segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
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Porco na Cena #19 - August Burns Red + We Came as Romans

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Quentíssimas noites em São Paulo! Calor esse intensificado pela camada cinzenta de poluição, pelo trânsito e pelo aglomerado de pessoas na frente do Carioca Club. Um local que, ainda que eu não goste tanto, se mostra atrativo quanto aos shows. E, falando em show, este deu o que falar: a polêmica troca de datas e de bandas que fez com que muita gente desistisse de assisti-lo; o que era pra ter sido um show em agosto, com acompanhamento do Carnifex e do The Ghost Inside, foi repassada para o dia dois de dezembro, com We Came as Romans e os brasileiros do Anchor no lugar das duas bandas supracitadas - o que ainda era bastante atrativo.

Com sol a pino, chegamos ao local do show lá pelas 16h, com a abertura da casa prevista para as 16h30. Mas, pra quem já foi pelo menos umas duas vezes no Carioca Club, sabe que pode contar com um atraso de meia, até uma hora, e desta vez não foi exceção; só fomos nos dar conta de que a gente estava em Pinheiros pra ver August Burns Red, e não pra ficar bebendo, quando já passavam das 18h.



ANCHOR

A pista do Carioca Club é um lugar bacana pra ver os shows, com um palco alto e todo o mais. Mas desta vez, lá nos fundos do local, haviam liberado um pequeno ''camarote'' ao lado da mesa de som, com livre acesso à pista, e como não é lá tão confiável deixar nossos equipamentos ao lado das rodinhas de mosh, foi uma oportunidade bastante conveniente.

A casa ainda não estava tão cheia, mas algumas rodinhas já se formavam quando o Anchor destilava seus breakdowns. Não achei o som da banda muito chamativo, já que era cheio de clichês do gênero, mas ainda assim conseguiu animar o pessoal que guardava energias para o show final. O som do grupo me soou mais melódico do que normalmente se é no Metalcore, dessa forma não chamando muito a atenção do público para a agitação (se viam mais braços cruzados e mãos segurando câmeras do que propriamente se movimentando). Mesmo com um belo atraso do início do show, foi um bom começo e um bom aquecimento para as outras duas gringas que ainda viriam.




WE CAME AS ROMANS

Não sinto um punhado de vergonha ao dizer que só fui para este evento na curiosidade de ver o We Came as Romans ao vivo. De longe não sou um fã de Metalcore e meu conhecimento nesse estilo é quase nulo, mas realmente o som da banda me pegou em cheio! Com composições excelentes de seu último álbum, a banda abre logo com minha música preferida, What I Wished I Never Had. Que música! Traços melódicos acompanhando inevitáveis clichês do gênero, mas que mastigados e devolvidos ao prato se mostram com uma cara nova. Os vocais limpos são muito bons e cheios de feeling, principalmente do meio pro final da canção.

Lá pela terceira música eu não segurei a vontade de ir no meio do público. Ok, a gente deu uma olhadinha na galera que estava na fila, a média da altura dos fãs estaria entre 1,60 - 1,70. Pois que diabos que a coisa desandou, e quem estava nas rodinhas de mosh tinha espichado de altura. Uns tremendos brutamontes! Minha sorte é quase chegar nos 1,90. Pois bem, voltando ao show, a música da banda soa ainda mais melódica ao vivo, com seus interlúdios e quebradeiras constantes. Deixou o público querendo mais!

E também é de se salientar a simpatia dos membros da banda, que após os shows desceram para a pista para conversar e beber com os fãs.

Setlist:

01. Intro
02. What I Wished I Never Had
03. To Move On Is To Grow
04. Mis//Understanding
05. Just Keep breathing
06. Broken Statues
07. Roads That Never End And Views That Never Cease
08. A War Inside
09. Intentions
10. Understanding What We've Grown To Be
11. To Plant A Seed

Áudio



AUGUST BURNS RED

Como eu havia dito, tinha vindo ao evento apenas pelo We Came as Romans. E na minha condição de paulista, posso me gabar de que nesse dia eu iria para dois shows consecutivos; o segundo seria da dama californiana Emilie Autumn, que sofreu do mesmo mal do August Burns Red ao adiamento do seu show. Mas, dois dias antes do bendito acontecer, ocorre um problema no visto de uma das dançarinas e o show é cancelado definitivamente. Pensando pelo lado bom, a gente não tem mais que correr feito loucos para a Augusta e arriscar perder metade de outro show. E a performance do August Burns Red valeu a pena!

Bastante elétricos apesar de uma postura um tanto quanto reservada, o show chegou ao ápice da noite, com violentos mosh pits consecutivos. Logo na primeira canção eu me atrevi a ir até lá e... voltei sem os óculos. É, pois é, alguém comentará que eu deveria tê-los tirado, mas antes que eu pudesse fazê-lo, já os tinha perdido, levado uma bela unhada no supercílio e mais algumas cotoveladas cá e acolá. Ok, não é desculpa para não curtir o resto do show e, mesmo com o astigmatismo me impedindo de ter uma impressão melhor da coisa toda, deu pra ver muito bem o público saltando nas músicas mais agitadas, até a chegada do solo de bateria onde a atenção toda foi focada nas baquetas. Um solo simples, com um belo trabalho dos bumbos (e não poderia ser de outra forma). Logo a banda retorna, tocando duas de suas músicas mais esperadas, levando a galera que estava naquela noite a um êxtase final. Um belo espetáculo para os ouvidos (até porque os óculos já se tinham ido).

Logo a banda

1- Composure
2- The Eleventh Hour
3- Cutting the Ties
4- Marianas Trench
5- Internal Cannon
6- Meddler
7- Ocean of apathy
8- Salt & Light
9- Black Burner
10- Leveler
11- Drum Solo

Encore:

12- Empire
13- White Washed

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