domingo, 2 de dezembro de 2012
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Julgue o Disco pela Capa - Volume 07

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Existe algo mais legal do que um bulldog skatista? 

Amantes dos animais, pessoas sustentáveis, ecologicamente corretas, ou apenas aqueles que acham os bichos seres tão fofinhos. Assim como as crianças, os animais na pureza de seu olhar podem passar sentimentos e impressões diversas. Também em suas diversas formas podem compor cenários ornamentando-os, ou sendo apenas o foco específico da foto. Nessa edição do Julgue o Disco pela Capa temos 5 capas que este que vos fala considera das mais legais e bonitas envolvendo os animais, além de que todos são grandes álbuns que valem ser ouvido pela sua qualidade musical incontestável, e que vai muito além da capa. De clássico do rock à música de vanguarda, vamos ao que interessa:



Album: The Beach Boys - Pet Sounds
Ano: 1966


Um clássico incontestável, um dos álbuns mais importantes da história do pop e do rock, o ápice de uma banda tão essencial como o Beach Boys. Com a icônica capa que mostra o jovem quinteto americano, que talvez na época fossem os únicos no mundo com potencial para rivalizar os Beatles alimentando caprinos, é aqui que temos a definição do que viria ser conhecido como Art Rock. Concebido completamente pelas mãos de Brian Wilson em um momento de isolamento, Pet Sounds é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos por muitos, influenciara até Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Das grandes inovações de Pet Sounds vem o uso da parede sonora, termo criado por Phil Spector nos anos 50, quem Brian Wilson muito admirava. A ideia consistia em tocar trechos de uma música com diversos instrumentos, e Brian Wilson não economizou, foi enorme a gama de instrumentos nada convencionais utilizados em Pet Sounds. É discografia básica. 



Album: toe - the book about my idle plot on a vague anxiety
Ano: 2005


Infelizmente minhas habilidades de biólogo não permitiram identificar qual animal exatamente está estampado na capa de "the book about my idle plot on vague anxiety", mas juro que é um mamífero! Uma boa capa as vezes não precisa de muito, apenas uma boa foto como essa é o suficiente pra estampar um bom trabalho, nem tipografia tem. Já falei sobre toe por aqui algumas vezes, é uma banda que tenho grande apreço pela sensação agradável e de conforto que passa, ao mesmo tempo que possui uma sonoridade calma, relaxante, o andamento quebrado, polirrítmico torna tudo interessante e nada entediante, agitado até, uma das coisas mais legais que já saíram do Japão.
Album: Agalloch - The Mantle
Ano: 2002


Esta talvez seja a capa que melhor define o conceito e sonoridade dos álbuns dessa edição. Os tons acinzentados,  o cervo e as árvores secas transmitem perfeitamente a temática sobre natureza e morte que o álbum aborda, o clima predominantemente obscuro e melancólico que permeia todas as longas composições do Agalloch. A atmosfera das canções do Agalloch são sempre densas e opressivas, uma mistura perfeita entre o belo e o agressivo. O black metal do qual eles são constantemente considerados integrantes do nicho, serve apenas como base para receber uma gama enorme de influências que vão desde o folk e neofolk ao rock progressivo, que são usados como contrastes em momentos de passagens acústicas ou ambientes, para os momentos voltados à toda rispidez do black metal. 



Album: Deftones - Diamond Eyes
Ano: 2010


Não sei se foi algum efeito pós-Harry Potter, mas de alguma maneira tenho a impressão de que corujas nos últimos anos se tornaram super populares, mas não importa, a capa é linda de qualquer forma. Diamond Eyes foi um álbum de ruptura e renascimento para o Deftones, ele veio após o acidente do baixista Chi Cheng, que está em coma a mais de 3 anos. Isso afetou a banda profundamente, quase foi o fim da banda, mas persistiram e em Diamond Eyes lançaram talvez o álbum mais inspirado da carreira deles, e com uma carga emocional extremamente intensa. 



Album: Ulver - Shadows of the Sun
Ano: 2007


A preferida dentre as cinco capas. Composição simplesmente perfeita, sortudo foi o fotografo responsável por tirar uma foto do sol se pondo exatamente atrás dos chifres de um touro. Shadows of the Sun é mais um dos riquíssimos álbuns da extremamente dinâmica discografia do Ulver. Noruegueses que começaram como uma banda de black metal tradicional, acabaram se enveredando pelo neofolk, para por fim chegar na música eletrônica, a partir dessa fase são diversas as influências recebidas, sendo impossível definir um gênero específico para a banda. Mas a semelhança entre a sonoridade deste álbum e sua capa, é que ambos transmitem uma aura catártica e quase que espiritual, é calmo e belo, reflexivo e acima de tudo introspectivo.

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