terça-feira, 24 de maio de 2011
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Dezperadoz - The Legend And The Truth

3 comentários
Gênero: Southern/Heavy/Thrash Metal
País: Alemanha
Ano: 2006

Comentário: Se você está afim de curtir um bom peso que relembre uma sonoridade mais clássica, você irá curtir este disco. Também para você que já não tem tanta simpatia pelo heavy, mas que gosta de boas baladas e álbuns conceituais.
A banda, que lançara até então três discos, faz um belo resgate ao mundo do 'velho oeste', tanto nas letras como na sonoridade. Não é apenas um heavy com gaitas, vai além disso. Tanto que inicialmente, na época em que a conheci, pensei se tratar de uma banda estadunidense — quem sabe da própria terra de Buffalo Bill — talvez por imaginar que seria o mais óbvio —, mas engano meu, é alemã.
Com um visual quase típico, numa combinação de chapéu, gaita, botas, couro, tatuagens, guitarras elétricas e pedais, fabricam algo que recebe vulgarmente o nome de 'western', no caso, 'western metal', mas que ao meu ver não passa de mais uma desnecessária classificação que só vale como ponto de fererência para a curiosidade.

The Legend And The Truth é sem dúvida o melhor dos três, onde também tudo se encaixa, mais precipitadamente como o segundo disco que nos proporcionam uma sonoridade que fora batizada e cuja água benta deve ter secado. Sim, pois, o álbum seguinte se perdeu um pouco — ou será que eu deveria dizer que aquela modernizada foi intencional? The Legend And The Truth é mais épico, vamos assim dizer, enquanto An Eye for an Eye (2008) encarna algo mais pesado, rápido e com toques de groove. Enquanto isso, The Dawn of Dying (2000) — disco de quando a banda ainda se chamava Desperados e contava com Tom Angelripper (Sodom) como vocal principal — pratica um som mais cru, por vezes direto, mostrando que na verdade é um disco de heavy metal, simplesmente, com algumas faixas com aquela sonoridade do bluegrass, que até foram bem encarnadas por Tom. Em geral é um bom disco, mas me soa um tanto apagado, algo totalmente contrário deste intermediário, que possui uma produção muito boa.

Enfim, também não posso esquecer das baladas que me referi no início do post e que quase dividem o disco entre elas e as normais. Todas elas são muito boas, algumas inclusive estão no meu top baladas-metal. Como se não fosse o bastante ainda temos vinhetas, modelando ainda mais para uma forma perfeita o disco, que é conceitual. O tema? Oras, Velho Oeste, claro, mas focando na vida de Wyatt Earp.

Correndo o risco de falar asneiras, por vezes lembro de Megadeth, ou o thrash em geral, que dá todo um toque fodástico. Conta ainda com as participações de Michael Weikath (Helloween), Tobias Sammet, Joacim Cans (HammerFall) e Doro Pesch. Mas não se assuste com esses nomes, o resultado realmente é bom (aceito pedradas).
Disco indicado não só aos bangers, pelo contrário, acredito que possa fazer o gosto de várias tribos. Vale uma conferia aos outros também, dos quais podem ser até mais apreciados, como o primeiro.

LineUp:
Alex Kraft (vocal, guitarra)
Alex Weigand (baixo)
Olli Lampertsdörfer (bateria)
Dennis Ward (guitarra)

MySpace//Website

3 Responses so far.

  1. Rômulo Alexander says:

    Ouvi metade do disco, e achei muito foda! Os caras fazem um som bem bacana mesmo, e bem simpático para todos os gostos.

  2. Z! says:

    Links quebrados

  3. Damien Willis says:

    UAU, essa foi rápida. Amanhã eu reupo.

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