quarta-feira, 14 de novembro de 2012
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Violeta de Outono - Violeta de Outono

2 comentários

Gênero: Progressive Rock, Psychedelic Rock, Post-Punk, Space Rock
País: Brasil
Ano: 1995

Comentário: Segundo o site oficial da banda, em março de 1984 "Surge o Violeta de Outono, banda ainda sem nome paralelamente ao Zero. Encontros esporádicas num porão do bairro de Pinheiros, São Paulo, deram origem à banda, formada por Fabio Golfetti, Claudio Souza (ex-membros da primeira formação da banda Zero) e Angelo Pastorello. O som, um resultado da inspiração do rock psicodélico/progressivo e elementos de arte contemporânea, arquitetura e artes visuais".

Esta é uma breve "definição" inicial da banda sobre si e com certeza é um bom resumo para se ter uma idéia do que se está prestes a ouvir. Porém, não é totalmente suficiente. Há algo de único no som do Violeta, primeiramente, pelo fato de ser um tanto destoante do som que se vinha fazendo no Brasil na década de 1980, o que não quer dizer que a banda estava deslocada de seu tempo, até por que o seu período de surgimento foi essencial para que o som se apresentasse da forma como se apresentou; segundo por que as influências observáveis formam uma mescla bem interessante, apesar de não ser única, como eu pude descobrir mais tarde.

Violeta de Outono me foi apresentada como pós-punk. Isso não parecia fazer muito sentido, afinal, em minha cabecinha o rock progressivo e o pós-punk eram um ótimo exemplo de extremos opostos musicais. Mas eu estava enganado. Para ser mais sucinto, eu acreditava que o progressivo deveria ser "refinado" demais, enquanto o pós-punk teria que ser bem "despojado". Só que, se a gente analisar direitinho, vez ou outra os dois bebem águas da mesma fonte, como o experimentalismo e o psicodelismo. A banda parece possuir um tom nostálgico em relação à psicodelia tão presente nos anos 60 e 70. De fato, se você não conhece a banda, é difícil acertar que se trata de uma música oitentista, a não ser por um fator: a influência, ainda que tímida do pós-punk e do new wave.

Não gosto de deixar de fora minhas impressões pessoais acerca do que ouço, apesar de acreditar que as experiências são distintas e únicas para cada pessoa. Contudo, Violeta de Outono me toma em uma sensação de sinestesia em que dançam, loucos e vibrantes, sons, cores, luzes cintilantes e texturas. É um som encorpado e ondulante. É uma experiência sonora que pode petrificar alguns e derreter outros.

Impressões viajatórias à parte, este álbum é uma reedição em CD de dois discos anteriores, "Violeta de Outono" e "Em toda a parte". As músicas nele contidas contêm, eu diria, a essência da banda, que está ativa até hoje. Pra quem deseja conhecê-la mais a fundo, recomendo muitíssimo que acesse o site, que é muito bem feito e com links bem interessantes a se explorar.

Pois bem, à música, que é bem mais esclarecedora que minhas palavras!



Tracklist:

01. Dia Eterno - 03:36
02. Outono - 03:35
03. Declínio de Maio - 05:03
04. Noturno Deserto - 04:33
05. Faces - 03:41
06. Sombras Flutuantes - 06:25
07. Tommorrow Never Knows - 03:46
08. Luz - 04:12
09. Retorno - 01:16
10. Rinoceronte na Montanha de Geléia - 03:19
11. Em Toda Parte - 03:36
12. Vênus - 04:01
13. Outra Manhã - 02:53
14. Ilhas - 03:09
15. Aqui e agora - 04:43
16. Dança - 03:28
17. Lunática - 01:53

Tempo total: 01:03:19

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2 Responses so far.

  1. morgan says:

    Muito bom o som deles Brasil tem bandas boas só tem que garimpar...

  2. Áquila, obrigado pela resenha! Espero que possa escutar os nossos novos discos ("Vol 7" e "Espectro") para futuras resenhas. Se quiser entre em contato conosco pelo Facebook (procure a página com mais atividades, é a mais recente). Valeu!

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