quinta-feira, 25 de outubro de 2012
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Against Me! - Against Me! Is Reinventing Axl Rose

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Gênero: Folk Punk
País: Estados Unidos
Ano: 2002

Comentário: Esta postagem reúne dois hábitos que não são muito comuns nas minhas postagens: o primeiro deles é a de resenhar algo baseado em impressões pessoais, que só fazem sentido pra mim - vocês entenderão do que estou falando mais adiante. A segunda é começar uma postagem e mandá-la pro ar logo em seguida, sem salvar pra continuar no dia seguinte - essa parte é realmente bem, enfatize-se, BEM rara. Procrastinação reina até quando o assunto é a diversão de escrever sobre música.
Pois bem,  Against Me! Is Reinventing Axl Rose é um álbum ao qual eu dei muita atenção quando descobri, cerca de uns quatro anos atrás, e para o qual, de quando em quando, acabo retornando, pra me consolar quanto a alguma coisa que não vai bem. Trata-se do debut da banda de Tom Gabel - hoje Laura Gabel, por conta de uma corajosa atitude, de cujos detalhes você pode se inteirar aqui - e é com pesar que eu ressalto que nunca mais o Against Me! conseguiu repetir o feito: lançou mais quatro álbuns, todos bons, mas nenhum tão reluzente.
Aqui eu encerro as informações técnicas e começo com a parte pessoal: nunca fui muito chegado a vocais rasgados ou exagerados, e nesse disco é fácil perceber um Gabel gritante, que não alivia suas cordas vocais nem nos versos mais inexpressivos. Apesar dessa minha preferência meio afrescalhada, o disco me conquistou desde a primeira audição, me fazendo vencer mais um preconceito musical.
E acho eu que contornei essa pendência exatamente pelo ar amador que os vocais trazem ao álbum, e isso de forma alguma é algo ruim. Pelo contrário, dá uma noção de que aquilo ali foi feito entre amigos, o que inevitavelmente nos dá a certeza de que foi feito com o coração, e é por isso que as faixas me passam a estranha sensação de que tem algo da minha personalidade naquilo tudo, a incômoda conclusão de que, apesar de toda a barulheira do registro, a irresponsabilidade latente dessas músicas acabam por me acalmar.
É o clima amistoso de, por exemplo, We Laugh At Danger (And Break All the Rules), cujo coro de fundo mostra a grande alegria e carinho com que as composições e arranjos foram feitos, que me ganhou, no tocante à óbvia e irresistível imaturidade da obra. É a esse tipo de música que eu recorro, buscando um alento, quando me dou conta de que esse lance de responsabilidade depois de grande é sério mesmo, e que a volta ao status quo anterior não é uma opção; ou quando, por exemplo, o meu interesse por política me faz perceber que, mesmo o candidato com o qual eu simpatizo, também é defendido por muita gente babaca de argumentos hipócritas, com a mesma ética seletiva que os eleitores do adversário ostentam sem vergonha alguma. Coisas desse tipo que te fazem pensar, assim, a esmo.
Peço perdão mais uma vez pela resenha rasa, mas esse blog não é tão sério, não é mesmo? Já que não há formalidade, já que não recebemos pra isso, nem somos jornalistas, porque não variar um pouquinho? Afinal, essa é a graça da música: o ouvinte interage com som e o transforma aquilo em algo só seu, com suas impressões digitais inapeláveis. Uma música nunca é a mesma coisa pra duas pessoas diferentes. E pra você, o que é a arruaça de Gabel e seus comparsas? Pra mim, de modo incompreensível, faz bem.




Tracklist:
  1. "Pints of Guinness Make You Strong" - 2:40
  2. "The Politics of Starving" - 3:06
  3. "We Laugh at Danger (And Break All the Rules)" - 3:17
  4. "I Still Love You Julie" - 3:12
  5. "Scream It Until You're Coughing up Blood" - 2:29
  6. "Jordan's 1st Choice" - 2:08
  7. "Those Anarcho Punks Are Mysterious..." - 2:24
  8. "Reinventing Axl Rose" - 2:25
  9. "Baby, I'm an Anarchist!" - 2:40
  10. "Walking Is Still Honest" - 2:37
  11. "8 Full Hours of Sleep" - 4:00

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