domingo, 10 de abril de 2011
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The Mars Volta - The Bedlam In Goliath

8 comentários
Gênero: Experimental/Progressive/Psychedelic Rock
País: EUA
Ano: 2008

Comentário: O tão adorado baterista, Jon Theodore, deixa a banda e para o teto vão tensão e expectativa: como sairá o novo álbum? Haverá um baterista à altura? Houve, uma batedeira que exala groove; esse é o Thomas Pridgen e também o Bedlam sob perspectiva percussiva. Muitos estranharam, alguns não gostaram e outros adoraram a espontaneidade do negão. Eu sou um dos que adoraram, não só o novo baterista, mas também o álbum como um todo, em especial as ultrametafóricas letras - mais do que de costume.

The Bedlam In Goliath é envolvido por uma das histórias mais interessantes no meio musical. Tudo começou durante a tour do Amputechture, quando Omar comprou um antigo tabuleiro Ouija numa lojinha típica em Jerusalém e presenteou Cedric. Eis que o jogo tornou-se o ritual pós-show do Mars Volta. The Soothsayer era seu nome. Ele dava nomes, contava histórias e fazia demandas à banda, para a qual aparecia sob o nome de Goliath, como apenas uma única pessoa, quando na verdade eram três que os contactavam.

Durante o processo de criação do álbum, coincidências começaram a acontecer: Blake Fleming, atual baterista, deixou a banda; Cedric machucou o pé e teve de operá-lo, sendo obrigado a reaprender a andar; faixas de áudio do álbum sumiam sem explicação; o estúdio do Omar inundou e sofreu quedas de energia constantemente; o engenheiro de som disse a Omar que não ajudaria mais a fazer o Bedlam, pois eles tinham a intenção de fazer algo muito mau, estavam tentando deixar ele e quem ouvisse o álbum loucos, por isso largou tudo o que já havia sido feito para trás, sem uma nota sequer sobre os arquivos. Omar não desistiu do que já tinha feito e contratou outro pessoal.

Enquanto gravava o álbum, Omar quebrou o tabuleiro ao meio e enterrou-o num local não revelado, tentando desfazer a suposta maldição e parar com todos aqueles imprevistos. Jurou nunca informar o paradeiro do enterro e pediu para a banda não mais falar sobre o assunto até o final da produção do Bedlam. Também como forma de proteção, Cedric incorporou elementos da Santeria nas letras do álbum. Palavras e temas sugeridos pelo Soothsayer também foram incluídos nas letras, bem como fragmentos de poemas anexados no tabuleiro, os quais descreviam um triângulo amoroso entre um homem, uma mulher e sua filha numa sociedade muçulmana, assim como uma matança envolvendo essa gente.

Basicamente (palavra que não cabe nesse álbum), cada letra reinterpreta esse triângulo amoroso com uma capa diferente, deixando para você o papel de descobrir o que há por trás de cada uma. Até pensei em copiar para cá algumas das metáforas mais "epifaniosas" que eu já vi em minha vida, mas são tantas... Além do mais, ler as letras do Bedlam é algo tão mentalmente saudável, tão estimulante quanto à imaginação, que é melhor deixar como está.

Esse é um dos trabalhos mais completos do Mars Volta, com o adicional da bateria frenética. Particularmente prefiro ela mais calma, mas há momentos que pedem por agitação, e toda essa euforia do Bedlam In Goliath se encaixou perfeitamente com o Pridgen. Juntos, Mars Volta-Bedlam e Pridgen, soam como rebater-se ao ser sufocado pelas maldições do Soothsayer, tentando ao máximo sair da casca de cimento mantida por Goliath.

Tracklist
01. Aberinkula
02. Metatron
03. Ilyena
04. Wax Simulacra
05. Goliath
06. Tourniquet Man
07. Cavalettas
08. Agadez
09. Askepios
10. Ouroborous
11. Soothsayer
12. Conjugal Burns
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8 Responses so far.

  1. Música destaque na minha opinião Ilyena *-*

  2. boratto says:

    poderia ter escrito ou traduzido melhor a resenha ao inves de colar a tradução online... horrível... desse jeito baixa o nivel do site.

  3. Iandrade says:

    Colar a tradução online? Eu fiz toda a resenha baseado no que já tinha lido sobre o álbum, além das trocentas vezes que parei para escutá-lo e tentei entender as letras. A parte da história eu li na página do wikipedia há um bom tempo e agora reproduzi aqui. Você queria o quê? Que eu a modificasse? Trata-se de uma HISTÓRIA. Agora poste o link da resenha que eu copiei e colei, por favor, manjão, e continue contribuindo para abaixar o nível do blog.

  4. Iandrade says:

    Ilyena tem um groove bem massa mesmo, acho até que é a que mais tem execuções no meu last.fm, desse álbum.

  5. Penso eu que o visitante não entendeu é a resenha, a maneira como foi escrita, e deduziu que fosse uma mera tradução, daquelas que as palavras e sentidos não batem. rs

    Ótimo post, Ian.

  6. boratto says:

    descupla ai quanto a autoria, mas foi bem que o damien citou acima...

  7. Drcmello says:

    Gosto muito dessa banda musicalmente.. Acho uma das melhores no meio de tanta coisa ruim no rock do começo deste século.. Mas me incomoda um pouco a voz do Cedric, principalmente nos agudos.. Não é compatível com meus ouvidos. As vezes acho que eles poderiam fazer um album somente instrumental.. Com relação a este album, achei inferior aos anteriores..

  8. Anônimo says:

    O De-Loused in the Comatorium é o melhor sem sombra de dúvidas

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