quinta-feira, 26 de julho de 2012
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Porco na Cena #3 - The Agonist

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Confesso que hoje em dia o Metalcore/Death Metal Melodico do The Agonist não me empolga tanto, mas as vezes a oportunidade surge, show é show, então fomos prestigiar a apresentação do quinteto canadense que retornou a São Paulo exatamente 1 ano depois de sua primeira apresentação por aqui. 

O local escolhido para o show fora o Carioca Club, tradicional casa paulistana de pagode, mas que nos últimos três anos se tornara um dos principais estabelecimentos para shows de metal e hardcore, uma quantidade absurda de bandas internacionais apareceram por aqui nos últimos anos e passaram por lá. O que na verdade não é uma má escolha, (porém, pro The Agonist foi). Não se tem muitos espaços para shows com a infra-estrutura e tamanho oferecidos pelo Carioca. Possui uma lotação para cerca de 1500 pessoas, palco bom, visibilidade boa de qualquer lugar da casa, acústica razoável, e aparentemente é uma opção de locação bem barata. Porém, os produtores devem ter noção do tamanho da banda que estão produzindo, e não jogar um show numa casa bem maior do que o publico da interessado.



Entrei no lugar por volta das 18:45, horário em que a banda de abertura Shadowside já se apresentava, para um publico que malemá ocupava 1/4 da lotação total da casa. Quanto ao Shadowside, é uma banda competente no que faz, já tem mais de 10 anos de estrada, e apesar de exalar aquela breguisse típica do heavy metal, com calças de couro coladas e discurso furado sobre a "mídia manipuladora", não há criticas sobre sua música, executam com perfeição sua proposta músical, e fizeram bem seu trabalho de aquecer os presentes para o show principal da noite, conseguindo conquistar o publico e interagir bastante durante as nove músicas executadas. 

Cerca de meia hora depois, as cortinas do palco se fecham e o instrumental introdutório começa a soar. Sem muita diferença de público para o show do Shadowside, algo em torno de 400 pessoas esperavam frente ao palco, confesso que deu um pouco de pena ver mais da metade da pista completamente vazia, é nisso que me refiro que os produtores deveriam ter um pouco mais de noção, e realizar o show em um espaço menor como o Hangar 110 ou a Inferno Club, essa sensação de vazio acaba atrapalhando no andamento do show, fica tudo muito disperso, sem imersão. Tanto é que fora uma das aberturas mais fracas que já presenciei em um show de metal, onde a banda surgiu, começou a tocar e todos ficaram apenas parados observando. Com o tempo a empolgação do publico melhorou, mas se tornando no máximo mediano, não chegando perto de shows do mesmo gênero que já presenciei anteriormente.


A banda é realmente muito boa, tem potencial. Alissa é de fato extremamente bonita, ainda mais ao vivo do que em fotos, hipnotizante simplesmente, e realmente tem um vocal um tanto quanto potente, sem deixar a desejar tanto nos guturais quanto nos limpos. Porém, ainda precisa evoluir muito como frontwoman, sua presença de palco é fraca e sem carisma, tem muito o que aprender por exemplo com Angela Gossow, que chama o show todo pra si. Alissa tem sorte de ter os companheiros de banda que tem, visto que esses sim esbanjam carisma e energia, é notável que os caras dão o sangue ali em cima e não param de agitar em momento algum, principalmente o baixista Chris Kells e o mais novo guitarrista do grupo, Paco. Estes se posicionam o show inteiro na beira do palco e dali quase não saem, sem parar de interagir quase que o show inteiro com aqueles fãs que estavam na frente deles, além de claro, serem excelentes instrumentistas.


Não sei se eles realmente curtiram a vibe do show, ou se pela péssima equalização de som e microfonias constantes que ocorreu por mais da metade da apresentação, onde tudo soava embolado, vocais baixos, guitarras bagunçadas e tudo o mais, eles foram condescendentes com aqueles que estavam lá e tocaram mais do que o de costume. Em uma breve pesquisa, pude ver que o máximo de músicas que o grupo costuma tocar é de 11 ou 12 faixas, aqui tivemos um setlist de 15 músicas. Achei bem legal isso, independente do motivo, é sempre gratificante ver quando a banda se importa com o publico de alguma forma. 


Em resumo foi um show bacana, o The Agonist é uma banda boa, que mereceria até mais popularidade do que tem, e mais focado em cima da sua qualidade musical, e não só em cima da beleza de Alissa que é o principal fator de divulgação do grupo. Infelizmente houveram contra-tempos como o pequeno publico que não era lá dos mais empolgados (talvez pelo fato de tudo estar muito disperso como citei anteriormente), e pelo som que só foi se arrumar do meio para o fim do show. Sorte para eles quando retornarem na próxima vez.


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