quinta-feira, 26 de abril de 2012
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Deformed Elephant Surgery - Cosmic Sphere Of The Dying Minds

4 comentários

Gênero: Experimental/Cybergrind/Synthcore
País: Finlândia
Ano: 2011

Comentário: Eu não sou muito de escutar Cybergrind, escuto de maneira esporádica e normalmente é para irritar meus vizinhos, ou sacanear com alguns amigos (principalmente aqueles que dizem que só escuto música de doido). Essa minha falta de afinidade com o “gênero” é porque ele é um daqueles que andam no limite do que é música e barulho sem sentindo, sendo por vezes chatos e tediosos, por seguirem uma mesma estrutura sem muita inovação. Além do que, quem escuta sabe, o som é intenso e denso de mais, e definitivamente não é para qualquer um.

Mas esses dias, enquanto estava ouvindo alguns álbuns que baixei há um tempo, eu encontrei dentre eles uma banda desse segmento, mas que mesmo possuindo similaridades com as demais, possui diferenças bastante significativas, que a faz divergir, e muito, das suas “irmãs” do “gênero”. Este fato fez com que eu ouvisse o álbum, mais de uma vez, e gostar do material, e como consequência, vir aqui e compartilhar com vocês.

Pois bem, a banda é composta por apenas um integrante, um finlandês que atende por Vermin, que começou em 2009, e mesmo com apenas 3 anos de existência, já possui uma discografia extensa, mas eu não escutei os outros trabalhos, e esse que estou postanto foi o único que ouvi até agora, mas como eu gostei, vou baixar mais material dele. No seu Facebook ele cita uma caralhada de influências, das mais diversas e heterogêneas possíveis, que faz você pensar que é um exagero, mas quando começa a ouvir as canções do cara, você percebe que não é.

Como o som é bastante diversificado e bebe de várias fontes, fica difícil falar sobre ele, mas vou fazer o seguinte, vou começar falando das similaridades com as outras bandas de Cybergrind, para depois destacar no que essa se difere.  No Facebook da banda está dizendo, que o projeto começou como uma banda de Cybergrind qualquer, mas que com o tempo foi ficando mais elaborado. E esses resquícios do velho Cybergrind ainda estão presentes, como o próprio nome da banda: Deformed Elephant Surgery, e a sua grafia ilegível, assim como os títulos das canções, grotescos, bizarros e de mau gosto. Também está presentes aqueles vocais ultra-guturais, rasgados, rugidos, grunhidos, esganiçados, gritados e por vezes modificados digitalmente, deixando-o completamente ininteligíveis e com aquele aspecto borbulhante e nojento (como se fosse um monstro saído do esgoto). Outra similaridade é o som, turbulento, ruidoso, por vezes sujo, podre, chegando quase a exalar mau cheiro, características essas indispensáveis para bandas desse estilo.

Agora vamos falar o que faz a banda se destacar das demais, a começar pela capa do álbum, que não tem nada de muito chocante, é até uma arte bem bacana. Também tem a duração das canções, que nas bandas tradicionais não duram mais de um minuto (algumas nem dão tempo de fazer scrobble), e já nessa, possuem canções de até 9 minutos. Dai você pode pensar que é uma tortura ouvir um Cybergrind barulhento e ruidoso por tanto tempo, mas ai que está o diferencial, apesar do cara usar apenas sintetizadores, o som é extremamente heterogenêo e variado, e suas canções são imprevisíveis, com mudanças bruscas de tempo e estilo. São canções extremamente elaboradas, com até um ar de progressividade, criando diferentes atmosferas, alguns sombrias, outras mais alegres, futuristas, robotizadas, meio alienígenas, épicas, etc., o que destoa completamente dos padrões do “gênero”, e que me fez gostar tanto desse trabalho. Outra coisa é a diversidade das canções, as suas multiplas influências, que são as mais diferentes possíveis, sendo algumas até impensadas para esse tipo de música extrema. Porque com a devida atenção, é possível notar, mesmo que discretas e meio abafadas pelo som ruidoso e agressivo (com tendências para o Noise, EBM, Dark Electro) traços de Synthpop, Futurepop, alguns sons 8-bit, etc. Assim como influências mais explicitas como o Breakcore, e o Dubstep (mas esse movimento mais novo, com batidas intensas e pulsantes, por vezes robotizadas, que alguns chamam de Filthstep), também você vai ouvir alguns samples, entre outras coisas, muitas outras, que não dá pra citar tudo.

Eu não queria me prolongar tanto nessa resenha, mas não teve jeito, e estou parando sem citar um monte de outras coisas sobre o disco (sei que sou prolixo), mas esse álbum é recheado de influências, todas juntas de maneira brilhante, criando um som muito denso, de difícil audição, mas indiscutivelmente brilhante, que faz do seu criador merecedor de respeito, por pegar uma gênero que normalmente é feito pelas coxas e de qualquer jeito, refina-lo, e deixa-lo elaborado, de forma que o trabalho reivindica do ouvinte uma atenção maior, para poder identificar e aproveitar todos os detalhes e peculiaridades que as canções tem para oferecer.

Outro diferencial é que o cara tem um canal no Youtube, onde coloca seu material para divulgação, e na descrição de alguns videos ele coloca um link para donwload do álbum em questão, de graça, no Mediafire. Portanto, se interessarem, é só ir lá e baixar os seus outros trabalhos. Colocarei o link do canal logo abaixo.

MySpace || Lastfm || Youtube

Tracklist:

1.Intro/Summary of Humanity - (0:18)
2.Skinned Alive and Fed to Priests - (9:06)
3.Decapitated with a Rubber Duck - (3:27)
4.Skullfucking a Fetus - (5:22)
5.Necrophilic Mutilation of Angels - (8:01)
6.Depraved Molester Clown - (3:00)
7.Diabolical Corpse Predator - (5:44)
8.11wbkzp - (6:11)
9.Fuck Their Brains Out - (3:08)
10.Kindergarten Zombie Infection - (1:38)

Download:
(92mb, 320kbps)
Mediafire || Sharebeast || Syfiles || UppIT

Esse video contém o álbum completo:

4 Responses so far.

  1. Nóza says:

    fiquei curiosa, gosto desses guerreiros q fazem td sozinhos, ainda mais com esse grau de complexidade

  2. Násser says:

    Nóza, acho que vale a pena você experimentar, mas pode não ser agradável no inicio, e depois menos ainda! Huahauhuaha... Mas é um trabalho bem feito, pelo menos eu achei. E acho que esse cara pode ser chamado de guerreiro sim, porque além de ser one-man-band, ele é bastante prolifico, em um espaço de 3 anos lançou 11 álbuns.

  3. Forbidden says:

    Bom, eu como músico ex-integrante da cena do Cybergrind brasileiro :B Digo que realmente principalmente do meio pra frente o cara inclui na sonoridade dele diversos elementos eletrônicos bem além de simplesmente batida eletronica a 3 milhões de BPM e vocal balbuciante, e isso foi o que mais gostei.

  4. Nóza says:

    11 ALBUNS VÉI? esse cara pode ser bom, mas tem problemas ;p

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