terça-feira, 30 de agosto de 2011
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Parálisis Permanente - El Acto

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Gênero: Post-Punk
País: Espanha
Ano: 1982
Comentários: Formada em 1981, em Madrid, por dois dos membros de uma das primeiras bandas do new wave espanhol, Alaska y los Pegamoides, Eduardo Benavente e Nacho Caunt recrutaram ainda seus respetivos irmãos Javier Benavente e Johnny Caunt para ser a primeira formação de uma banda de nome forte, chamada Parálisis Permanente, com o objetivo de trazer ao movimento conhecido como Movida Madrileña (um ode a contracultura em todos os âmbitos artisticos na espanha pós-franquista) a obscuridade do pós-punk que já começava a se esgueirar por toda a Europa, desde o Darkwave do norte da Europa ao Coldwave francês. Seguindo o exemplo de outras bandas pioneiras do rock obscuro espanhol, como o Décima Victima (que ainda vou postar), logo a primeira formação da banda se transforma em vários sentidos, se fixando em 1982 como sendo composta por Eduardo Benavente (Guitarra, voz), Nacho Caunt (Baixo) e Ana Curra (teclados), esta última namorada de Eduardo, desde os tempos do Alaska.

O grupo lança, com a adição do baterista Toti e de um segudo guitarrista, Fernando, o único LP da carreira, este que vos posto, El Acto. Treze faixas soturnas mas sarcásticas, um sarcasmo sádico e mórbido que é sentido nos vocais de Eduardo e nas letras polêmicas. Há duas versões em espanhol de músicas de outrem, Héroes, famosa na voz de David Bowie e Quiero Ser Tu Perro, originalmente do Stooges. Todas as músicas são exemplos maravilhosos dos tempos áureos do Post-Punk, soturnas e lamuriosas, no entanto com uma potência incrível. Ao contrário do post-punk inglês, o baixo tem um papel importante, mas as guitarras de Eduardo produzem as texturas perfeitas para a sonoridade da banda. Ana também não deixa a desejar criando atmosferas lúgubres com seus teclados, e o todo faz o som do Parálisis algo inegavelmente "punk", mas com uma obscuridade e morbidez potentes.

Então em 1983, a história do Parálisis se confunde com a história de seu vocalista, Eduardo Benavente. Voltando de um show em León, direcionando-se a Zaragoza, uma grave acidente de carro mata Eduardo, com apenas 20 anos, e hospitaliza Ana e Toti. Sem Eduardo, a banda perdeu seu sentido de existir, e então acabava prematuramente o Parálisis Permanente indo direto do underground ao cult, com a figura de Eduardo então sendo idolatrada como símbolo do movimento pós-punk espanhol. Ana e Toti se recuperaram lentamente nos anos seguintes, mas o destino da banda já estava traçado.

Parálisis Permanente é um dos símbolos do pós-punk espanhol, ao lado do Décima Victima e o Gabinete Cagliari, mas é o mais cultuado pela morte trágica do seu vocalista. A voz e a figura excêntrica de Eduardo seriam então inspiração para toda uma grande onde de bandas do estilo na Espanha e outros países da Europa. El Acto é um dos marcos no pós-punk em idioma espanhol que despretenciosamente se tornou um símbolo. Recomendadíssimo.

Tracklist:


1- Adictos a la lujuria (3.26)
2- Vamos a jugar (3.20)
3- Te gustará (3.06)
4- Héroes (3.40) (Bowie - Eno)
5- Tengo un precio (3.55)
6- Jugando a las cartas (2.08)
7- El acto (2.22)
8- Esto no es (2.11)
9- Quiero ser tu perro (2.30) (Asheton - Pop)
10- Bacanal (2.45)
11- Todo el mundo (2.04)
12- Tengo un pasajero (3.56)
13- Esa extraña sonrisa (3.51)

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"Tengo un passajero, dentro de mi cuerpo!" Qualquer semelhança com "Alien, O Oitavo Passageiro" não é mera coincidência.

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