terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
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Lunatic Soul - Discografia

1 comentários


Gênero: Atmospheric Rock, Art Rock, Dark Ambient, Progressive Rock, Psychedelic, Experimental, Post-Rock, e mais umas coisas parecidas
País: Polônia
Anos em atividade: Desde 2008

Comentário:

A viagem de uma alma lunática e suas experiências no limbo do pós-morte, suas lembranças do passado e um constante conflito acerca da própria sanidade. É sobre isso que se trata Lunatic Soul. A mente por trás de tudo é Mariusz Duda, vocalista e baixista, porém multiinstrumentista, do Riverside que, para quem não conhece (será possivel?), é uma banda cotada como um dos grandes nomes do rock progressivo contemporâneo, com um estilo bastante similar ao de Porcupine Tree. Essa comparação, inclusive, já rendeu boas discussões.

Até o presente momento, o projeto conta apenas com três álbuns. Os dois primeiros são conceituais e para quem se debruçasse sobre as letras das músicas contidas no primeiro álbum, notaria facilmente que a história precisava continuar de alguma forma, e foi justamente isso que foi feito no disco subsequente. De certa forma, apesar dos dois anos de diferença entre um lançamento e outro, é como se fossem um único álbum dividido em dois discos. O terceiro lançamento, no entanto, é essencialmente instrumental.

Apesar de Mariusz Duda ser a alma do projeto e seu grande executor, ele não é responsável por todos os instrumentos tocados em todas as músicas, portanto, tenho minhas dúvidas quanto a Lunatic Soul ser tratada como uma "one man band". Entre seus principais ajudantes figura o nome de Maciej Szelenbaum, que participou dos três álbuns já citados.

Se você se interessou em ler até aqui, clique no "Continue Lendo>>" logo ali abaixo e prepare-se para alguns "spoilers" saudáveis sobre o conteúdo das músicas que o ajudarão, assim pretendo, a participar da viagem junto com esta alma lunática. Pelo conteúdo denso da temática, achei por bem destrinchar pormenorizadamente as músicas tanto quanto possível. Lunatic Soul não é música pra se ouvir como pano de fundo. Ela é complexa, profunda e intimamente reflexiva. Recomendo que trate este material apresentado como se acompanhasse a história de um filme ou um livro se quiser que experiência seja completa.










Lunatic Soul [2008]


P.S.: Não tenho intenção de esgotar o sentindo artístico nestas obras contido, aqui apresentarei minhas interpretações, apenas.

O álbum Lunatic Soul inicia-se nos apresentando uma faixa curta intitulada Prebirth que já contém em si muitos dos elementos chave que encontraremos no decorrer do percurso, tais como as batidas eletrônicas, a instrumentação ao estilo middle-eastern e as vocalizações ininteligíveis e distorcidas. Em seguinda, The New Beginning, já possui uma curta letra e nos coloca de vez no clima de mistério e melancolia que envolve toda a obra. A terceira música, Out On A Limb dá dicas mais claras sobre o que se trata a história a partir do próprio título. Porém, é Summerland quem nos introduz definitivamente no cenário e também parece deixar bem claro o que está havendo, pois neste ponto da história é narrado um funeral (ou uma marcha fúnebre) do ponto de vista do morto. Vemos, portanto, uma história sendo iniciada do que aparentemente seria o fim para muitos. Isso pode não soar tão original para algumas pessoas, mas a forma dramática e até filosófica como o tema é abordado torna-se ainda mais envolvente por causa da musica.

A quinta música que carrega o nome da banda merece atenção especial. Uma música carregada de sentimentos extremamente bem interpretados na voz de Mariusz Duda que, apesar de ser levada em poucas notas, consegue um linha de baixo profunda e tocante. A alma lunática parece estar perdida em meio aos seus dilemas, medos, anseios que podem ser sintetizados na frase: "This is not the end/ It's the start of something that I'm really scared of/ That I'm scared to life". Where the Darkness is Deepest é basicamente um dark ambient capaz de realmente passar a sensação de escuridão profunda. Uma música mais aparentada com o rock progressivo é Near Life Experience, fazendo incursões ao jazz na bateria, e novamente mostrando que Duda é excepcional no baixo. Tal música ainda conta com um piano e um belo som de gaita que toca ao longe (pra não perder o clima de melancolia, rs).

Adrift possui a melodia mais cativante logo à primeira ouvida, além de ser a mais curta do álbum, o que a torna, provavelmente, a de mais fácil audição. Não sou grande conhecedor da doutrina espirita, mas sua influência fica clara nesta música ao se constatar que "almas à deriva nunca dizem adeus". Tais pensamentos nos instigam a refletir sobre a nosso própria vida. Será que seria possível pensar desta forma depois da morte? Bem, a alma lunática parece conseguir isso. Absorto em pensamentos, em The Final Truth" ocorre o encontro com o "Ferryman"(talvez uma referência ao barqueiro Caronte da mitologia grega, encarregado de levar as almas dos que morreram ao mundo dos mortos). De tal encontro resulta uma proposta: o Ferryman diz-lhe que é possível que ele(a) volte à vida, com a condição que sua mente, suas memórias e sua alma, já não lhe pertençam. Caso não aceitasse, manteria suas memórias, mas estaria condenado a vagar eternamente no limbo. A história narrada no primeiro álbum termina e apenas será continuada no lançamento seguinte, mas ainda somos agraciados com "Waiting For the Dawn", outra belíssima faixa instrumental.

Tracklist:


01. Prebirth - 01:11
02. The New Beginning - 04:50
03. Out On A Limb - 05:28
04. Summerland - 04:59
05. Lunatic Soul - 06:47
06. Where The Darkness is Deepest - 03:57
07: Near Life Experience - 05:27
08. Adrift - 03:05
09. The Final Truth - 07:34
10. Waiting For The Dawn - 03:36


Download:

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Lunatic Soul II [2010]


A continuação da jornada retorna depois de passados dois anos. O álbum possui um nível acima em questão de maturidade, mas não abandona a linha do seu antecessor. E as semelhanças são notadas logo de cara com The In-Between Kingdom que é inteiramente instrumental, dessa vez com influências ainda mais nítidas da música médio-oriental. Otherwhere nos reintroduz às impressões sentidas pela angustiada alma lunática, porém Suspended In Whiteness é que retomará o assunto que foi deixado pendente. Ao que parece, a pobre alma está a passar por inúmeras experiências extra-sensoriais no pós-morte e as questões propostas pelo Ferryman retornam. Vale salientar que tudo é colocado de forma subjetiva, cabendo várias interpretações possíveis. A música é composta por dois movimentos, iniciando calma para depois entrar num clímax.

Asoulum (uma palavra inventada, composta de "Asylum" e "Soul") é a mais psicótica. Levada principalmente, no início, por voz e violão, a loucura toma de vez lugar na cena. O protagonista vê-se enclausurado em uma espécie de asilo da alma. É importante analisar que são utilizadas várias figuras de linguagens na maioria das músicas e a narração lembra muitas vezes um cenário parecido com um pesadelo. Entretanto, estas coisas estão bastante intensificadas nessa melodia. Após uma pequenina pausa instrumental em Limbo, Escape From Paradice transmite o desespero de não ser possível escapar daquilo que deveria ser o paraíso.

A maior música é Transition. A alma lunática parece finalmente ter tomado uma decisão e após seguir determinado caminho consegue relembrar alguns momentos especiais de sua vida passada. Uma lembrança especial é narrada em Gravestone Hill: a visão de uma família feliz brincando nas neves de uma colina e admirando as luzes da cidade. Há algo de muito tocante e triste nessa música e a forma como a frase "Remained in the shade/ Alone" é repetida cria magistralmente a imagem de uma lembrança se desfazendo como fumaça. Para encerrar a jornada Wanderings, uma espécie de baladinha, termina dizendo: "Now I'm the soul banished to everlasting wanderings". Conseguir criar músicas que pareçam entre si, porém tenham essências próprias é algo que eu chego a considerar genial. Tenho a impressão de que esse projeto tem se saído melhor que o próprio Riverside, mas essa é uma conclusão particular.

Tracklist:


01. The In-Between Kingdom - 06:48
02. Otherwhere - 02:48
03. Suspended In Whiteness - 07:56
04. Asoulum - 06:23
05. Limbo - 01:53
06. Escape From Paradice - 04:39
07. Transition - 11:08
08. Gravestone Hill - 03:41
09. Wanderings - 05:28


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Impressions [2011]


Assim como diz o título do álbum, parece ser um tipo de música impressionista. São oito "impressões" inteiramente instrumentais. Pelo que pesquisei, tais músicas são o aproveitamento de melodias não utilizadas nos álbuns antecessores. É um disco fundamentalmente "ambient", com exceção das duas músicas finais que são remixes. Particularmente, não gostei das remixagens, afinal de contas, parecem muito mais bonitas na versão original. Nem por isso o álbum deixa de ser genial. Lunatic Soul apareceu para levar o rock progressivo à um novo patamar e está se saindo muito bem nisso.

Tracklist:

01. Impression I - 05:28
02. Impression II - 04:04
03. Impression III - 07:02
04. Impression IV - 03:56
05. Impression V - 05:01
06. Impression VI - 07:32
07. Impression VII - 03:12
08. Impression VIII - 04:23
09. Gravestone Hill (Remix) - 03:51
10. Summerland (Remix)- 04:25


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One Response so far.

  1. Anônimo says:

    (Re) encontrei essa banda hoje no Spotfy (achei nos relacionados ao Steven Wilson)... é muito boa!

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