quarta-feira, 28 de março de 2012
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Abigail Williams - Becoming

2 comentários

Gênero
: Black Metal
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Abigail Williams, nome da garotinha de 11 anos que em 1692 foi acusada de bruxaria na famosa cidade de Salem, em Massachusetts, e percusora do infeliz incidente que culminou na morte de dezenas de pessoas (e hoje é motivo de atração turística em Salem, por mais imbecil que isso pareça) é um nome bem adequado também para esta banda formada em 2004, em Phoenix, Arizona. Primeiro por ser uma banda de Black Metal estadunidense, e segundo e mais importante de tudo, por agregar ao seu Black Metal elementos do tão em voga na época Deathcore (que era tão pop quanto essa história das bruxas de Salerm). Felizmente essa fase 'metalcore' da banda ficou pra trás, e em 2012 o Abigail Williams traz, na minha opnião, o mais surpreendente lançamento de Black Metal do ano até agora.

A banda possui 3 full-lenghts na carreira, o primeiro, In the Shadow of a Thousand Suns de 2008 foi bem recebido por trazer ao Deathcore influências de bandas como Mayhem e Dark Funeral. No entanto a sonoridade era meio superficial, cheia de breakdowns de Deathcore além daquele - chatíssimo - vocal esguelado de bandas como Suicide Silence. Confesso que não cheguei a ouvir o segundo álbum dos caras, de 2010, In the Absence of Light, de tanto que eu não gostei do primeiro. Porém resolvi dar uma chance pra Becoming e me surpreendi.

Apesar de manter o mesmo vocalista desde o primeiro disco - que é o único remanescente da formação original - os vocais neste disco são completamente diferentes da estética do metalcore. Aliás, não tem nada que lembre nem remotamente ao Metalcore neste disco, e isso que me surpreendeu. A vibe do disco oscila entre um Black Metal bem sorumbático, cadenciado e por vezes bastante sinfônico - como na putaquilparilmente foda Beyond The Veil, totalmente inspirada pelo Emperor - mas dando lugar a blast beats e tremolos intensos, ainda que eles sejam muito mais próximos a bandas como Woods Of Desolation, Shining antigo e Hypothermia. Ou seja, há uma carga aqui extremamente próxima ao que chamariamos de DSBM, porém com uma approach diferente, difícil de explicar, que torna a sonoridade da banda ainda mais obscura e atmosférica. Voltando a comentar sobre os vocais, eles são responsáveis por grande parte do peso do disco, visto que ele em sua maior parte é bem cadenciado, alternando entre rasgados bem blackmetalerísticos e guturais extremamente graves nos momentos mais intimistas do disco.

Enfim, seria inocência de minha parte tentar explicar toda a gama de gêneros do Black Metal que o Abigail Williams explora num único disco, portanto ali no gênero está somente "Black Metal". Mas aqui temos muitas partes sinfônicas a lá Emperor, DSBM nas linhas melódicas de guitarra e baixo e na bateria quase sempre cadenciada, e uma pegada atmosférica dada pelos vocais quase sempre abafados e solos lentos reverberizados ao longo das faixas. É um discasso, em suma. Recomendado a todo fã de Black Metal mais ortodoxo, pois o Abigail Williams largou a adolescência rebelde do metalcore pra trás e caiu de cabeça no estilo que nunca deixou de lado, o Black Metal de verdade. Divirtam-se.

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Tracklist:

1.Ascension Sickness 11:12
2.Radiance 5:33
3.Elestal 8:12
4.Infinite Fields of Mind 10:11
5.Three Days of Darkness 2:27
6.Beyond the Veil 17:31

Links:

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2 Responses so far.

  1. Gustavo says:

    não conhecia a banda... na boa, muito bom! e que album foda! valeu por compartilhar...

  2. xaropealex says:

    haha belas palavras "approach, putaquilparilmente, blackmetalerísticos"
    muito bom o disco.

    ps.: o ZSHARE num deu certo, o WEGOTMEDIA pediu cadastro, os outros estão de boa.

    VAleu

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