segunda-feira, 7 de novembro de 2011
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My Dying Bride - The Barghest O' Whitby

4 comentários


Gênero
: Death/Doom Metal
País: Inglaterra
Ano: 2011

Comentário: Saiu o mais novo lançamento dos britânicos reis do Doom Metal atual, o My Dying Bride e seu audacioso e muito aguardado The Barghest O' Whitby. Logo que foi anunciado que o próximo release do grupo seria um EP conceitual com uma única faixa de 27 minutos, muitos ficaram receiosos pelo polêmico lançamento do Evinta não ter sido lá muito bem recebido pelos fãs da banda. No entanto, Aaron Stainthorpe, vocalista do grupo, tratou logo de avisar que o que vinha pela frente era bem diferente do projeto paralelo que foi o Evinta, e este EP viria mais aos moldes tradicionais da banda de Halifax, Yorkshire. E somado a isso a entrada na banda do violinista Shaun Macgowan e a volta do bateria Dan 'Storm' Mullins davam esperanças nos fãs. E amigos, toda essa expectativa valeu totalmente a pena.

O conceito do disco gira em torno da figura do Barghest, mito popular no norte da Inglaterra (terra natal da banda) sobre um cão negro, algumas vezes referido como um fantasma, que assombra viajantes solitários e os leva a ruína nos precipícios e becos das cidades, os deixando desnorteados ou loucos, ou ainda atacando-os. Essa história lúgubre já serviu de inspiração pra diversos autores, desde J.K. Rowling, que tradicional usa diversas lendas britânicas nos livros do Harry Potter, até as cartinhas de Magic e muitas outras mídias. No entanto, neste disco a história se torna, aos moldes do My Dying Bride, um conto de horror, mistério e melancolia, na letra (belíssima) escrita por Aaron e o instrumental extremamente bem composto do disco.

O Ep começa bastante sombrio e lento, com a bateria cadenciada e os vocais de Aaron logo que dão as caras, lamuriosos e profundos; o violino de Shaun mostra já no início como esse instrumento faz falta na musicalidade do My Dying Bride e como esse cara entrou bem na banda, matando a saudade de quem sentia falta daquele feeling do Turn Loose The Swans ou The Angel And The Dark River. Sim senhores, aquele feeling está de volta. Após uma seção bastante centrada no vocal do Aaron, nos violinos de Shaun e na baixista Lena Abé, a música recomeça com guitarras lindas compostas pelos sempre excelentes Andrew Craighan e Hamish Glencross que com maestria conseguem tirar da guitarra a sonoridade mais melancólica, pesada e sombria ao mesmo tempo que eu pude escutar nos últimos tempos. O ritmo da música continua cadenciado encima dos riffs de guitarra dobrados, marca do My Dying Bride, até que o feeling da música começa lentamente a tomar uma direção mais sombria e doentia, pouco a pouco se tornando cada vez mais pesada até que após um breve intervalo Dan Storm estoura com pedais duplos metralhantes e os guturais de Aaron aparecem com tudo, num trecho que cativa absurdamente com o peso intenso do lado mais Death Metal do My Dying Bride. Mas isso tudo sem perder a pegada e seguindo os moldes do aclamado Songs Of Darkness, Words Of Light. E então após esse estouro de violência a música termina com a sensação de que The Barghest O' Whitby podia ser um full-lenght, a música acaba abruptamente e a vontade é colocar no repeat.

Em suma, o EP é simplesmente o melhor lançamento do My Dying Bride desde do A Line Of Deatlhess Kings , embora eu tenha gostado muito do EP anterior, Bring Me Victory. Tem o feeling magistral dos bons tempos da banda, num misto dos violinos e riffs lúgubres do início de carreira com a maturidade do Songs Of Darkness... que dá todo um diferencial a sonoridade do grupo. My Dying Bride mostra que a banda evoluiu mas não perdeu a capacidade de emocionar. Quem é fã não vai se decepcionar, garanto.

E a discografia completa da banda já está atualizada.


Site Oficial//Site do EP @ Peaceville Records

Tracklist:

1.     The Barghest O' Whitby     27:04

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4 Responses so far.

  1. Damien Willis says:

    Só sei de uma coisa: Que capa hein?

    Deve ser a melhor deles.

  2. Forba says:

    Achou maneira? Sei lá, eu não acho bonita nenhuma das capas do My Dying Bride, apesar de reconhecer que essa aí descreve muito bem a vibe do disco

  3. Damien Willis says:

    Vai ver é por isso, porque as outras são bem feias mesmo. Mas eu gostei pelo 'resgate'... mesmo que não seja um resgate na própria banda, e sim externa, lembrando de capas de discos mais clássicas.

  4. Parabéns pelos comentários. Muito bem escrito, apesar de discordar o que foi postado sobre Evinta.

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