quinta-feira, 8 de março de 2012
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Ego Fall - Discografia

2 comentários

Gênero: Melodic Death/Folk Metal
País: Mongólia Interior/China
Periodo de Atividade: 2001-Atualmente

Comentário: Eu particularmente gosto muito de Folk Metal, não só do Celta e Medieval, mas das bandas em geral que se propõe misturar elementos musicais da sua cultura local, ou de outras culturas especificas, com alguma vertente do Metal. Mas o que acontece é que predominantemente, o que se encontra por ai são bandas que misturam elementos da cultura escandinava, celta e eslava, o que não é ruim, pelo contrario, eu gosto dessa receita, com a gaita-de-fole, harpas, flautas e tudo mais, mas seria interessante também ouvir um Folk Metal influenciado por outras culturas menos conhecidas, menos difundidas, e em lugares que não tem tradição, ou muita expressividade no meio Metal. Conheço algumas bandas desse tipo, e dentre elas essa que posto aqui hoje, que é uma das minhas preferidas. Resolvi postar ela agora por conta também do meu último post sobre música ritualística influenciada pelas raízes do budismo tibetano (aqui), já que essa banda é de uma região próxima, e possuir similaridades culturais. Os membros da banda são provenientes da Mongólia Interior, região autônoma, mas que está sob jurisdição da China. A banda em questão se chama "颠覆M" em Chinês, mas para divulgação internacional usam o nome de Ego Fall.

A banda surgiu por volta do ano de 2000, mas passou por várias mudanças no seu line-up, no nome e no estilo musical, até que por volta de 2007 já estavam com os membros definidos e com uma proposta musical mais concreta, que é um Melodic Death Metal pendendo para o Metalcore, com influências musicais da cultura local.

Em 2008 os caras lançam seu primeiro trabalho, intitulado “Spirit Of Mongolia” e apesar do nome do álbum dar a ideia de que ele viria carregado de influências da cultura local, nesse primeiro lançamento eles foram mais discretos, mesmo que em algumas canções eles fazem uso do canto difónico, e a técnica vocal que eles usam é muito parecida com a que os caras do Phurpa fazem, e os elementos da musica local são menos evidentes, predominando Melodic Death Metal com influencia da música eletrônica, que é possível notar em várias canções, o que deu um contraste bem bacana. Mas mesmo o álbum não sendo tão Folk, ele não é ruim, pelo contrario, achei muito bom, porque os caras conseguem fugir dos clichês desses gêneros já tão desgastados.

Então em 2010 lançam seu segundo álbum, intitulado “Inner M”, fazendo referência a sua terra de origem: Inner Mogolia (Mongolia Interior), e nesse álbum podemos perceber que os integrantes evoluíram musicalmente e já apresentam um trabalho mais consistente e maduro, bem estruturado, que no tocante as influências do Metal continuaram as mesmas, um Death Metal Melódico, com toques de música eletrônica, só que dessa vez lotado de influências musicais da cultura local, tanto que nesse disco algumas canções são em Mandarim e também na língua mongol, diferente do primeiro em que todas as canções são em Mandarim, o que pra mim ficou perfeito, porque apesar de não entender bulhufas, creio que eles conseguiram captar a essência da música regional e misturar de forma coesa com os elementos do Metal. As canções possuem passagens pesadas, com guturais e vocais rasgados, que intercalam com momentos calmos e que evocam uma atmosfera de meditação, com cantos tradicionais, o canto difónico também está presente, ou momentos mais melódicos, com vocal limpo, tudo permeado pelos elementos da cultura local, que às vezes são predominantes, ou em alguns momentos cede o lugar para a agressividade e impetuosidade do Metal, e em contraste, alguns elementos de música eletrônica aqui e ali dão o toque final. Dizendo assim parece que o som é uma bagunça, mas não é, os integrantes unem todos esse elementos de maneira harmoniosa e agradável.

Como não conheço muito a respeito da cultura dos caras, e as informações sobre a banda que encontrei são repetitivas e descrevem quase nada a respeito da influência da música regional, eu não sei listar os instrumentos usados e nem a origem das influências com precisão, mas imagino que devem ser do budismo e ritos xamânicos antigos, que é bastante comum naquela região.

Essa banda pra mim além de um deleite é um achado, e eu realmente tiro o chapéu para o trabalho dos caras, porque conseguiram lançar dois álbuns de extrema qualidade, mesmo sendo de uma região bastante precária tecnologicamente e e que não possui tradição no que se refere ao Metal, de forma que era necessario que fossem para Beijing todo ano para gravar e tentar divulgar o trabalho, e mesmo assim, conseguiram fazer com maestria o que muitas bandas com todos os recursos possíveis, falham miseravelmente.

Extremamente recomendado!

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Releases:

Álbum: Spirit of Mongolia (蒙古精神)
Ano: 2008

Tracklist:

1.Spirit of Mongolia - (4:50)
2.Gates of Nightmare - (4:33)
3.Holy Totem - (4:28)
4.Self Awakening - (3:36)
5.The Principle of Troublous Times - (4:31)
6.Echo of Abyss - (4:50)
7.Rebirth - (3:36)
8.Requiem - (3:57)
9.Iron Heel - (3:39)

Download:




Álbum: Inner M
Ano: 2010

Tracklist:

1.传说 - (5:07)
2.吹响号角 - (3:53)
3.勇敢的心 - (5:04)
4.苏力德之下 - (4:36)
5.东归 - (3:58)
6.游牧者的骄傲 - (4:10)
7.永恒-瞬间 - (4:24)
8.不灭之火 - (4:48)
9.无疆 - (3:49)

Download:


2 Responses so far.

  1. VeloTroll says:

    Pareceu bem interessante. Baixando!

  2. Pedrohosouza says:

    Tem um clipe ao vivo deles no youtube que dá para ver que a molecada da Mongólia também curte a mistura de sons. http://www.youtube.com/watch?v=q3KnT5KaBDc&feature=related
     

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