segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
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Sepultura - A-Lex

3 comentários
Gênero: Groove/ Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 2008

Comentário: Vamos a alguns números: Já se passaram mais de quatorze anos desde a saída de Max Cavalera. Também cinco álbuns foram lançados após sua saída. Sem contar as tantas apresentações e demais trabalhos. Mas tudo isso ainda não é válido para muitos.

Eternos murmuradores são estes que nem largam a banda e nem se entregam ao seu som e reconhecem que, apesar da espantosa mudança — tanto musicalmente como na formação —, o "Sepa" continua sendo uma banda de extrema originalidade, criatividade e de boa referência.

Mas Andreas Kisser, um dos nomes que admiro, segue em frente com seus projetos sem muito ligar para os apedrejadores e suas pedras. Responsável por carregar todo o fardo, caminha convicto e mostra que não precisa de Max para lançar um bom álbum, ou melhor, dos Cavalera, já que até mesmo Igor pulara para fora do barco — e com isso contamos com a oficialização de Jean Dolabella, um músico de boa bagagem (no bom sentido) — como baterista. Um line-up cada vez menos Sepultura para aumentar os protestos.
Sim, eu sei, temos Paulo Jr. presente desde os primórdios, mas como sempre, aparece sempre na dele, a segurar seu baixo. Quieto e compenetrado (mas o mesmo ganhara a Medalha da Inconfidência e foi um dos maiores destaques do doc Ruído das Minas. Não que isso tenha algum valor neste texto).

E como sabemos, já se passara três anos desde o lançamento do disco A-Lex, álbum onde Andreas Kisser repetiu a fórmula que criara e executara tão bem em Dante XXI, de 2006. Logo temos outro álbum conceitual, desta vez baseado no livro "Laranja Mecânica", de Anthony Burgess, que viraria filme através da mente de Stanley Kubric. Isso fora comentado por Kisser: "Nós escreveremos nossa trilha sonora para essa história e a vida de Burgess será uma inspiração tanto para escrever as músicas, letras como para a arte do CD.".
Vinhetas, faixas curtas que variam e/ou se intercalam entre rápidas, arrastadas, groveadas e breakdowns com todo um trabalho de fundo excepcional, fazem parte do disco.

Um álbum ainda mais diferente do que foi mostrado na fase Dante XXI, como se estivesse indo ao encontro de um sub-gênero do metal deveras discriminado, com uma atmosfera vista em bandas mais "alternativas/técnicas". Mas algumas faixas, cheias de groove, ainda nos remetem ao passado, para a era Cavalera. Entretanto Derrick Green está lá para batizar as faixas com sua voz inconfundível e deixar claro que quem comanda os vocais ali é ele.

Destacando alguns momentos deste último trabalho, logo após a primeira vinheta, temos uma seqüência de quatro faixas destruidoras, uma boa forma de dar às boas vindas, não é?. Ao decorrer, temos belas vinhetas e, praticamente ao fim, nos deparamos com "Ludwig Van", baseada na Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven e "Paradox", uma letra co-escrita por Lucas Kater, que são as únicas faixas não escritas (ou não totalmente) pela banda.

Não preciso nem dizer que gosto demasiadamente da fase em que a banda se encontra, mas também devo ter deixado claro que eu tenho consciência da mudança da mesma. Brutalidade e tribalismo (me refiro à implementação de elementos culturais primitivos em sua música, e não ao laço entre os músicos) parecem ser fixos, então quanto a isso não temos que nos preocupar.

SiteOficial//MySpace//LastFM

3 Responses so far.

  1. Iandrade says:

    Ótima resenha, adoro esse álbum, o livro em que foi baseado e tudo o mais. Fui no show de lançamento dele, essa formação é muito boa também ao vivo. Digo sem hesitar que essa é a melhor fase do Sepultura, de acordo com o meu gosto. Saudosismo ridículo esse que tanta gente cria em cima do Sepultura antigo. Era bom, mas agora está ainda melhor e maduro; não cabe mais ficar com o saco dos Cavalera na boca, por mais que haja preferências.

  2. Thales says:

    Eu amo sepultura. Sempre foi uma grande banda.
    mas na minha humilde opinião A-lex é muito chato.
    É um album criativo? É. Os integrantes são bons? São otimos.
    Alem do mais A capa é uma das melhores que ja vi na vida e o tema do album é meu livro favorito (laranja mecanica).
    Porem as musicas não são boas. São extremamente irritantes alias. Depois de ler o livro da ate p/ compreender o porque do album ser assim, mas aparentemente escutar laranja mecanica não chega nem perto do prazer q é le-lo.
    A-lex tem ideias boas mas quase nenhuma é bem aproveitada.
    mas claro, nem td é uma bosta. No meio de tanta coisa ruim ainda podemos achar uma bela perola: We've lost You. P/ mim é a melhor musica que o Derrick ja gravou com o sepultura. Eu considero essa musica um classico de tão boa. Mas é só. O resto não vale a pena.

  3. Thalesmlp says:

    Realmente, Ao vivo essa formação é foda. Infelizmente não cheguei a ver o Max no Sepa mas vi ele atualmente no CC e não chega aos pés do Derrick. Viuvas lidem com isso.
    Com certeza se o Max ainda estivesse no Sepultura neguinho ia continuar xingando a banda flando q eles se venderam e viraram nu metal ( se o max estivesse no sepultura pode acreditar q isso ia acontecer, vide o Soulfly).

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