sexta-feira, 29 de junho de 2012
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Ice-T - The Iceberg: Freedom of Speech... Just Watch What You Say

5 comentários
Gênero: Hip Hop / Rapcore
País: Estados Unidos
Ano: 1989

Comentário: Os fãs mais desavisados de Law & Order: Specials Victims Unit podem achar que o Detetive Fin Tutuola é apenas mais um ótimo personagem coadjuvante para abrilhantar o envolvente seriado. No entanto, por detrás daqueles olhos de ressaca e estiloso rabo de cavalo há um cara polivalente e prrolífico, que participou ativamente da era de ouro do Hip Hop, qual seja a segunda metade da década de oitenta e a primeira da década de noventa.
Trata-se de Tracy Marrow, um senhor de cinquenta e nova anos, que em boa parte deles ficou conhecido pelo seu pseudônimo, Ice-T. Com oito álbuns de Rap lançados, cinco deles no período supracitado, Marrow sempre foi muito polêmico em seus trabalhos. Um dos grandes expoentes do Gangsta Rap, não se restringia, entretanto, à ostentação afeita a este nicho: sempre trazia em seus discos músicas absolutamente críticas, de exsurgência contra a situação depreciativa em que seus semelhantes se encontravam.
Um de seus trabalhos que melhor representam essa sua faceta é The Iceberg: Freedom of Speech... Just Watch What You Say, lançado em 1989, que já se inicia de forma inusitada: sampleando guitarras do Black Sabbath, Jello Biafra abre o disco com um spoken word de um fictício aviso de restrição de direitos fundamentais por parte do Governo Americano. Outra faixa de destaque é Lethal Weapon,  a qual alerta que a principal arma que um ser humano pode usar contra qualquer injustiça que esteja passando é a sua própria mente. Pensar é subversivo, já dizia o DOPS. É um disco que pode ser considerado um dos precursores do Rapcore, que viria a se disseminar completamente alguns anos mais tarde, com o Rage Against the Machine.
Marrow é, também, bem eclético: poucos sabem, mas, além de sua sólida carreira de rapper e de ator, ele é vocalista de uma banda de Thrash Metal, chamada Body Count, que já lançou quatro discos. Além disso, é casado com ninguém menos que Coco Austin, atriz performática e símbolo sexual americano. É, sem dúvida, um cara peculiar.

[ MySpace / LastFM ]

Tracklist:
  1. "Shut Up, Be Happy" - 2:36
  2. "The Iceberg" - 4:22
  3. "Lethal Weapon" - 4:34
  4. "You Played Yourself" - 4:15
  5. "Peel Their Caps Back" - 3:42
  6. "The Girl Tried To Kill Me" - 4:08
  7. "Black 'N' Decker" - 1:17
  8. "Hit The Deck" - 3:46
  9. "This One's For Me" - 4:33
  10. "The Hunted Child" - 4:27
  11. "What Ya Wanna Do?" - 8:58
  12. "Freedom Of Speech" - 4:11
  13. "My Word Is Bond" - 5:07

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5 Responses so far.

  1. Koticho says:

    Body Count eterno, Black Metal

  2. Forbidden says:

    Eu detesto fazer esse tipo de comentário, mas esse álbum é marcante pra mim, vou ter que falar. A uns 6 anos atrás um amigo que ouvia rap me mostrou ele, e numa época que eu tava bem curioso sobre qualquer tipo de música, mas por causa dele eu nunca mais gostei de Gangsta Rap. Até hoje não gosto, mas além disso passei a detestar a figura do Ice T e o estilo como um todo. O cara faz ~criticas ao sistema~, ai fica rico e coleciona carros. Ou seja, era critica a opressão do sistema, ou revolta por que ele não fazia parte dos que ganhavam com o sistema? Sem querer dar uma de chato, mas já dando, o fato é que eu vejo o funk dos Mc Catra da vida possuindo exatamente a mesma lógica e as pessoas tendem a ver isso negativamente, enquanto o gangsta rap é admirado, muitas vezes, por ser supostamente uma das vozes dos negros americanos nos anos 90. Mas pelo menos ele é amigo do Chris Barnes e deve ouvir mais Death Metal que esse blog todo junto.

  3. xaropealex says:

    Nussa tinha 6 anos quando isso foi lançado... Legal que ainda tem coisas atuais...
    Afinal vivemos ainda nos anos 60´s, nada mudou apenas a tecnica de como fazer.
    Voltaire ainda tem ficção cientifica e comedias mais atual que MIB3.

  4. xaropealex says:

    *atuais

  5. Então Forbam, eu entendo o seu ponto. Esse seu argumento é muuuito utilizado contra o RATM, por exemplo, já que eles sempre atacaram as grandes corporações, mas andam de primeira classe. Sem entrar nessa questão, quanto ao Gangsta Rap, eles começaram, sim, como a voz dos negros dos guetos e tal, mas pelo lado da violência, retratando os corres que eles faziam pra tentar ficar ricos e sair da miséria. Com o tempo esse tipo de música foi se tornando pura ostentação, não é o meu nicho do rap favorito, confesso, mas já nessa época o Ice-T fazia isso, mesmo nesse CD. O caso é que ele tem algumas letras fortes sobre virar o jogo, entende? Sobre o que fazer pra não se subm,eter a certas coisas e sair da condição de miséria e opressão, não necessariamente do jeito que ele saiu, pela arte, mas de qualquer forma. Por isso que eu acho válido. è um tipo de mensagem que, se não fosse por esses discos, não chegaria a tanto lugar como chegou com eles, entende? É somente por esses fatos que eu admiro esse tipo de artista. ÓBVIO que é meio hipócrita da parte dele gritar contra o mundo e colecionar carros, mas mesmo assim, quanta gente pobre por causa dele, ou de um Bigga, de um De La Soul, não foi estudar, não foi procurar um emprego, não começou a pensar e saiu de uma situação ruim? Do mesmo jeito, por outro lado, quanta gente não entendeu errado e foi pro crime tentar ganhar uma bolada pra sair da miséria? Tem as duas faces da moeda, eu sei, mas é por isso que eu exalto no texto. Ele conseguiu, da forma dele, o seu objetivo. E está instigando outros a fazer o mesmo, quer seja para, quando chegar lá, fazer caridade e dar uma vida boa aos filhos, quer seja para coelcionar carros e casar com uma loira peituda de vinte anos a menos. Entende meu ponto?

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