domingo, 8 de maio de 2011
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Cynic - Focus

3 comentários

Gênero: Progressive Metal, Technical Death Metal, Jazz Fusion, Jazz Metal
País: EUA
Ano: 1993

Comentário: Cynic começou sua história em 1987 com a proposta de fazer Metal pesado, influenciado por Venom, Slayer, etc., assim como várias outras bandas conterrâneas que deram os pontapés iniciais ao Death Metal. Entre 1987, ano de sua criação, e 1993, ano de lançamento do álbum Focus, a banda gravou quatro demos que demonstraram uma gradual mudança no som da banda. O som brutal desejado no início começou a ser moldado, transformado em algo mais complexo, mais progressivo. O auge dessa evolução foi o Focus, um peculiar Metal altamente influenciado por Jazz, extremamente complexo.

A mudança no som talvez seja consequencia do aprendizado musical obtido nos trabalhos parelelos dos membros da banda. Paul Masvidal e Sean Reinert - os únicos membros constantes no Cynic - participaram da banda Death, gravando o álbum Human. Membros do Atheist também passaram pelo Cynic. Death e Atheist naquela época já se destacavam com o que veio a ser chamado de "technical death metal". A busca pelo metal técnico, e uma dose do Jazz-Rock do Mahavishnu Orchestra, deram inspiração para a criação de Focus.

Ao ouvir Focus, a primeira coisa que chama a atenção é o vocal robótico. Isso mesmo! Cynic trabalha com duetos de vocais sintetizados por Vocoder e vocais guturais. Outro elemento sobressaltante é o contra-baixo: sem trastes, executado por Sean Malone, gerando um som bastante limpo e aveludado.

O dinamismo das canções é fascinante. Logo nos primeiros minutos de "Veil of Maya", temos uma bela passagem com cordas limpas, combinadas com um vocal melódico que lembra um mantra, aparência esta que se encaixa bem nas temáticas trancedentais/espirituais/mitológicas das canções. Tais momentos suaves e atmosféricos se intercalam com pesadas guitarras. E que guitarras! Os dois instrumentos trabalham isoladamente, cada um fazendo seus riffs, que se encaixam com maestria. E a complexibilidade presente nos riffs são atordoantes, chegam a deixar o ouvinte confuso tentando captar todos os detalhes. Mas são tantos detalhes, que se torna necessário ouvir centenas de vezes para sentir tudo o que o álbum tem para passar.

Aos poucos, o ouvinte percebe a complexibilidade do ritmo das músicas. A performance de Sean Reinert na bateria é merecidamente reconhecida quando ousa dar base a métricas incomuns de forma muito bem trabalhada.

A influência do Jazz é bastante sentida através dos sons do contra-baixo e durante as passagens suaves, mas se torna definitivamente inegável na faixa "Textures". A canção é um Jazz bem experimental, com algumas pequenas doses de Metal.  "How Could I" fecha o trabalho com chave de ouro. O instrumental é indescritível. Um paraíso! Vale lembrar que tudo isso foi feito em 1993, quando ainda não haviam tantas experimentações feitas a partir do Metal extremo. Certamente este álbum foi influência para muitas bandas posteriores.

Pouco depois do lançamento de Focus, a banda se separou, reunindo-se novamente em 2006 e gravando o álbum Traced in Air. A banda continua ativa, e aparentemente vai sair material novo em breve.

Estou disponibilizando a versão remasterizada do álbum, lançada em 2004. A versão contém remixes de 3 canções do álbum original e mais 3 canções compostas pelos membros do Cynic após o fim da banda, num projeto denominado "Portal". Essas canções são bem mais leves, sem guturais, com vocal feminino, e maior presença de teclados e sintetizadores. Porém, a qualidade técnica e a pegada jazz continuam.


Tracklist:

1.  Veil of Maya — 5:20
2.  Celestial Voyage — 3:37
3.  The Eagle Nature — 3:28
4.  Sentiment — 4:24
5.  I'm But a Wave To... — 5:28
6.  Uroboric Forms — 3:30
7.  Textures — 4:40
8.  How Could I — 5:27
9.  Veil of Maya (2004 Remix) — 5:21
10.  I'm But a Wave To... (2004 Remix) — 5:20
11.  How Could I (2004 Remix) — 6:19
12.  Cosmos — 4:20
13.  The Circle's Gone — 5:20
14.  Endless Endeavors — 9:55




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3 Responses so far.

  1. Eduardo says:

    Apesar de não gostar muito da review, esse é um dos melhores álbuns da história do metal. Vale muito a pena conferir.

  2. Forba says:

     Eu já tinha postado esse álbum, na época que o Ignes foi deletado. Discordo em duas partes da resenha: Cynic foi só uma das grandes bandas experimentais do Metal, 1993 já tinha bandas experimentais a rodo vovózinhas já. E esse disco é foda, pra cacete, recomendo muito. Mas a todos que baixarem, procurem o Traced In Air e o Re-Traced. São de esculachar, pra mim superam o Focus *revolta iminente*.

    Mas o Focus é clássico mesmo. Excelente post.

  3. renesom says:

     parabéns, a este blog além dos mp3,tem  comentários dos quais ajudam muito a conhecer a banda , thanks.  

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