segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
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2011: TOP 50 - Parte 1

6 comentários

O ano de 2011 não veio pra brincadeira: a centelha da inspiração artística visitou vários estúdios e gravadoras nesse ano, ao redor do mundo, o que nos outorgou bastante dificuldade para organizar um TOP 10. Sendo assim, quintuplicamos esse número e, após um intrincado processo de votação, selecionamos os cinquenta melhores álbuns de 2011, e lhes apresentaremos durante essa semana, num total de cinco postagens.
Aviso, desde já, que o tom eclético e variado dos postadores desse blog foi muito bem refletido nos álbuns eleitos, sendo que você encontrará, aqui, registros de destaque dos mais diversos gêneros.
É bom que se ressalte que a ordem aqui figurada é, de certo modo, exemplificativa, e não exatamente a posição que cada um ocuparia no nosso ranking. Conseguimos, apenas, organizá-los em blocos, sem poder precisar uma posição exata de cada um deles.
Mas que petulância temos nós em avaliar e julgar discos? Pouco somos diante da famigerada indústria musical, correto? Por isso colacionamos, abaixo, duas opiniões sobre cada disco, pinçadas e traduzidas de resenhas dos mais consagrados veículos de informação.
Mais um detalhe: para que se evitasse a desabilitação rápido dos links para downloads, resolvemos acoplá-los num arquivo do bloco de notas. Você baixa os arquivos, e lá encontra a relação d elinks para baixar os dez álbuns que aqui listamos.
Sendo assim, apreciem, aproveitem e se envolvam nessa bela retrospectiva, cuja primeira parte está logo abaixo, e as próximas sairão até o apagar das luzes de 2011.


#50
Burzum - Fallen
(07/03/2011)

"Pode não ser a reinvenção da roda - se Belus foi apenas uma intenção parcial de levar a banda a novos territórios, Fallen é só um pouco mais esforçado nesse sentido - mas é, decerto, uma coletânea muito forte de composições que são, certamente, a cara de Burzum" - Metal Review - 8.2/10

"Fallen é um álbum extremamente leve, se o compararmos com o cinza e sombrio Burzum do passado. É menos friamente desloado, e mais grosseiro e retorcido" Sputnik Music - 3.5/5 estrelas

02 Jeg Faller by zhavnerovich
 
#49
Lykke Li - Wounded Rhymes
(01/03/2011)

"Seu segundo álbum é uma joia do weird-pop - inflamadas canções de amor que remetem a sucessos dos anos sessenta, mas que são moldadas em todos os tipos de formato. Li mergulha no Garage Rock e no Wintry Folk, mas o seu espírito-guia parece ser Phil Spector, e assim ela enlaça a percussão efervescente com o melodrama romântico ao estilo girl band" - Rolling Stone - 4/5 estrelas

"Em tempos de franquias vampirescas, ela tem muito mais em comum com Buffy Summers do que com a decadente Bella Swan. Li pode realmente arrebentar, mesmo em seus momentos mais difíceis, e nutre um desejo persistente de  uma vida normal e segura, o que - se o seu segundo álbum, Wounded Rhymes, for usado como indício - envolve amor intenso, ótimo sexo e passos estranhos de dança" - Pitchfork Media - 8.3/10



#48 
Girls - Father, Son, Holy Ghost
(13/09/2011)

"Father, Son, Holy Ghost é um disco sobre não ser capaz de professar seu desejo à pessoa que você admira, sobre o sentimento de decepcionar as pessoas próximas a você, e sobre implorar por redenção para aqueles que você tem. É como se Owens tivesse se trancado num quarto mal iluminado para fotografar seu desejo pessoal" - Popmatters - 9/10

"A primeira audição de Father, Son, Holy Ghost traz consigo um senso de familiaridade quase assustador, como se fossem canções que você vem ouvindo mesmo que você não possa identificá-las, e às vezes é surpreendente o quão específicas as referências podem ser" - Pitchfork Media - 9.3/10

Postagem Original
 


#47
Dir En Grey - Dum Spiro Spero
(09/08/2011)

"Neste momento da carreira, é simplesmente inexato chamar Dir en Grey de uma banda de metal, embora eles se usem bastante do gênero para sua única e ambiciosa fusão de estilos. Enquanto os singles de pré-lançamento Different Sense e Lotus são, de certa forma, retratos precisos dos sons utilizados em Dum Spiro Spero, eles são apenas uma amostra auditiva do todo que está em oferta" - Allmusic - 4/5 estrelas

"Esses artísticos roqueiros japoneses disseram que procuraram outorgar um tom esperançoso a Dum Spiro Spero, numa tentativa de fortalecer seus compatriotas depois das catástrofes de março, quando o país foi atingido por terremotos e tsunamis" - Revolver Mag - 3/5 estrelas

Postagem Original

Dir en Grey- Ruten No Tou by anbmjj
#46
Fair to Midland - Arrows & Anchors
(12/07/2011)

"A faixa mais interessante aqui é a muito estranha Amarillo Sleeps on my Pillow, um mash-up de Prog, Country e Hard Rock que é tão constrangedor quanto incrível" - Revolver Mag - 3.5/5 estrelas

"Suas melodias se tornaram muito mais complexas, seus vocais mais extensivamente disposto em camadas, com harmonias exuberantes, sua guitarra permanece em onze na escala de volumes, e os teclados de Matt Langley são, agora, uma parte mais central de seu ataque" - Allmusic - 3.5/5 estrelas

FAIR TO MIDLAND - Amarillo Sleeps on My Pillow by Season of Mist

#45
Steven Wilson - Grace for Drowning
(26/09/2011)

"A carreira de Steven Wilson, embora prodigiosa, além de qualquer padrão típico da palavra, não é, de forma alguma, perfeita. A carreira do Porcupine Tree não é, de forma alguma, perfeita, e alguns de seus passeios mais ecléticos, como o tributo Krautrock IEM, foram, talvez, por demais indulgentes até mesmo para eles. O que faz de Grace for Drowning um disco fenomenal é que ele não se dissipa nesses momentos de fraqueza, mas sim destaca tudo o que Wilson têm feito de certo" - Popmatters - 8/10


"Steven Wilson se juntou a Robert Fripp para remixar os álbuns clássicos do King Crimson. E parece que esse tempo que passaram juntos realmente incorporou em Wilson o King Crimson dos anos setente, já que Grace for Drowning é um caso de amor aventureiro que deve tanto ao material do início do Porcupine Tree quanto à era de In the Court of the Crimson King, In the Wake of Poiseidon e Islands do King Crimson" - Sea of Tranquility - 4/5 estrelas

Steven Wilson - Raider (edit) (full track from Grace for Drowning) by Kscope

#44
Born of Osiris - The Discovery
(22/03/2011)

"O que The Discovery faz é tornar as outras bandas de melodic/deathcore/progressivo nulas e vazias. A guitarra é o elmento principal, e a instrumentação do álbum, em geral, é fenomenal. Não-músicos podem encontrar dificuldades em apreciar as camadas de harmonia das guitarras, os arpejos dos teclados e os ritmos astutos" - Sputnik Music - 4/5 estrelas

"Muitos reclamaram por A Higher Place ser demasiadamente curto, então é bom que se saiba que The Discovery tem quase uma hora de duração, o que é quase o dobro do primeiro álbum. Durante essa hora de total e completa destruição, você irá se familiarizar com muitos dos vários elementos dos quais o Born of Osiris se utiliza" - The NewReview - 4/5 estrelas


#43


Wu-Tang Clan - Legendary Weapons
(26/07/2011)

"À exceção de Masta Killa e GZA, todos os melhores membros do Clan entregam versos totalmente novos aqui. Combinando isso com baixas perspectivas comerciais, esse nível de compromisso significa que Legendary Weapons é a coisa mais próxima que temos até agora de um legítimo e fodão álbum de rua do Wu-Tang Clan" - Pitchfork Media - 5/10

"Não é nada que você não tenha ouvido antes, mas vale ressaltar que os velhos truques ainda funcionam, como evidenciado pela esperteza de Method Man em Disel Fluid, que passa de seu amor pelos Smurfs para as injustiças do sistema legal de Nova York. Além disso, Legendary Weapons ainda é capaz de trazer aquela surpresa estranha" - The Guardian - 3/5 estrelas

03 Diesel Fluid by Pedestrian.TV

#42
Destroyer - Kaputt
(25/01/2011)

"As pessoas podem esquecer que Dan Bejar é engraçado pra caramba - ele semeia sua música com letras e melodias fundadas em brincadeiras. Mas a qualidade essencial de cada um de seus registros é a complexidade. Eles fazem várias coisas de uma só vez. Nisso, Kaputt passa a sensação de riqueza" - Pitchfork Media - 8.8/10

"Kaputt parece decidido a explorar esse mundo do vague pop, uma vez que duplica o mundo real. O álbum tem um escuro senso de urgência acerca disso, mas cada faixa é entrgue a um estilo fácil, à deriva, que nos passa a sensação de que nada está em jogo e tudo pode ser deixado pra trás" - Tiny Mixtapes - 5/5



#41
Florence + the Machine - Ceremonials
(28/10/2011)

"Maior e mais ousado do que o excelente Lungs, de 2009, Ceremonials rola na névoa sobre o Rio Tâmisa, distribuindo uma pesada mistura de Brit Pop infundido e hinos do Neo Soul, com exuberantes baladas de trailers de filmes que misturam o blues e o desespero eletrônico de Adele com o ornamentado e gótico melodrama de Kate Bush, bem como a transbordante era do Sisters of Mercy" - Allmusic - 4.5/5 estrelas

"Tão polida e desafiadora quanto foi o seu primeiro esforço, essa mais recente entrega tira o máximo proveito de Welch como compositora, atirando-a para um maior grau de dificuldade e alcançando um nível mais alto de proficiência" - Popmatters - 8/10

Postagem Original



6 Responses so far.

  1. Rômulo Alexander says:

    CARAMBA, FANTÁSTICO! MARAVILHOSO!

  2. Quero ver o que te no resto da lista....sera q terei uma boa surpresa?

  3. biscoitagem says:

    Legal!

  4. MEU DEUS DO CÉU, STEVEN WILSON EM 45º?! Heresia.

  5. Sinceramente eu odiei o Ceremonials. O primeio dela é beeem melhor. E na minha listinha os novos do Girls e do Destroyer ficariam em uam posição bem melhor =3

  6. HAROLDO SANCTUS says:

    Hails Burzum...

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