domingo, 1 de março de 2009
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Slayer - Reign In Blood

5 comentários


Gênero: Thrash Metal
País: Estados Unidos
Ano Lançamento: 1986
Comentário: Começar a falar sobre esse disco vai ser muito complicado, mas vou tentar de uma maneira diferente, estimulando a poluída imaginação de vosso glorioso leitor: tente se imaginar em 1986, num mundo belo, esteticamente perfeito, onde todos são cordiais e sinceros, a grama é verde e as garotas são belas (hehe, sacaneei!). Não conseguiu? O Slayer era a demonstração mais sincera de que algo estava errado naqueles tempos. Esse quarteto de dementes de Los Angeles, Califórnia, transformava todo o caos político e social deixado pela era Reagan em música deliciosamente pervertida, subversiva e anárquica. Em 1986, nada soava como o Slayer, nada soava como “Reign In Blood”. “Reign in Blood” era único, um atestado de brutalidade tão aterrador que fez com que praticamente todas as bandas pesadinhas da época tivessem que se reinventar para que pudessem chocar a sociedade de alguma forma. O Slayer era a banda de Thrash Metal por definição, com muita propriedade. Se já tínhamos Metallica, Megadeth, Testament e Exodus, o Slayer só fez tomar o trono do thrash e conquistar o mundo com seu apocalipse sonoro. “Reign In Blood” é um verdadeiro estupro auricular, tecnicamente pobre se comparado com o que temos hoje em termos de thrash, mas soberano até o presente dia. Contando com as músicas mais emblemáticas do estilo em todos os tempos, o álbum serviu para lançar as bases do crossover e do death metal, que seriam desenvolvidos pelos compatriotas do Possessed, Death e Morbid Angel pouco tempo depois. Além disso, esse disco mostrou ao mundo um dos maiores talentos das baquetas em todos os tempos, o cubano Dave Lombardo, que é considerado por muitos como o maior baterista de metal do mundo. O que o cara faz em “Reign in Blood” é simplesmente anos-luz à frente do que se ouvia na época. O Slayer vinha em uma crescente muito boa, que haviam iniciado em 1983 como o álbum “Show No Mercy”. Seguiu-se com o álbum “Hell Awaits” e o EP “Live Undead”, ambos de 85. O ápice dessa fase se deu em “Reign In Blood”, que levava o estilo introduzido em 83 à perfeição. Os guitarristas Kerry King e Jeff Hanneman estraçalhavam as cordas, solando dentro e fora do tom, com suas alavancadas e palhetadas velocíssimas. O baixista e vocalista chileno Tom Araya vociferava verdadeiras “pérolas” da poesia urbana, abordando temas como carrascos nazistas, anjos da morte, assassinos doentios e coisas semelhantes, tudo numa velocidade e agressividade perturbadoras. E Lombardo é Lombardo, destruindo tudo no caos perpetrado pelo conjunto. Abriam a obra-prima com a fabulosa e mega-clássica “Angel of Death”, que versava sobre o carrasco nazista Joseph Mengele. Araya afirma que aquilo se dava somente pelo choque que causava na moralista e tradicional sociedade americana republicana, e que a banda não tinha nenhuma simpatia por fascistas e anti-semitas. Ainda assim, a censura pegou pesado com a banda, proibindo a sua venda em muitos lugares. O disco continua numa seqüência alucinante, pequenas obras-primas com cerca de dois minutos cada. Em todas elas, os riffs dissonantes da dupla de guitarristas se destacam, e mostram que hoje todas ass bandas de thrash, death e black chupam dessa fonte, com os famosos riffs palhetados. A carnificina sonora terminava em “Raining Blood” (fonologicamente idêntica ao título, grande trocadilho!), uma das maiores “canções” de heavy metal de todos os tempos, com um riff nada menos que memorável. Depois de “Reign in Blood”, o metal nunca mais foi o mesmo. O Slayer serviu para despertar o ódio que existia na molecada ao redor do mundo, encorajando-os a tocar em bandas de rock como forma de expressão, numa atitude autenticamente “punk”. Surgiriam, a partir dali, músicos cada vez mais técnicos, que apostaram no desenvolvimento do estilo criado pelo Slayer, lançando as bases do death metal técnico e brutal que temos hoje em dia, chegando, inclusive, a influenciar bandas como o Judas Priest. O mundo não estava pronto para o Slayer, e é isso que faz de “Reign In Blood” o maior disco de metal extremo da história. Compre, roube, grave, baixe ou assalte, mas não deixe de tê-lo em casa. Supremo!

Endebo

Vídeo de Angel of Death.

Tracklist:

01 - Angel Of Death
02 - Piece By Piece
03 - Necrophobic
04 - Altar Of Sacrifice
05 - Jesus Saves
06 - Criminally Insane
07 - Reborn
08 - Epidemic
09 - Postmortem
10 - Raining Blood

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5 Responses so far.

  1. Ale says:

    simplesmente uma obra-prima....essencial para qualquer um que goste de Thrash

    bela postagem

  2. Francisco says:

    Pra Caralho !

    Este disco no ha sido superado!

    Es como una navaja bien afilada. Todas "as musicas" paran los pelos.

    Como toda obra maestra, no envejece. Todavía le da una patada en el culo a todo el resto del metal grabado desde entonces.

    Up there with Tommy, Paranoid, LZ IV, DP In Rock, British Steel, Killers and all those motherfuckers !

    FUCKIN' SLAYER MAAAAN !!

    HELL YEAH !!!

    Francisco
    Santiago
    Chile

  3. um classico do thrash metal item obrigatório mesmo

  4. locked says:

    Continua a ser para mim o melhor album dos Slayer \m/

  5. um classico do thrash metal item obrigatório mesmo

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