terça-feira, 9 de agosto de 2011
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Khanate - Things Viral

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Gênero: Sludge/Drone/Doom Metal
País: EUA
Ano: 2003
Comentários: Antes de começar uma resenha do Khanate, é preciso ressaltar algumas coisas. Este disco, lançado pelas lendárias Hydra Records e Southern Lord Records, provocou as mais diversas reações no mundo da música ao ser lançado, com fatos que chamam a atenção, como por exemplo receber nota 1.0 (ruim) pelo Sputnick Music e ao mesmo tempo 3.5 (excelente) dos usuários (de um máximo de 5), sendo que uma grande parte votou mais que 4. Além disso, no Metal Archives (que não serve como parâmetro, mas ok) ganhou 52%, sendo o álbum menos cotado da discografia da banda, enquanto está entre os 50 melhores álbuns da década de 2000 na opnião de um crítico famoso que eu esqueci completamente o nome (me lembra Kot). Enfim, cá temos algo totalmente do tipo "ame ou odeie". E eu amo.

Pra quem não se ligou ainda disso, Khanate se formou em 2001 quando dois caras se conheceram num show do Isis, e esses caras eram ninguém menos que James Plotkin (baixo) e Stephen O'Malley (guitarra). Enquanto Plotkin tem como suas bandas mais famosas o Khanate e o Khlyst, o O'Malley tem uma penca de bandas nas costas incluindo o maior fenômeno do Drone: Sunn O))). Khanate foi, por assim dizer, a primeira banda do O'Malley no meio do Drone extremo de verdade, visto que as bandas que ele tinha antes de formar o Khanate lidavam com o Doom Metal extremo de maneiras diferentes, como o Burning Witch mais caído pra um Sludge influenciado pelo Black Metal e o Thorr's Hammer no Funeral Doom. Aqui a bagaça realmente fica séria, com os vocais de Alan Dubin - que garanto, se você nunca ouviu Khanate vai ser a primeira coisa com a qual se surpreenderá. Não só é um dos vocais mais bem feitos do estilo, como une duas caracteristicas marcantes: ser extremamente rasgado e ser totalmente entendível. Apesar de passar uma agonia claustrofóbica excruciante, cada verso das letras é de fácil entendimento na voz de Dubin. Isso é muito interessante.

Além disso, claro, vem a parte maravilhosa do instrumental desse disco. Ao contrário do primeiro disco dos caras, homônimo, este - o segundo - é mais etéreo, com mais "dronadas" e passagens ambient. Stephen produz aqui várias paredes sonoras e texturas profundas, com uma distorção altíssima unida a afinações graves e o baixo de Plotkin criando - sem exageros que me são habituais - um dos mais excruciantes e agonizantes albuns que eu já ouvi. E aí que está o problema, eu acho.

Things Viral não é um disco para momentos de relaxamento, muito pelo contrário, o principal objetivo do disco é passar uma sensação de desconforto e agonia. Talvez por isso muita gente entenda errado essa mensagem da banda e critique esse disco. Mas se você é fã do Stephen O'Malley e suas estripulias pelo mundo da música extrema, esse disco não será nenhuma surpresa. E dentro do contexto do estilo é um dos melhores discos da década passada tranquilamente. Portanto, espero que gostem.

Tracklist:

1. Commuted 19:13
2. Fields 19:50
3. Dead 09:27
4. Too Close Enough to Touch 11:11

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PS: Coisa rara aqui, um clipe de Drone. E puta merda, se era pra ser agoniante a proposta foi muito bem executada...


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