sábado, 3 de setembro de 2011
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Los Hermanos - Bloco Do Eu Sozinho (2/4)

3 comentários

Gênero: Indie Rock / Alternative Rock / MPB / Samba / Ska
Ano: 2001
País: Brasil

Biografia Pt.2: Logo após o grande sucesso comercial do primeiro disco, a gravadora dos Hermanos esperava que eles repetissem a fórmula no segundo. Não foi bem o que aconteceu. Eles fugiram para a região serrana do Rio, compondo de forma despretensiosa. Nesta época, o baixista Patrick Laplan se afasta do grupo, alegando diferenças musicais.

Quando entregue à gravadora, o disco foi rejeitado por não conter hits em potencial e gravação amadora. A Abril Music exigiu que o disco fosse remasterizado, a contragosto do grupo. No entanto, o produtor, Marcelo Sussekind, que ficou encarregado de remixar o disco, teria gostado muito da versão original e a alterado muito pouco.

Apesar de ser um disco muito mais maturo do que o primeiro e ser considerado um clássico nacional, o ábum vendeu muito pouco. O que se deve, em grande parte, da pouca divulgação que a gravadora fez do disco. Foram períodos complicados na história do grupo, mas mesmo assim, a banda manteve-se na ativa e conquistou mais fãs com esse novo lançamento.

Comentário: Bloco do Eu Sozinho representa uma grande evolução na carreira dos Hermanos. Na verdade, o disco é uma mistura um pouco inusitada de rock, samba e MPB. Maravilhoso em seus detalhes. Metais delirantes e orquestras de cordas adornando canções melancólicas de letras honestas e caprichadas.

Todo Carnaval Tem Seu Fim começa com seu sax e bateria e vai indo em formato de marcha, em seus riffs atropelados pelos trombones, até desabrochar em um refrão pra lá de triste. Algo que percebi é que as faixas estão amarradas umas às outras. Realmente, um trabalho muito coeso. Retrato pra Iáiá já se sustenta mais no Ska do primeiro disco.

A banda ganha pontos por saber explorar desde a sonoridade mais acústica de Mais Uma Canção até a distorção suja de Casa Pré-fabricada. Tão Sozinho destoa completamente do resto de álbum, um hino punk entre a maresia de Adeus Você e a tristeza de Veja Bem Meu Bem. Pessoalmente, gosto de ver o Marcelo Camelo tentando cantar Hardcore, ele não possui o mínimo de rancor que os demais vocalistas do gênero apresentam, acho engraçado. O clima de aceitação e pessimismo domina o registro em Assim Será, herdeira do samba. Fingi na Hora Rir é marcante em suas linhas de baixo, comprovando que a saída de Patrick Laplan não fez lá tanta falta. A experimental Cher Antoine. Metade em francês, metade em português. Sucede a minha canção favorita no disco. Eu não sei aonde os executivos da Abril Music estavam com a cabeça quando julgaram que o álbum não possuía nenhum hit em potencial. Sentimental é a canção mais linda do disco. Pesada, em termos de melodia e letra. Em versos penosos que falam sobre a perda de um ser amado.

Na minha opinião, um dos discos essenciais da nossa música brasileira. Não deixem de conferir o primeiro post da discografia e agora é com tu, PH.

Tracklist
01. Todo Carnaval Tem Seu Fim
02. A Flor
03. Retrato pra Iaiá
04. Assim Será
05. Casa Pré-fabricada
06. Cadê Teu Suin
07. Sentimental
08. Cher Antoine
09. Deixa Estar
10. Mais uma Canção
11. Fingi na Hora Rir
12. Veja Bem Meu Bem
13. Tão Sozinho
14. Adeus Você

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3 Responses so far.

  1. franciscarlos ramalho says:

    album essencial dessa que é umas das melhores bandas de rock aqui do brasil da história

  2. Anônimo says:

    ISSO NUNCA SERA SKA!!! JAMAIS!!!!!!

  3. Da mesma forma que também não é samba, não é MPB, não é Rock Alternativo, nem Indie Rock!!!11!!! Foi por isso que eu usei barras, para indicar que essa mistura é a gama de influências que compõem o som desse disco em especial. Pensei que tivesse ficado claro, mas não me importo de explicar...

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