terça-feira, 2 de agosto de 2011
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Dir En Grey - Dum Spiro Spero

3 comentários
Gênero: Deathcore/ Progressive Metal/ Experimental
País: Japão
Ano: 2011

Comentários: Definitivamente o DEG não lança e talvez nunca lançará algo abaixo de sua média. Sempre com um disco mais orgásmico que o outro e sem precisar fugir tão drasticamente do que sempre tem feito. Sem nunca ter realmente fugido do estilo que se comprometeu a fazer desde os primeiros discos Gauze e Macabre. Basicamente o que mais mudou, e pra melhor, foram seus video-clipes, que antigamente eram bem toscos, embora sempre com a identidade grotesca. Também a parte 'j-metal/visual kei' já tenha se extinguido ou minimizado muito na banda, o que na minha opinião é deveras positivo.

Este ano, exatamente amanhã (03/08/11), seria lançado oficialmente seu oitavo álbum de estúdio, intitulado Dum Spiro Spero que em latim significa algo como "While I breathe, I hope" ou "Live - a century of Hope".

Inicialmente eu demorei para ver o potencial do trabalho, considerando-no como mais um bom disco do DEG e que a consagraria como uma banda sem músicas ruins, que sempre fora competente. Mas após várias e várias audições comecei a perceber que, se este não é tão lindo quanto os anteriores, ainda assim consegue ser superior em alguns aspectos.
O problema inicial é que fica difícil largar o Uroboros, álbum qual me apeguei imensamente e até então era meu favorito. Mas daí você começa a notar que Kyo está cada vez melhor, cada vez mais feroz e dinâmico, gritando como um louco, enfurecido e se achando algum cantor de ópera macabra (chega a ser engraçado). É fantástico seus grunhidos, sussurros e gritos agudos que parecem querer perfurar tímpanos. Sem contar a característica típica da banda de colocar tudo isso e mais os vocais limpos de Kyo, que soam agradáveis, deixando as músicas bem alternativas.

Alguns riffs mais predominantes em outros trabalhos parecem ter sido deixados de lado, aproveitando desta vez o clima, a atmosfera e dando um toque mais progressivo. Embora a viajem, as quebradeiras e ritmos inconstantes, a banda continua com seu peso formidável e anomalia musical que fizera deles um grupo tão singular. As ondas mais tradicionais do heavy metal parecem ter sido vistas como algo secundário neste disco, que mesmo possuindo muito peso, ainda assim preferiu reformular o metal com mais complexidade. Mas no quesito passagens longas e tudo o mais, o Uroboros ainda ganha fácil.

Em geral todas as músicas estão muito boas e cheias de potencial, mas acabo enxergando em algumas transições um fiapo de falta de nexo, mas que não chegam a prejudicar o disco.
Talvez isso tenha ocorrido pelo fato de que quando ocorreu o grande tsunami de 11 de março, o Deg estava em estúdio ainda produzindo o álbum e teve de parar por um tempo, inclusive se questionando se terminariam ou não o disco. Pode ser que também não tenha tanta relação, mas o que fiquei sabendo é que as faixas "Juuyoko" e "Shitataru Mourou" podem ter sido adicionadas após o terremoto, como uma forma de passar boas vibrações ao povo japonês, o que provavelmente tenha deslocado um pouco a linha pré-programada ao qual o disco seguiria.

Mais ao fim do post eu deixei o clipe "Different Sense", enquanto o clipe da "Hageshisa To, Kono Mune No Naka De Karamitsuita Shakunetsu No Yami" vocês podem conferir neste post.

A versão é a Deluxe Edition, contendo duas faixas bônus, porém uma versão limitada será lançada com mais faixas, demos, versões acústicas, remixes, dvd e fotos.

Adoradores vão adorar, odiadores vão odiar

WebSite//LastFM

Tracklist:
1. "Kyoukotsu No Nari" (狂骨の鳴り; "The Cry from Lunatic Bone") 1:58
2. "The Blossoming Beelzebub" 7:35
3. "Different Sense" 5:03
4. "Amon" 4:03
5. ""Yokusou Ni Dreambox" Aruiwa Seijuku No Rinen To Tsumetai Ame" (「欲巣にDREAMBOX」あるいは成熟の理念と冷たい雨; "'Nesting Within the Dreambox', or Cold Rain and The Philosophy of the Mature") 4:49
6. "Juuyoku" (獣慾; "Animal Lust") 3:28
7. "Shitataru Mourou" (滴る朦朧; "Trickling Ambiguity") 4:02
8. "Lotus" 4:03
9. "Diabolos" 9:51
10. "Akatsuki" (暁; "Dawn") 3:33
11. "Decayed Crow" 3:48
12. "Hageshisa to, Kono Mune no Naka de Karamitsuita Shakunetsu no Yami" (激しさと、この胸の中で絡み付いた灼熱の闇; “And Violence, Tangled in the Burning Darkness of my Heart") 4:03
13. "Vanitas" (Emptiness) 5:27
14. "Ruten No Tou" (流転の塔; "Tower of Vicissitudes") 4:27
Bônus
1. "Rasetsukoku"(re-recording Rasetsukoku from "Macabre")
2. "Amon" (Symphonic Version)

Mediafire//Megaupload//MirrorCreator

3 Responses so far.

  1. xaropealex says:

    Oriental é um bicho doido mesmo. Som du karaio!!!! \m/ \m/ \m/

  2. ansiosa por ouvi-lo!! muito obrigada!
    embora gostasse do aspecto mais visual deles, fico contente por se manterem constantes na sua evolução :D

  3. Yatta09-3 says:

    Na verdade, a época do visual kei foi a única em que a banda era remotamente interessante. Mesmo o som se tornou algo muito similar ao lamaçal genérico de esterqueiras como o 'nu metal' estadunidense. Já foram uma banda memorável. Hoje? Só mais uma.

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