quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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Porco na Cena #13 - Sweden Rock Festival 2012

3 comentários

É com muito atraso orgulho que apresento a resenha do Sweden Rock Festival! 

Depois de muita aventura, muita emoção, muita vid@ lok@, muito sentimentalismo, muito amor no coração, e se duvidar, uma quase demissão aqui do blog ;p, aqui vai o meu relato representando o Porco na Suécia, finalmente!

Como o prometido, dei um pulo ali naquela terra linda de deus (com pessoas lindas de deus também, só pra caso algum desinformado nunca tenha ouvido falar sobre isso) e tive uma experiência bacaníssima no festival mais organizado que eu já vi e que eu provavelmente vou ver (a não ser que eu vá novamente). 

palco principal do festival + céu sueco ;p

Bom, como ele acontece nos arredores de Sölvesborg, no litoral sudeste do país, e no meio de praticamente nada, vou dar as coordenadas de como cheguei lá. De Estocolmo o jeito mais interessante em termos de custo-benefício (o que eu encontrei pelo menos) é usar os trens SJ. Você para no centro de Sölvesborg, que é uma cidadezinha pequena, simpática e...meio vazia.

bilhete do trem SJ

De lá, só pegando o ônibus especial do festival, que funciona pela empresa Veolia (eu comprei o acesso ilimitado antecipado, que dá direito a essa pulseira que você vai usar quase para sempre e que pode te colocar em perigos latentes, como vocês verão mais adiante).

horários dos ônibus Veolia para o Norje de Sölvesborg, onde fica o festival

Chegando lá, você encontra além de muita organização, uma concentração sem fim de todos os clichês possíveis de metaleiros/góticos/posers/hard rockers/hello kitty inspired e tudo isso misturado. Na minha época adolescente e poser-wannabe eu via figuras assim, mas por um tempo elas pareciam ter sumido aqui da minha cidade (Curitiba). Lá, pude registrar alguns ~modelitos únicos~, como vocês podem ver a seguir :

é um rabo, mas é viking ok

e só um viking usa camiseta rosa, calça de zebrinha E rabo e continua macho pra c*ralho

Enfim, é só pra vocês saberem que só por isso já vale tudo a pena haha ;p

Como na maioria dos festivais europeus, você ganha a famosa pulseirinha, e pode, assim como os festival-maníacos, usar tipo cordãozinho de Nossa Senhora do Bonfim, até cobrir seus braços inteiros, fazer marcas de sol e então cair sozinho. Aí é que você vira um verdadeiro rocker aos olhos de alguns...

pulseirinha de Nossa Senhora dos Festivais

Feito todo o ritual de entrada, reconhecimento de território, “largamento” de pertences no camping, espera-se que você vá para o que interessa, né?

Peguei minha cerveja quente nas barraquinhas ALTAMENTE controladas, que só vendem dois tipos de cerveja e somente na área dos palcos (o que é extremamente não-brasileiro e me fez sentir falta dos tiozinhos vendendo de tudo em caixas de isopor por todos os lados :{ ).

Kopparberg, a AmBev sueca

eu disse: barraquinhas ALTAMENTE controladas. e escassas :(

“Fagerhult” da “Kopparberg” na mão, lá fui eu pro crime.

O que me chocou, além desse ~pequeno detalhe~ da cerveja, foi o fato de o público ser extremamente educado, calmo, mil porcento de boa e numa nice. Primeiro fiquei achando que era o perfil dos suecos mesmo (o que não é mentira), mas aí me liguei que tudo é tão organizado, tão bem pensado, tão perfeitamente montado, que neguinho nem precisa ficar naquela ansiedade toda e naquela disputa por um bom lugar. O espaço era planejado de maneira que em qualquer lugar que você estivesse, você assistiria os shows totalmente satisfeito (ainda que um viking de 2m de altura resolvesse parar na sua frente... não, na real nem assim, porque ele não faria isso, eles tomam cuidado pra não tapar os “colegas”). Além disso, a qualidade do som em todos os palcos (eram  5), beirava a perfeição, coisa louca, juro! Até o “material” que tinha no chão era bem pensado. Era uma espécie de serragem com areia (sabedeus) que não atrapalhava sua comodidade nem com a chuva (que por sua vez, vocês verão adiante, é infernal). Falo isso porque um amigo meu foi no Download Festival na Inglaterra e voltou de lá até com a alma suja de lama.

Outra coisa que chamou minha atenção foi a constante limpeza da área a cada fim de show. Equipes que apareciam como mágica, de algum lugar misterioso, saiam limpando tudo que encontravam pelo caminho, que nem o M-O, o robozinho de limpeza do Wall·e ;p

M-O (Microbe Obliterator) do Wall·e
B-O ('Bottle' Obliterator) do SRF
Ainda nessa vibe "higiene", tenho que contar dos banheiros. Meninas costumam ser frescas nessas horas, e eu, posso garantir, sou ainda mais. Amigos, eu passaria horas descansando naqueles banheiros, bem na moral. Estavam tremendamente limpos do primeiro ao último dia, com direito a cheirinho de produtos antibactéria e nada menos! Nada que chegasse perto das malditas casinhas de banheiro químico (essas eram só pras áreas entre os campings, e ainda assim, eram, em número, pouquíssimas). Tinha até água pra lavar a mão! Brasileiros amados, isso não é lindo? Que delícia fazer um xixizinho limpinho, cheiroso e sair com as mãos sem colônias homéricas de germes! Dá pra usar o banheiro tranquilamente e sair pra comprar um Kebab ou alguns Waffles e comer sem prato e talheres. Aliás, como esses europeus curtem Kebab hein. Faz mais sucesso que cachorro quente aqui.

Enfim, rockers limpinhos, cheirosos, alcoolizados e bem alimentados, simbora para o que realmente interessa para você que chegou até aqui.


O festival aconteceu durante 4 dias, de 6 a 9 de junho, e dos quais eu estive em 3.
Cheguei na quinta-feira, dia 7, e em um horário em que tudo já tinha começado. Então a primeira banda que consegui ver foi a belíssima, charmosa e californiana Rival Sons, com sua inigualável sonoridade ao vivo.

desculpem, eu ainda estava muito eufórica pra conseguir tirar fotos boas ("sugar in the gas tank of my braaaain" ;p)

A performance do vocal Jay Buchanan é algo digno de comentário. Qualquer um percebe de cara, tanto pelos movimentos, como pela voz, que ele é um bom executor da influência setentista, que cheira a Led Zepellin e consequentemente, a Robert Plant. Também, tá mais do que certo, dada a característica fortemente retrô da banda, que compõe ótimas canções em um bom e velho classic rock, e inclusive, modernamente bluesy. Eles tocaram algumas das minhas paixões, e que pelo visto eram do público sueco também, como "Pressure and Time", "Torture", "All Over the Road" e "Burn Down Los Angeles". Os passinhos curtos e frenéticos do Buchanan, são tão adoráveis, não dá uma coceira nos pés de ver?


Depois do show deles voltei para o acampamento pra socializar com a "suecarada". Loucos, com suas cervejas quentes, eles me ensinaram o que seria o pior palavrão e o pior xingamento do país inteiro: "Torsk File" (pronunciado como "tóshc filêa") e seria, basicamente muito mais agressivo do que qualquer palavra que vocês imaginarem em português. E assim passamos nos chamando até o fim do festival. Como eu tinha prometido voltar com uma saudação heandbanger sueca, TORSK FILE pra vcs! \m/

Mais um dever cumprido, e lá fui eu representar o Brasil no show do Sepultura. Bom, acho que dispensa apresentações né? O resultado desse show foi meu nariz sangrando. Não me perguntem como, nem quem. Algum torsk file me atropelou no meio da loucura, ou eu atropelei alguém. Saibam que quando você circula no meio de 30, 40 mil pessoas e seu radar não detecta nem sequer um serzinho brasileiro, aí quando você vai assistir a uma banda brasileira, você sai do corpo. E pra piorar (ou melhorar), era Sepultura. Então, né?
Entre outras, tocaram "Kairos", "Choke", "Arise", "Territory", "Refuse/ Resist", "Attitude", e preciso dizer o quanto foi engraçado aqueles nórdicos do mal fingindo cantar "Rattamahatta".

eu sei, nada de foto boa ainda né? me deixa ;p
Rolou uma curiosidade aí no processo da negociação do show deles, pois mesmo sendo tão organizados e profissionais, os suecos confundiram um requisito do camarim, interpretando que eles tinham pedido, no lugar de um ventilador ("fan" em inglês"), um belo (e torsk file) fã sueco para estar esperando eles junto com o serviço de catering! Haha! (Vocês são gatões, mas nem tanto né?)
Leia a notícia aqui



O próximo show que fui apreciar, chique que sou ;p, foi nada mais, nada menos que Mastodon! (Nosso colaborador Koticho daria alguns de seus dedos para compartilhar deste momento, preciso citar isso.)

Troy Sanders despises you, Kot ;p

Em termos de presença de palco, eles não são os maiores animadores de festa-metal, fazem mais o autismo-rocks style... por outro lado, e foda-se todo o resto, o que esses monstros fazem no instrumental ao vivo é de cair pra trás.

pra não dizer que eles não saíram dos seus lugares ;p (e essa foto ficou boa, ok?)

Dá pra dizer tranquilo que a galera meio que ~esqueceu~ de comparecer ao show deles...estava relativamente vazio para um show no palco principal, e de uma banda esperada como a deles. Mas como o show dos caras competiu, em horário, com o do Graveyard, outra banda monstra, e que é da Suécia, mais precisamente de Gotemburgo (da onde vinha a maioria das pessoas que eu conheci lá), a gente entende bem o que rolou né.
Destaque pra "The Hunter", "Curl of the Burl", "Black Tongue", "Oblivion" e "Crack the Skye".

galera curtindo uma nice ~me deixa~ 
Agora contarei sobre o show, que na minha humirrrrde opinião, foi "o mais energia, o mais alto astral, calor no coração, agito, azaração e curtição de poucas e boas", tipo sessão da tarde.

Ele, o lindo, o amado, suculento, dinâmico e arrojado Sebastian Bach <3!
Ali todo aquele glamour hard rock bagaceira, todos os rabinhos, calças de zebrinha, camisetas rosas e batons vermelhos fizeram sentido!
De unha semi-pintada, cabelos ao vento, e toda aquela energia de vinte anos atrás, nosso amigo mostrou quem é que manda nos vocais agudos! Sim, ele ainda manda bem, ele ainda se esforça! Ele simplesmente não deixou a barriga tomar conta da sua carreira! Ele ainda quer o nosso amor, e faz todos os malabarismos vocais e corporais que ele pode, pra garantir que não perca o nosso carinho. E ele parecia estar tão emocionado com a reação amorosa-calorosa do público, que como uma criança (ou um bêbado), não parava de gritar "Eu amo vocês! Meu deus como eu amo vocês!".


a verdade é que eu não consegui tirar sequer UMA foto decente desse show, mas to nem aí, eu tava lá ocupada demais amando o nosso amado!

O show inteiro, estava todo piadista, e apresentou mais de quinhentas vezes a si mesmo, o que incluiu apresentar seu guitarrista (Nick Sterling, um piazinho de 22 anos) como Sebastian Bach também, pois para ele, o guri é sua versão mini (pra mim parece muito mais o Zack Hanson, mas quem sou eu pra discordar desse divo). Além de balançar muito a bunda para o público (obrigada!), não se mostrou satisfeito com tanta peripécia e resolveu subir no pilar lateral do palco:

mas bach, tchê! continua que a gente gosta!

O set list teve algumas músicas do seu trabalho solo, como "(Love Is) A Bitchslap" e "Dirty Power", além de, obviamente, as mais "mais", da época do saudoso Skid Row, como "Monkey Business"e "I Remember You". Foi então que ele apareceu com a surpresa do show: convidou Dee Snider do Twisted Sister (que também estava participando do festival), e com ele cantou "We're Not Gonna Take It" e "Youth Gone Wild", essa última que, sem brincadeira, durou uns 25 minutos, haha! Eles estavam numa animação tão grande e com tanta vontade de cantar como se não houvesse amanhã (vai que, eles já estão "pela boa" né, hehe), que não deixavam a música terminar. Esse show foi de longe o meu xodó, desculpa. Por mim, e pelo Sebastian pelo visto, eles não parariam de tocar nunca (lágrimas nos olhos).

A vida as vezes é dura... e já engatando a tristeza, com o fato de ter citado a presença do Dee Snider, vou contar porque eu perdi o show do Twisted Sister.

Lembram da pulseirinha de acesso ilimitado dos ônibus Veolia que eu citei lá no começo?
Bem, era uma bela tarde em Sölvesborg...eis que começa a chover... para nunca mais parar. Imagina você completamente mal dormido por ter resolvido acampar no festival, achando que seria mamão com açúcar acampar já que era verão. Mas é a Suécia, disso não se pode esquecer. Verão, ppppfff! É aí que você se engana, lá não existe essa regalia coisa nenhuma. Não na concepção cor de rosa que a gente tem de verão.  O verão deles é só uma época que dá pra sair de casa (e olhe lá). Nada mais. Saiba que se você quiser acampar nesse país, você vai sofrer, vai pagar seus pecadinhos, vai virar cristão se for ateu, vai querer cultuar o capeta se for católico. Poxa, você tá lá pelo rock, você não está preparado com equipamentos nível everest pra fazer toda a função camping. Óbvio que não. Suecos tem resistência ao frio, os demais nem se encanaram com as condições climáticas. Não preguei o olho uma só vez, muito menos consegui manter qualquer foco de calor por mais de 2 minutos. Se você quiser ir lá ano que vem, não abuse do despreparo, faça o estilo rocker tiozão, leve ciroulas, bolsa de água quente, equipamentos de última geração e guarde a energia pra bater o cabelão.

É isso. Aí choveu...choveu...choveu...continuou chovendo. Não tinha o que fazer, não tinha aonde se esconder. Comecei a me irritar, a me entediar com tanta umidade nos ossos, até que olhei para a minha pulseirinha mágica do Veolia: "Fechou!" Peguei o primeiro ônibus pra qualquer cidadezinha próxima. "No ônibus pelo menos não chove", pensei.

Ronneby era o nome do meu destino. Mto pacata, educada, bem arrumadinha. Longe o suficiente de Sölvesborg, para curtir um passeiozinho maroto sem chuva. Curiosidade resolvida, tédio assassinado, barriga alimentada, vou para a única estação do vilarejo. Espero, espero e espero, mais ou menos o mesmo tanto que choveu. Nunca mais o ônibus veio. Fiquei presa em Ronneby, onde só se escutam ecos de civilização. Perdi Twisted Sister. Ugly Kid Joe, The Darkness, Motörhead, The Flower Kings (uma das que eu mais queria ver) e Katatonia.

Ronneby, como eu te amo ¬¬

Enquanto eu curtia ~altas aventuras~ em Ronneby, o Motörhead lançou sua cerveja, a Bastards Lager. E no show tocaram "Killed By Death" com o Whitfield Crane do Ugly Kid Joe e o Andy La Rocque do King Diamond. E daí, eu nem queria mesmo ter visto. E aposto que vocês também nem queriam que eu resenhasse.

 pfff, grande coisa


Agora vou citar brevemente o show do Soundgarden, headliner de um dos dias. Duas palavras resumem: sem sal. Reclamações por todos os lados. O que foi bonito foi o trabalho nos telões, porque as imagens estavam em sépia e as câmeras, inspiradas pela melancolia talvez, enquadravam super poeticamente. Eu aproveitei pra tomar um chocolate quente, porque a neblina úmida congelava até os pensamentos. Esse chocolate, por sinal, foi o melhor que já tomei na vida. Melhor do que em muitos Cafés especializados por aí, e vendidos numas barraquinhas simplíssimas, como se fosse água.

Soundg... ná
Enquanto o Soundgarden terminava de matar o público (de frio, ou tédio, ou os dois), o Dark Funeral estava levantando o demo ali perto. Devia ter umas 15 pessoas ~vivas~ na platéia, mas essas com certeza tinham emergido do cemitério mais próximo.

morre, soundgarden
Bom, agora é a hora que eu chego na parte que envolve promessa minha. Lembram da cueca suada do Portnoy, que eu prometi trazer lá no post sobre o Adrenaline Mob? Tá na hand, embalada a vácuo, em ótimo estado de conservação. Os lances começam em R$ 25.000,00 ok? Enquanto vocês entram no tapa aí pra gritar os lances, deixo-lhos com a barba azul do Portnoy, pra seduzir quem ainda não foi seduzido por ele.

elas preferem os barbudos (mas só se for azul)
Como eu contei lá no post de apresentação do SRF, o Adrenaline Mob foi uma das bandas que fez sessão de autógrafos. E para a minha surpresa, nem tinha muita gente lá na fila. Consegui trocar dois dedinhos de prosa com o Porta, e fui rejeitada e maltratada pelo Russel Allen. Mas tive a simpatia do Mike Orlando e do John Moyer, tá?

seu feio >p

\m/ ié

eu? euzinha?
não vendo, não troco, não faço leilão
 O show deles foi lindo, e claro, vocês nem esperavam que eu dissesse outra coisa. Apesar de pessoalmente o Russel Allen não cativar muito, como canta esse desgraçado hein. Dá nem pra querer falar muito mal dele. Poxa, é uma banda que não tem erro né. Tudo redondinho, perfeito. Presença de palco, peso, execuções perfeitas. Fica até sem graça assim ;p Eles tocaram o Omertà todinho, e só ele. É o único álbum que eles tem, haha! Cito as mais agitadoras de público, que são "Undaunted", "Psychosane", "Indifferent" e a cover do Black Sabbath, "The Mob Rules". Eu não acharia nada mal se eles tivessem preparado uma surpresinha qualquer que fosse... Aposto que o chato do Allen que não quis.




Depois deles assisti o Änglagård (puta nome dificíl de falar, fica tipo Énglógôrd o0), que é banda pra progger-clássico-sinfônico-bicho-grilo-só-que-nerd. Eles estavam há 18 anos sem lançar nada, e pouco antes do festival lançaram o álbum Viljans Öga. Tocaram 4 músicas, haha! Duas do novo álbum, "Sorgmantel" e "Snårdom". Sabe né, cada uma com em média 15 minutos, do jeitinho que muita gente odeia! E o show deles, que é uma espécie de punheta introspectiva (não tô falando mal viu), tinha mais gente que muito show mais esperado por lá hein... Vai entender esses suecos.




No derradeiro dia 9, um Lördag, conhecido suecamente como Sábado, conheci a banda Nationalteatern. Banda nacional, como o nome sugere, que é dos anos 70 e tem músicas politicamente engajadas e antidrogas cantadas em sueco mesmo. Por si só a sonoridade da língua já é bem engraçada pra nós brasileiros, e eles ainda fazem uns travalínguas nos refrões, que lembram até o tatibitati da sua vó falando com você quando você tinha 3 anos: "hadelätten da da umpapa" (refrão de "Kolla Kolla" que fez eu ficar curiosa com a banda). O show encheu, e é bem a típica banda familiar, que junta todos os tipos do festival + as crianças e os velhinhos.

leve sua família para o SRF!


Outra banda que conheci lá, foram os australianos do Vdelli. Tocam um blues irado e cheio de presença! Todo mundo que passava perto acabava caindo pra platéia deles, porque além de serem extremamente cativos, tinham um instrumental bacaníssimo. Além de muito simpático, o vocal tem uma voz perfeita pro estilo de som deles. E o baixista...vou te contar hein. Vale a pena procurar pelo som desses aussies.




Dei também uma breve passadinha no show das minas do Crucified Barbara, porque eu sei que os machos aqui do blog queriam pelo menos uma fotinho ;p

viram como eu sou legal
Então segui pra apresentação de teatro com música do King Diamond, haha. Isso que é gotic showman hein?! Tanta era a parafernália pro show que acho que foi o único que atrasou um pouquinho, mas nada de mais.


esperinha macabra
Esse show foi a volta dele após um tempinho parado por problemas no coração. E sem nenhum resquício aparente das complicações cardíacas, o cara mostrou que sabe mesmo como prender o público. O show teve direito à várias encenações, incluindo uma velhinha de cadeira de rodas, coisa leve, tão leve quanto o microfone de ossos humanos que ele usa... Tá bom mãe, eu tenho medo dele sim!
Tocaram vários dos clássicos, como "Welcome Home", "Sleepless Nights", "At The Graves" e "The Family Ghost" e receberam Michael Denner e Mikkey Dee como alguns dos convidados. Um bom show, um ótimo show (mas eu continuo com medo).



E para finalizar os comentários sobre as bandas, contarei sobre último show que vi, o do Mötley Crüe. Olha, como headliner do último dia de festival e aquela coisa toda, vamos dizer assim que...eles podiam ter feito mais. Ou melhor, Vince Neil podia tomar vergonha na cara e perder aquela barriguinha pra ver se dá um upgrade na performance de palco dele. Pô, depois do Sebastian Bach, do Russel Allen e do King Diamond abrindo 360º de garganta, não me conformo com a falta de empenho dele. Ele passa quase todo o tempo das músicas apontando o microfone para o público e tentando tomar fôlego. E na hora de dar os falsetes, jesus amado, minha gata no cio convence mais. Mas tá, esqueçamos do Neil e falemos do Tommy Lee e sua bateria Rollercoaster. Aquilo ali sim convence, haha. Rola solo com looping e música eletrônica (pois eh!) e convite para alguma cocota do público sentar ao lado dele e ver a Suécia de ponta cabeça em meio à efeitos no telão! Porque não eu, Lee? A resposta é simples: pq tem suecas na platéia de um festival sueco huaha! Ele que não é bobo, escolheu uma bem típica cavala viking! Verônica, sua torsk file!



No set list estavam "Wild Side", "Looks that kill", "Saints of Log Angeles", "Dr Feelgood", "Girls Girls Girls" e "Kickstart my Heart", esta última na qual eles jogaram baldes de sangue falso no público e finalizaram o show.

Fim. Acabou. Todo mundo foi embora. E o que sobrou? Vejam:

oh

ooooh

ooooooooooooooooh

Caros, é com muito pesar que informo que suecos tem problemas (mas são ricos). Eles curtem o festival até morrer e largam absolutamente tudo que levaram, e acreditem, tudo coisa nova. Você anda pelos campings abandonados e encontra caixas inteiras de cerveja, colchões novos, barracas inteirinhas, cadeiras, mesas, enfim, um sem fim de itens que dava até pra você mobiliar sua casa. O pessoal que eu conheci, que era um pouco mais "abrasileirado", até saia catando algumas coisas pra levar pra casa. Mas no geral, a galera não tá nem aí. Aí você se pergunta: "Mas como isso é possível, eles não são super conscientes, cheios de políticas ecológicas e blã blá blá?". Sim, eles são. Mas eles também sabem que os C-O (Coisas Obliterators) do festival recolhem tudo em minutos! E olha que os campings são enormes. Eles vão limpando por lotes. E além disso, contam com as gaivotas rock'n roll que dão uma bela de uma ajuda também:

tchanã!
Eu fiquei embasbacada com a rapidez e organização dos vikings pra desmontar tudo. Precisei passar o dia seguinte inteiro lá na área do festival até rolar a carona pra ir embora, e lá pelas 18h todos os palcos, campings, barracas e estruturas vieram abaixo. Coisa fina.

não sobrou "rock" sobre "rock" ;p

E aproveitando esse clima de finalização, agora vou contar pra vocês o que de fato é "Torsk File". É nada mais, nada menos que...PORRA NENHUMA! Na verdade significa "filé de bacalhau" e não representa xingamento algum.

há pra vocês!**
Ah vai, vocês sabiam que eu tenho mó tipinho dessas que são enganadas com bobagens provindas da maldade de jovens rockers suecos e que esse "torsk file" aí não era nada...

Como eu fiquei devendo uma saudação, deixo aqui pra vocês o famoso "Skål!" que equivale a "Cheers!", e que é a origem do nome da nossa cervejinha Skol.

Ano que vem, Rush headliner do SRF 2013. Bora simbora?

Skål! Hej då!**

*fotos todas da nóza, vídeos não
**fotos que não são da nóza mas são do site oficial do festival






3 Responses so far.

  1. Forbidden says:

    Porra, tu não viu Katatonia nem Year of The Goat, sua mejera :< Mas excelente resenha Nóza, parabéns. Ano que vem rumo ao Hellfest (você prometeu :<)

    E curti as fotos, elas foram dos shows. Odeio essas fotos de show super produzidas, porra, se for pra ver o rosto do vocal eu vou no google imagens. Eu quero ver é o palco, a galera, as caixa de som e todo o resto; parabéns!

  2. Representou, Nóza!!! :D

    Realmente uma pena ter perdido The Flower Kings!!! Deve ter sido excelente.
    Mas tudo bem, eu perdi Pain of Salvation. =P

    NEM LIGO! *chorando*

    hahaahahha

    Progressive greetings! m/

  3. Koticho says:

    As gaivotas rock'n roll valeram o post

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