quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
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In Flames - Discografia parte I

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Gênero: Melodic Death Metal
País: Suécia
Primeira Fase: 1990~1994

Comentário: Talvez você já tenha ouvido um velho clichê de que “o grunge assassinou o heavy metal” no início dos anos 90, eu particularmente enxergo isso de forma contrária, vejo como um dos acontecimentos mais benéficos e prolíficos que poderiam ter acontecido com o metal. Com o estilo de Seattle tão em alta, e toda a onda já estagnada do Heavy e Thrash oitentista em baixa, os headbangers foram obrigados a botar seus dons criativos pra ralar e foi assim que tivemos o surgimento de uma enorme gama de sub-gêneros que viriam a render belíssimas obras para diversas vertentes. Não me aprofundarei nos outros estilos que surgiram na época, falarei aqui do que interessa, o tal do Melodic Death Metal.

Meados da década de 90, uma nova febre surge entre a molecada sueca, uma febre maior do que figurinhas do Pokemon, tazos da Elma Chips ou cards do Yugi-Oh, uma nova vertente do heavy metal surge pra incomodar a vida dos pais mais conservadores, e fazer com que os adolescentes do gélido país infernizem seus parentes a lhes presentearem com um instrumento musical. Impulsionados pelo boom do metal extremo que apareceu no final da década de 80, com o death metal e o black metal, além de referências puxadas da NWOBHM, e também pelo ascendente grupo de garotos escatológicos do Carcass. Foi especificamente na Suécia, mais especificamente ainda em Gotemburgo que houve a explosão de um novo gênero, essa tal onda foi liderada por At The Gates, Dark Tranquility e é claro o In Flames. Em cada garagem provavelmente havia um bando de moleques deixando seus cabelos crescer e tentando criar seu som que na época não havia a definição que há hoje, era apenas um misto do que surgia do metal extremo com melodias grudentas e de fácil assimilação nas guitarras, eis então que nasciam um dos pioneiros do Melodic Death Metal.

Nessa primeira fase do In Flames houveram algumas mudanças entre os membros do grupo, sendo que hoje em dia o In Flames não conta com mais nenhum integrante original em sua formação, porém nesse principio de banda, vários integrantes que viriam a se tornar importantes personagens da cena sueca passaram por aqui. A pessoa chave dessa primeira formação do In Flames fora o vocalista Mikael Stanne, que hoje em dia responde pelo posto de vocalista do Dark Tranquility a mais de 15 anos, ele foi o responsável por registrar as primeiras marcas vocais na Demo de 93 e no primeiro Full Lenght da banda, o Lunar Strain.


Nesse primeiro álbum é possível ver notar claramente o fator da indefinição musical que acontecia, a ideia de experimentalismo do então quarteto em mesclar praticamente tudo que estava em ascensão principalmente no norte da Europa nessa época. O álbum é aberto com Behind Space uma das poucas faixas mais secas presentes em Lunar Strain, que apenas trabalha no contraste de riffs velozes, bateria beateada com quebra para passagens mais cadenciadas,  começando a por em pauta um pouco da questão melódica, Behind Space por acaso viria a se sagrar como um dos maiores clássicos do grupo, a única dos primeiros álbuns que é tocada com frequência nos shows até hoje.  O resto do álbum mostra um dos melhores debuts do gênero, e mostra que mesmo nessa fase embrionária o In Flames demonstrava uma criatividade absurda. São os riffs extremamente criativos de Jesper, os dedilhados melódicos nas guitarras, as inúmeras passagens acústicas que permeiam o álbum, e uma enorme influência de folk nórdico muito mais sincera do que grande parte das bandas mais modernas que representam o gênero vergonha alheia chamado de folk/viking metal. Nessa época ainda é notável uma grande influência do Black Metal norueguês que já estava em alta, principalmente nos vocais rasgadões e escarrados de Stanne.

Pouco após o lançamento de Lunar Strain, Mikael abandona a banda e é substituído pelo quase esquecido Henke Forss, que participou apenas da gravação do EP Subterranean ainda no mesmo ano. Suas linhas vocais são bem parecidas com a de Stanne, então não há grandes mudanças nessa área. A principal alteração é que a banda passa a caminhar mais para o que seria a definição do Melodeath, esse EP sem tantas misturas passa a ser mais direto e chapado (mas ainda com os momentos acústicos que se tornou uma marca do In Flames e aparece até hoje ao longo de sua discografia, além de resquícios das influências de folk nórdico).

Liricamente o In Flames sempre tratou de sentimentos intrínsecos do ser humano, lembrando até as vezes as sofridas letras de bandas do Doom Metal. Outra paixão sempre foram temas ligados ao espaço e ao astral, tema usado de ponte pra criação de letras metafóricas sobre sofrimento, angustias e todo o resto que por vezes chegam a soar até abstratas.

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Lunar Strain (Reissue)

Ano: 1994

Tracklist

1."Behind Space"
2."Lunar Strain"  
3."Starforsaken"  
4."Dreamspace"   (Instrumental)    
5."Everlost (Part I)"  
6."Everlost (Part II)"  
7."Hårgalåten"  (Instrumental)    
8."In Flames"      
9."Upon an Oaken Throne"      
10."Clad in Shadows"  
11."In Flames" [1993 Promo Version]
12."Upon an Oaken Throne" [1993 Promo Version]
13."Acoustic Piece" [from Promo 1993]
14."Clad in Shadows" [1993 Promo Version]
Subterranean (Reissue)

Ano: 1994

Tracklist

1. "Stand Ablaze"   
2. "Everdying"      
3. "Subterranean"      
4. "Timeless"      
5. "Biosphere"      
6. "Dead Eternity"      
7. "The Inborn Lifeless"      
8. "Eye of the Beholder" (Metallica cover)    
9. "Murders in the Rue Morgue" (Iron Maiden cover)

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