segunda-feira, 6 de junho de 2011
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Sepultura – Kairos

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Gênero: Thrash/Death Metal
País: Brasil
Ano: 2011

Comentário: Antes de mais nada, num hiper-resumo acompanhado de uma dúvida: Este seria talvez um álbum para trazer de volta os órfãos da era Cavaleira sem ter de necessariamente rebuscar toda aquela sonoridade thrash? Seria mesmo o supra-sumo (como quando Kisser o considerou o melhor trabalho do Sepultura) de toda uma carreira? De todos os 26 anos?

Não sei bem, tenho a minha opinião, mas Kairos sem dúvida é um híbrido. O meio termo para quem não é tão fã da fase "os cabeludos são os melhores" e daqueles que simplesmente enojam os "moderninhos" Dante XXI e A-Lex. E isso pode ser notado da primeira até a última faixa, sem qualquer pegadinha, e com músicas que voltam a ter a saudável (mais tempo para bangear e perder calorias) média de 3:30min (45:51 no total) e apresentando somente 3 'vinhetas' em títulos numéricos.

Não só a sonoridade (que irei retomar ao final do post) mas o álbum todo, a sua produção, possuem novidades e histórias para contar.
Pra início de conversa a produção deste foi — se não me engano — semelhante ao do A-Lex. Assim como ele, Kairos tentou ser honesto, trazer a sonoridade do Sepultura ao vivo (ou quase) para dentro do disco. Com uma produção comandada e mixada por Roy Z (Rob Halford, Bruce Dickinson, Warrior, Rob Rock, Tribe of Gypsies, Glenn Hughes), foram necessários poucos takes, na verdade, queria-se construir um álbum à partir dos primeiro takes, trazendo um ar mais 'quem sabe faz ao vivo (ou em poucos takes)" e "não somos escravos da tecnologia (ou quase isso também)" que funcionou muito bem para as composições que assumem uma posição mais old school. O disco também fora produzido nos estúdios da Trama.

Quanto ao conceito, Kairos vem do grego e significa "momento certo e oportuno", que não só podemos referir a mudança sonora, no novo contrato com a Nuclear Blast e num possível fechamento de um tipo de trilogia composta por discos conceituais e que começara com Dante XXI (A Divina Comédia) e A-Lex (A Laranja Mecânica), como também se aplica ao fato de Kairos ser uma auto-biografia em plenos 26 anos de carreira, além de uma futura produção do documentário para o cinema sobre a mesma. "Agora a gente fala da nossa experiência, da nossa carreira, os bons e maus momentos. Na verdade é um livro, mas da nossa própria história" — Kisser, retirado da página da entrevista feita pelo UOL Música.

Outras surpresas são os dois covers: "Just One Fix" do Ministry e "Firestarter" do Prodigy, sendo este último presente somente na versão Deluxe Edition. Também temos a participação do grupo francês Tambours du Bronx em uma das faixas, que impregnam-na com uma linha percussiva que é um misto de — falando superficialmente — afrobeat e drum'n'bass.

Porém talvez a maior surpresa seja o fato de que não há tanta surpresa quanto esperávamos. Sem frescuras excessivas, nem um mar de efeitos eletrônicos, apenas um convite ao bom e velho thrash metal executado na forma moderna da década de 2010. Quanto a capa, ao mesmo tempo que gostei, estranhei, como se fosse a 'menos Sepultura' de todas.
Vale conferir também a matéria da revista Guitar Player.

COMPREM ESTE ÁLBUM, ELE É LINDO! (se eu achar a outra faixa eu posto, e talvez a versão Deluxe, mas não prometo este).

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Tracklist:
1. "Spectrum" 04:03
2. "Kairos" 03:37
3. "Implacável" 03:36
4. "2011" 00:30
5. "Just One Fix (cover do Ministério)" 03:33
6. "Diálogo" 04:57
7. "Máscara" 04:31
8. "1433" 00:31
9. "Seethe" 02:27
10. "Nascido forte" 04:40
11. "Embrace the Storm" 03:32
12. "5772" 00:29
13. "No One Will Stand" 03:17
14. "Violência Estrutura (Azzes)" 05:39

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