quarta-feira, 1 de agosto de 2012
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A Forest of Stars - A Shadowplay for Yesterdays

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Gênero: Experimental Black Metal
País: Reino Unido
Ano: 2012

Comentário:
Não, não. Não adianta bater o pé e dizer que o excelente A Forest of Stars pertence àquele gênero chamado de Psychedelic Black Metal- o que viram de tão psicodélico no som dos caras? Se for pra descrever com mais exatidão, a banda pratica um metal extremo com requintes de Black Metal, ainda que de uma forma totalmente livre e experimental, com elementos de Dark Cabaret, ambient e neoclassical. Não consegue imaginar? Então, pra dificultar um pouco mais a compreensão, imagine tudo isso misturado a um visual vintage baseado na era vitoriana. Não, de forma alguma lembra Diablo Swing Orchestra. Seria um experimental menos, digamos, ''cômico''.

Eu já acompanhava a discografia da banda há algum tempo (levado pela curiosidade de saber o que diabos era o tal ''black metal psicodélico''). Pois bem, as canções da banda nunca foram de fácil assimilação, fosse pela duração das músicas (quase todas passavam dos doze minutos), fosse por toda a complexidade que envolvia violinos, flautas, vocais femininos, riffs pesadíssimos de guitarra, bateria enérgica, baixo galopante e vocais guturais bastante rasgados. Neste álbum de 2012 é bastante diferente, já que as canções ficam numa média de 6- 7 minutos- mas a complexidade de que falei anteriormente permanece. Pois bem, não esperava por um lançamento da banda para este ano, mas logo de cara percebi que entraria no meu top 10 de 2012.

Geralmente intros de álbuns são completamente dispensáveis, mas a intro de três minutos aqui contida prepara muito bem o ouvinte para o que há de vir. Logo se segue a segunda canção (na verdade a primeira se desconsiderarmos a intro), em seus 7 minutos (isso, para uma canção rotineira da banda, é curto!), mostrando belíssimas melodias de violino, e também riffs de guitarra tipicamente extremos (estamos falando em Black Metal aqui, mas não espere ouvir palhetadas). A terceira canção segue a mesma linha, mas agora apresenta uma percussão (não bateria) bastante trabalhada e os vocais femininos dão as caras (executados por Katheryne ''Queen of the Ghosts'', que já teve uma participação no My Dying Bride). Na quarta música,
temos o primeiro contato com o híbrido de Metal Extremo e Dark Cabaret, ainda que de forma sutil; o que se repete na canção Gatherer and the Pure, que ganhou videoclipe (veja abaixo).

Pulando Man's Laughter (um instrumental dispensável), o belo instrumental de The Underside of Eden se mostra quase hipnotizante (isso também se dá pelos vocais limpos ao fim da música). Gatherer of the Pure, que ganhou videoclipe como já havia comentado; os riffs intensos de Left Behind as Static, e eis que chegamos às duas partes de Corvus Corona. Ambas funcionam em perfeito fluxo uma para a outra, com melodias diferenciadas do resto do álbum e, por fim, Dead Love fecha o Jogo de Sombras de Outrora de forma suave, como se a ideia do álbum fosse diminuir de intensidade até acabar. E provando que os britânicos também entendem muito bem quando o assunto é Metal Extremo experimental.

Site Oficial//LastFM

Tracklist:

1- Directionless Ressurrectionist
2- Pray Tell of the Curch Fate
3- A Prophet For a Pound of Flesh
4- The Blight of God's Acre
5- Man's Laughter
6- The Underside of Eden
7- Gatherer of the Pure
8- Left Behind as Static
9- Corvus Corona (Pt I)
10- Corvus Corona (Pt II)
11- Dead Love

Download:

Rapidshare//Mediafire

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