sexta-feira, 9 de novembro de 2012
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Porco na Cena # 15 - Macaco Bong

1 comentários

Não encontrei o flyer nem do show nem da tour, então o álbum com a macaca pelada vai quebrando o galho.

Indo pela acepção erudita do termo ''canção'', nunca poderíamos dizer que bandas instrumentais compõem canções - já que o propósito da mesma é ter, sobre uma estrutura montada de refrões e versos, o destaque ao vocal. Os cuiabanos do Macaco Bong também fazem algo um pouquinho além da música, das canções e de toda essa nomenclatura- os caras fazem uma viagem! E assim foi o show do dia 26/ 10 na zona leste de São Paulo, no SESC Belenzinho - aí vocês param por um momento e percebem a quantidade de shows bons que são anunciados e programados nesses SESCs da vida. Não conhecia o lugar até então, que é ''um pouquinho'' maior que o daqui de Santo André - aquela piscina estava convidativa demais, vide o calor da noite. Calor que ficou pra fora da comedoria, onde rolou o show do Macaco; um lugar agradável, que comportaria bem mais pessoas do que foram e, que mesmo não sendo tantas, agitaram e mostraram que realmente o som da banda não é pra ficar parado.

A organização do SESC, sempre profissional (não estou chupando as bolas do SESC, que fique bem claro), iniciou o show com um leve atraso, já às dez para as dez da noite. Eu, com uma latinha de Cerpa na mão e um baita sanduba sobre a mesa, só fui me levantar pra assistir ao show quando os moçoilos já haviam subido ao palco e apresentavam a primeira canção de seu último trabalho, que fez um bom serviço ao chamar a atenção do público para danças e tímidos headbangs. Agrada também pela mescla de psicodelia, ainda que não tão escancarada (mas que ainda assim proporciona um estado de transe a quem ouve), com os riffs pesados de Heavy Metal e, entre os trechos mais cadenciados (que realmente puxam o ouvinte para uma tímida dança de ''dois pra cá, dois pra lá''), alguns riffs mais amaciados do resultado de mais uma mescla - do Metal com Post Rock.



Pulando algumas músicas da sequência do álbum This is Rolê, a segunda canção Broken Chocobread segue a mesma sequência da primeira, com alguns riffs de Post Metal que me chamaram a atenção logo na primeira audição que tive. A animação dos músicos no palco é uma constante, idem à interação do trio com a plateia (embora as falas entre as músicas fossem poucas). A terceira canção contou com a presença de Chicão no órgão Hammond (ok, ok, era um teclado com som de Hammond e, mais tarde, de piano). Sendo a primeira interação boca-a-boca da banda com as pessoas presentes, e dadas as devidas apresentações, Copa dos Patrão mostrou encorpamento com a presença de Chicão, e a bateria aumentava a intensidade de certos trechos em que os riffs foram mais estáticos. Nem o fato de uma corda estourar nos solos finais da música atrapalhou o andamento do show (além de alguns outros imprevistos que rapidamente foram resolvidos).

Mullets mostra um peso constante com o belo timbre do baixo que, a propósito, destila linhas bastante simples, ainda que eficientes. O clima do show se quebranta com Summer Seeds e seu toque mais calmo e eloquente, encerrando por enquanto o set de canções de This is Rolê. Após alguns agradecimentos, o anúncio de duas canções de seu EP que raramente tocam ao vivo: Japabugre, arriscando- me a dizer que tem uma certa pegada prog e, de certa forma, acompanha o clima deixado por Summer Seeds; e Morango Tango, uma de suas músicas mais conhecidas, com um misto de Post Rock e Rock Alternativo (acho que podemos colocar assim). Quebrando pouco a pouco a calmaria das últimas três canções, Amendoim, de seu álbum Artista Igual Pedreiro, soa ainda mais pesada e agitada ao vivo; Fuck You Lady, do mesmo álbum é, talvez, a canção mais complexa do set tocado no SESC, já que This is Rolê é um álbum que podemos chamar de minimalista, no sentido psicodélico da coisa.

Já ao término do show, anunciando as últimas duas canções (e as com que eu mais me empolguei), o Macaco toca Seu João e, se me permitem dizer, foi a melhor performance da noite; intensa, bela, dinâmica! Os teclados, que se apoiavam ora num som de piano ora num som de Hammond, estavam bem destacados e muito bem colocados entre as belas melodias de guitarra e o baixo pulsante. Já me retirando por conta do horário (afinal, são uma hora e meia de volta pra casa e os metrôs são preguiçosos pra trabalhar de madrugada), ouço alguns riffs empolgantes e pesados, que se entrelaçam nos pianos que são o destaque junto aos efeitos de guitarra, bem à moda Post Rock. Sim, é a música mais intensa e onde os solos são executados mais freneticamente. E em meio à psicodelia, à beleza que perdurou até depois do show e à intensidade das performances, mais alguns agradecimentos são dados e enfim, o show se encerra - ou melhor, a viagem de psicodelia segue estrada em sua tour.


Setlist:

1- Otro
2- Broken Chocobread
3- Copa dos Patrão
4- Mullets
5- Summer Seeds
6- Japabugre
7- Morangotango
8- Amendoim
9- Fuck You Lady
10- Seu João
11- Dedo de Zombie

One Response so far.

  1. Rômulo Alexander says:

    Ótima banda, já curti uns shows deles aqui em Anápolis, e no final do mês tem mais. Shows nota 10 mesmo!

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