sexta-feira, 30 de novembro de 2012
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Porco na Cena #16 - Black Label Society

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São Paulo Chapter Succeed

Posso não ter mais 14 anos, pouco escutar Black Label Society hoje em dia, mas Zakk Wylde continua sendo o cara mais badass do mundo. Em um domingo frio e chuvoso na capital paulista, Zakk com todos seus maneirismos conduziu uma bela celebração ao heavy metal.

Concorrendo na mesma noite com os shows do Arch Enemy no Carioca Club e do Creed (RISOS) no Credicard Hall, o show do BLS não esgotou, mas rendeu um bom público para o HSBC Brasil. Com atraso de poucos minutos, as cortinas do palco se fecharam, as luzes se apagaram e a ansiedade dos presentes disparou. Also Sprach Zarathustra de Strauss ecoou por todo o lugar (lembra aquela música de 2001: Uma Odisseia no Espaço?), seguido então pelo soar das clássicas sirenes que que anunciam o início de todos os shows da banda.


Esse esqueminha de começar o show com algum pano cobrindo todo o palco é uma jogada esperta, sempre que as cortinas se abrirem, o público vem abaixo, é 100% funcional, e dessa vez não foi diferente. Com Godspeed Hellbound, uma das melhores e mais pesadas do álbum mais recente, Zakk começa a apresentação como sempre, sendo o centro das atenções ao tocar em cima de uma plataforma que o deixa mais alto, bangeando suas madeixas para la e para cá. Destruction Overdrive e Bored To Tears completam a trinca inicial de faixas, que dá um início de show bem rápido, e abre espaço para a seguir vir Berserkers, a mais esperada por mim. Berserkers provavelmente foi a mais pesada e cadenciada do show, ao vivo ela toma a forma de um quase Doom/Sludge, lento, porém extremamente pesado, foi a hora de bangear sem medo de ser feliz. Logo após foi a vez de Bleed for Me, que assim como Berserkers faz parte do álbum 1919 Eternal, o preferido de muitos. Provavelmente é o maior clássico das composições do Sr. Zequinha, e foi um dos ápices do show com todo o público cantando a música por inteira a plenos pulmões. Na verdade por todo o show o público ajudou muito e participou tanto nas canções mais antigas quanto nas mais recentes, porém, não tem jeito, os grandes clássicos sempre tem aquele "Q" a mais de empolgação.


A formação atual do Black Label está bem entrosada, acredito que até melhor do que a que vi no show que a banda abriu para o Ozzy em 2008, Zakk nunca manteve um lineup fixo de integrantes além de seu fiel escudeiro Nick Catanese, segunda guitarra, os baixistas e bateristas sempre foram rotativos, mas no geral, Zakk sempre teve o dedo bom para escolher os membros de sua família  Chegando próximo da metade do show, muitos são surpreendidos por um solo de Piano , um tanto quanto surreal aquele brucutu que chacoalha sua guitarra de um lado para o outro no palco, sentado frente a um piano tocando algo quase que sensível, digo quase porque o momento mais emocionante do show veio a seguir, no piano Zakk emendou In This River, a já conhecida música composta em homenagem a Dimebag depois de seu assassinato durante um show do Damageplan em 2004, além disso, desceram duas bandeiras com fotos de Dime, marmanjos se emocionaram, barbudos choravam com a homenagem, e todos cantavam em coro. Mesmo 8 anos depois do trágico acontecimento Zakk continua homenageando Dime em seus shows, prova de que realmente eram mais do que amigos, eram verdadeiros irmãos.


Voltando ao normal, foi hora de Forever Down, mais uma das clássicas e porradas, porém ela só precederia um momento que muitos esperavam, os solos de 10 minutos do Zakk. Normalmente isso poderia ser um porre, se fosse um solo do Dream Theater todos estariam dormindo, mas Zakk com todos seus exageros torna esse momento extremamente divertido, as escalas pentatônicas fritadas, toda a pose, guitarra apontada para o publico ou elevada sobre a cabeça, o lugar vem abaixo e todos passam a rir e bradar "Zakk, Zakk, Zakk", é firula, é pura firula, mas é muito legal.


Dali para o fim, foi mais um desfile de boas e pesadas músicas, com destaques para Suicide Messiah do álbum Mafia que impressionou a própria banda com a altura que o público cantava o refrão, e Stillborn, responsável por encerrar a apresentação. Foi um show dentro dos conformes, com o setlist idêntico ao de todos os outros shows da tour, mas no fim das contas foi satisfatório, é música fácil de ouvir, fácil de cantar, legal pra bangear, e é sempre divertido ver todos os maneirismos de Zakk no palco, um bom final de domingo chuvoso.

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