando o resultado é positivo e consegue ser ainda melhor do que até os membros da banda poderiam imaginar, a certeza é de que o álbum vai render ótimas críticas. O Inter Arma passou pelas duas situações.

Não é tarefa fácil moldar uma sonoridade mais adversa e obter êxito logo de cara, o álbum de estréia Sundown serviu mais como parâmetro e referência daquilo que a banda precisava desenvolver para atingir o resultado esperado. Eis que a banda lança no ano de 2013 o Sky Burial. De início, a sonoridade pode não ser agradável para o ouvinte, a faixa de abertura "The Survival Fires" é um convite de boas vindas ao caos. O álbum requer atenção e calma do ouvinte, pois cada detalhe e características contidas vão se completar formando algo único.

O álbum é um prato cheio para aqueles que desejam escutar algo mais abrangente e completo. Riffs pesados, passagens mais melódicas e progressivas, sonoridade arrastada, vocais que beiram a insanidade e uma bateria arrasadora, são algumas das características encontradas em Sky Burial. As faixas possuem uma evolução surpreendente e trazem consigo uma dualidade de características, que permitem apontar similaridades entre as faixas, e ao mesmo tempo, diferencia-las.

Um álbum no qual a sonoridade vai sofrer muitas alterações no que se diz respeito a combinações de estilos, mas que não perde sua identidade. A sonoridade amena que se inicia na instrumental The Long Road Home (Iron Gate) e que serve de introdução para a seguinte The Long Road Home, predomina por um longo período, apresentando ótimos arranjos no violão e guitarra acústica (além do lap steel muito bem inserido), e termina num ritmo intenso, agressivo e caótico na segunda faixa citada. Em Destroyer, temos a combinação de elementos vindos do Sludge e Doom, adicionando uma percussão que lembra algo do Neurosis. Já na instrumental Love Absolute, a banda apresenta mais algumas facetas voltadas ao psicodelismo, southern e folk. A faixa título que encerra o álbum, pode ser descrita como um mix de tudo o que se é apresentado no álbum, resultando numa combinação incrível.

Sky Burial é um álbum com sensações distintas e uma sonoridade que traz uma combinação audaciosa. O plano principal é o som pesado e agressivo, que se torna ainda mais belo com o passar do tempo e traz vários elementos de estilos variados afim de se criar um som com identidade própria.




Tracklist:

01. The Survival Fires 10:10
02. The Long Road Home (Iron Gate) 03:41
03. The Long Road Home 10:06
04. Destroyer 10:13
05. ‘Sblood 06:21
06. Westward 09:48
07. Love Absolute 04:01

Download: Sendspace


 
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