quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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Mutyumu - Il y a

9 comentários

Gênero: Avant-Garde/Experimental/Post-Everything/Neoclassical/etc.
País: Japão
Ano: 2008

Comentário: Os Japoneses são criativos, isso é inegável, ainda mais quando suas criações/invenções tendem para o bizarro, nesse quesito, pra mim, eles são imbatíveis. Porque, por mais inocente, banal ou ordinário que qualquer coisa for, eles possuem a incrível capacidade de tornar aquilo em algo bizarro, é como se fosse um toque de Midas, mas ao invés de ouro, transformam em algo em bizarro. Sei que a palavra “bizarro” já possui intrinsicamente uma conotação pejorativa, mas nesse caso, eu a uso apenas para denotar a condição de extraordinário, e fora do padrão. Porque muitas dessas bizarrices japonesas, não necessariamente são ruins, algumas chocam, outras são engraçadas, non-sense, e já algumas, como é o caso desse disco, são fenomenais, verdadeiras obras-primas. Mas porque todo esse falatório? É porque o álbum, ao qual dedico esse post, expressa exatamente o que eu disse, e retrata muito bem a incrível capacidade dos japoneses de serem bizarramente geniais!

Esse com certeza é um dos trabalhos que eu encontrei mais dificuldade para escrever uma resenha, porque ele é extremamente diverso e possui várias influencias. É aquele tipo de banda que você não consegue encaixar em nenhum tipo de gênero e para as quais se inventaram as tags Experimental, Avant-Garde e Post-Qualquercoisa. E para o grupo em questão, ainda não é suficiente.

Mutyumu, foi formada em 2001 no Japão e lançaram seu primeiro full-length, homônimo, em 2006, e o segundo trabalho foi lançado em 2008, “il y a”, esse que aqui apresento a vocês.

Bem esse é um álbum extremamente diverso, e seria impossivel resumir sua essência em uma resenha, portanto vou tentar dar uma visão beeem geral, pra que também a resenha não fique muito extensa e cansativa de ler.

As três primeiras faixas vão te dar uma boa ideia do que está por vir, e é com se preparassem o ouvinte para o resto do álbum. Começa com "intro - ilya -" que é uma puta de uma introdução, praticamente toda tocada por instrumentos de cordas friccionadas, como violino e violoncelo, muito leve e bela, um pouco melancólica e sombria, mas maravilhosa. Depois vem "die Ewige Wiederkunft” que pode pegar o ouvinte de surpresa, já que sai de uma leve e melodiosa introdução, para de rompante entrar uma guitarra e bateria rápidas, e logo depois o piano, para então tocarem freneticamente até darem uma acalmada, e deixar a canção mais leve, bem no estilo J-Pop, com uma bela e angelical voz feminina, dai pra frente à canção alterna de momentos mais suaves, para mais caóticos, com o piano sempre em evidencia. Então na faixa seguinte “L'œil est Dieu” já começa com a vocalista berrando e o instrumental bem caótico, meio post-hardcore. Daí pra frente cada faixa segue o mesmo padrão, que é o de surpreender o ouvinte.

Durante todo o álbum você vai ouvir violinos, violoncelos, piano, órgão, baixo, guitarra, bateria, sintetizadores, etc. Mas e a sonoridade? Bom, essa é extraordinária, do inicio ao fim, mas cada canção é única. Posso tentar citar algumas influências percebidas ao longo do disco que são Death Metal, Post-Hardcore, Post-Rock, Neoclássico, Jazz, Noise, Música Sacra, Folk, J-Pop, etc, etc, etc. Mas tudo isso misturado de forma coesa e executado com maestria pelos integrantes, que são versáteis e virtuosos, de forma que você pode ouvir duas músicas do mesmo álbum e pensar que são de bandas distintas. Um destaque especial para a vocalista Hachisunoit, que pode cantar como um anjo, ou berrar com um demônio. As canções ora são melodiosas, profundas, etéreas, caóticas, descontraídas, reflexivas, sublimes, atmosféricas, envolventes, bizarras, e muito, muito mais.

Essa foi uma falha tentaiva de colocar em palavras aquilo que não se pode expressar. Então sem mais enrolação, baixem o álbum, e desfrutem dessa obra ímpar.

[Site//MySpace//LastFM]

Tracklist:

1.intro - il y a - - (2:25)
2.die Ewige Wiederkunft - (6:14)
3.L'ceil est Dieu - (4:32)
4.toi et moi - (5:21)
5.repetitional existence - (5:52)
6.doxa incarnate - (4:31)
7.unforgiven - (6:12)
8.raison d'etre - (6:20)
9.sappho - (4:54)
10.prayer - (10:27)
11.hai no hi - (4:07)

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Mediafire//BayFiles//UppIT



9 Responses so far.

  1. Putz, muito bom!!

    Massssss, não me impressionei tanto com a sonoridade, acho q nada mais no Japão me impressiona! O álbum em completo eu achei bem homogêneo, com um final mais calmo e talz, bem agradável de ouvir! E a mescla dos vocais melódicos com os rasgados de fundo deu uma originalidade ao som!

    Curti muito! Parabéns pela postagem!

  2. Jesus, Násser, vcoe sabe como fazer vontade hein? Post-everything, vocais fofos/rasgados e duas japas se beiajndo na capa? BAIXANDO AGORA. hahaahah

    Depois eu comento!

  3. Olha, eu já conhecia essa banda antes e nem esperava vê-la por aqui, muito surpreso hahah. É que eu ando viciado em japonesices de boa qualidade, e coisas como Mutyumu, Kashiwa Daisuke, World's End Girlfriend, Yasushi Yoshida e Miaou são recomendadíssimas!

  4. O álbum é muito bom Alexandre, acho que vai gostar!

  5.  Esse tipo de japonesices são sempre bem vindas! :]

  6. Rômulo Alexander says:

    Que loucura hein... BOM POST, BOM POST!!!

  7. Násser, PIREI no álbum! A jeito em que eles transitam entre metal, e clássico é simplismente épico! Conheci o World's End Girlfriend aqui também e virei fã! Essas bizarrices japonesas são boas demais. hahaha

  8. Olá, eles tem o som um pouco parecido com Natsumen, uma banda japonesa excelente! mas mais instrumental.

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