quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
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Celtic Frost - Discografia

1 comentários

Gênero: Black/Thrash/Death Metal, Hard Rock/Thrash Metal, Doom/Death/Gothic Metal
País: Suíça
Anos em atividade: 1984-2008

Comentário: Em 1982 surgia em Zurique, na Suíça, uma das bandas chave no desenvolvimento de todos os subgêneros mais pesados e malvados do Metal, bem como influenciando recursivamente o punk e o hardcore: o Hellhammer. E da curta vida do Hellhammer, dois de seus membros, Tom 'Warrior' Fischer e Martin Ain, seguiram com uma nova banda, o Celtic Frost. E eles conseguiram novamente expandir as fronteiras do Heavy Metal e influenciar uma imensa quantidade de bandas à sua frente, seja pelos seus primórdios ligados ao Black e o Death Metal, ou a sua fase mais recente, que perambulou pelos caminhos do Doom Metal e das influências do Gothic Rock.

É bom lembrar que no início dos anos 80 vários estilos musicais pesados estavam surgindo ao mesmo tempo, sejam instrumentalmente como o metal extremo ou líricamente como o Post-Punk, a vibe da Batcave e o Gothic Rock. Havia uma onda de estilos sombrios e maléficos surgindo aqui e ali, naquilo que se convenciona chamar de Darkwave. E nessa vibe surgiu o Celtic Frost, embebido não somente nas influências do próprio Metal como Black Sabbath e Venom, como fora dele, como Bauhaus e Christian Death. E tudo isso ainda influenciado por uma outra das mais influentes bandas do final dos anos 70 e início dos 80, o Discharge. Ou seja, o Celtic Frost conseguiu com maestria unir em uma única sonoridade toda uma vibe suja e sombria que aparecia já em diversos pontos do espectro musical mundial. E isso se deu a princípio naturalmente, mas depois lentamente desenvolvendo-se em várias experimentações que tornaram a banda ainda mais interessante.



O primeiro lançamento da banda foi Morbid Tales, em 1984,  EP considerado até hoje um dos pontos altos da discografia da banda. Um misto de Thrash Metal, Speed Metal e a atmosfera pesada do Venom num pequeno disco extremamente rápido e violento, embora o mundo ainda desconhecesse a violência dos vocais de Wagner Lamounier no Sarcófago e portanto Tom Fischer ainda não berrava insandecidamente as faixas do disco, no hábito que se tornaria comum no Black Metal das décadas seguintes. E isso aproximava o disco do Speed Metal, embora seu peso o deixasse sempre relativamente distante do estilo. Assim como, naturalmente, as letras. Em seguida saiu mais um EP, Emperor's Return, ainda na mesma pegada e obtendo o mesmo sucesso (nesta discografia está a versão especial que continha tanto o Morbid Tales quanto o Emperor's Return juntos).

Em 1985 a banda lança seu primeiro e mais icônico full-lenght, To Mega Therion, e cria então as bases do que seria criado e exaustivamente repetido em todas as décadas seguintes no que se convenciona chamar de  Metal Extremo. Os riffs variados e os tempos diversos do disco serviriam de base pra diversos estilos do Metal, e a aura de obscuridade que tomava conta das faixas serviria de influência lírica pra centenas de bandas. Into The Pandemonium, o próximo full-lenght da banda, em 87, manteve essa filosofia e expandiu um pouco mais as experimentações do primeiro disco, seja nos riffs, nos vocais (muita vezes limpos), novos instrumentos atípicos no Metal e muitas outras coisas. A tendência lírica da banda também se tornou mais elástica. O espírito avant-garde da banda se soltava cada vez mais.

Sério, esse é o Celtic Frost do Cold Lake
Nos anos seguintes após diversas mudanças de formação, idas e vindas de membros e indecisões musicais, a banda lançou alguns do seus mais questionados discos. Cold Lake de 1988 chega ao ponto de flertar intensamente com o Hard Rock e o Glam Metal, numa tendência que já era sentida desde o Pandemonium.  Apesar de pesado instrumentalmente, nada se comparava a atmosfera lirica do To Mega Therion e a banda perdeu muito crédito no meio que ela mesma ajudou a construir, o Metal Extremo. O álbum posterior, Vanity/Nemesis, em 1990, manteve a vibe de Cold Lake porém com instrumental um pouco mais bem produzido e uma pegada mais intensa. A volta de  membros antigos à banda também contribuiu pra que esse álbum soasse um pouco superior ao anterior, mas ainda se sentia falta da obscuridade.

Logo após a banda se separou no que parecia ser um fim definitivo até que em 2006 a banda retorna com Monotheist, um disco que conseguiu chegar a um tal nível de obscuridade e peso que sobrepunha-se e muito ao próprio To Mega Therion. Esse feito da banda foi bem recebido por grande parte da massa de fãs antigos da banda, que anseiavam por essa vibe de volta, porém muitos fãs mais novos, que certamente a conheceram já depois de ter se separado, criticaram duramente o direcionamento da banda não ao Black Metal, mas sim ao Doom Metal. O disco era um dificil de definir mesclado de Doom Metal e tudo de mais obscuro musicalmente que se possa imaginar, desde vocais extremamente profundos e graves (que não eram o que Fischer fazia no resto dos álbuns, inclusive praticamente guturais, algo que mostra uma adaptação da banda às novas sonoridades que surgiram muito em devido ao próprio trabalho deles) à levadas tipicas de Death/Doom porém com pitadas do Thrash old school de antigamente. Até mesmo o Post Punk surge bem evidente em diversas faixas, e de forma totalmente harmoniosa. No geral, eu particularmente acho picuinha de fã ignorante à própria história do estilo não curtir esse disco, que foi um retorno fantástico com uma atmosfera obscuramente intacta e uma sonoridade atual. O Morbid Angel tentou fazer o mesmo ano passado com seu Illud Divinum Sanctus mas acabou perdendo sua própria essência. Já o Celtic Frost explorou outros caminhos, mas buscando sempre a própria essência. Uma diferença que tornou Monotheist um dos seus melhores álbuns, sem a menor dúvida.

Celtic Frost na época do Monotheist, novamente másculo e truzão
Infelizmente após o disco a banda novamente se separou e dessa vez parece ser definitivo, pois a iniciativa surgiu do próprio líder histórico da banda, Tom Fischer. Nos resta ouvir a discografia da banda, uma das que mais conseguem cativar e empolgar atemporalmente no ramo do metal extremo oldschool. De álbuns clássicos até recentes o Celtic Frost nunca deixou a peteca cair, nem mesmo em seus lançamentos mais polêmicos, e era um absurdo não ter um único disco dos caras no blog. Então cá está. Divirtam-se.




Morbid Tales/ Emperor's Return
1984 (reedição de 1999)


Tracklist:

1. Human (Intro) 00:41
2. Into The Crypts Of Rays 03:39
3. Visions Of Mortality 04:49
4. Dethroned Emperor 04:38
5. Morbid Tales 03:29
6. Procreation (Of The Wicked) 04:05
7. Return To The Eve 04:08
8. Danse Macabre 03:52
9. Nocturnal Fear 03:38
10. Circle Of The Tyrants 04:29
11. Visual Aggression 04:13
12. Suicidal Winds 04:36

Bayfiles//Gamefront//Turbobit//Outros Links (Mirrorcreator)





To Mega Therion
1985

Tracklist:


1. Innocence and Wrath 01:02
2. The Usurper 03:27
3. Jewel Throne 04:06
4. Dawn of Meggido 05:47
5. Eternal Summer 04:31
6. Circle of the Tyrants 04:38
7. (Beyond the) North Winds 03:08
8. Fainted Eyes 05:09
9. Tears in a Prophet's Dream 02:33
10. Necromantical Screams 06:02

Bayfiles//Turbobit//Crocko//Gamefront 






Into The Pandemonium
1987

Tracklist:


1. Mexican Radio (Wall of Voodoo cover) 03:29
2. Mesmerized 03:24
3. Inner Sanctum 05:16
4. Sorrows of the Moon 03:04
5. Babylon Fell 04:19
6. Caress into Oblivion 05:14
7. One in Their Pride 02:51
8. I Won't Dance 04:33
9. Rex Irae (Requiem) 05:58
10. Oriental Masquerade 01:16

Bayfiles//Turbobit//Crocko//Gamefront


Cold Lake
1988

Tracklist:


1. Human (Intro) 01:07
2. Seduce Me Tonight 03:22
3. Petty Obsession 03:14
4. (Once) They Were Eagles 03:43
5. Cherry Orchards 04:18
6. Juices Like Wine 04:16
7. Little Velvet 03:37
8. Blood on Kisses 03:32
9. Downtown Hanoi 04:18
10. Dance Sleazy 03:32
11. Roses Without Thorns  03:31

Bayfiles//Turbobit//Crocko//Gamefront


Vanity/Nemesis
1990

Tracklist:


1. The Heart Beneath 03:50
2. Wine in My Hand (Third From the Sun) 03:29
3. Wings of Solitude 04:36
4. The Name of My Bride 04:32
5. This Island Earth (Bryan Ferry cover) 05:50
6. The Restless Seas 04:41
7. Phallic Tantrum 03:29
8. A Kiss or a Whisper 03:05
9. Vanity 04:26
10. Nemesis 07:49
11. Heroes (David Bowie cover) 03:47

Bayfiles//Turbobit//Crocko





Monotheist
2006

Tracklist:


1. Progeny 05:02
2. Ground 03:55
3. A Dying God Coming into Human Flesh 05:38
4. Drown in Ashes 04:23
5. Os Abysmi Vel Daath 06:41
6. Obscured 07:05
7. Domain of Decay 04:36
8. Ain Elohim 07:33
9. Totengott 04:27
10. Synagoga Satanae 14:23
11. Winter (Requiem, Chapter Three: Finale) 04:34

PS: Não coloquei aqui o clipe oficial da A Dying God Coming Into Human Flesh por que francamente acho uma das músicas mais fracas do disco, então não quis passar uma impressão errada a quem não conhecesse. 

Bayfiles//Turbobit//Crocko//Gamefront 

One Response so far.

  1. Essa capa do vanity-nemesis eh muito crazy nights (kiss)
    Excelente discografia vlw

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