sábado, 23 de março de 2013
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Wolvhammer - The Obsidian Plains

3 comentários


Gênero
: Black/Sludge Metal
País: EUA
Ano: 2011

Comentário: Formados em 2008 em Minneapolis nos EUA, o Wolvhammer mal saiu do berço e já estuprou todos os ouvidos que alcançaram este segundo disco, The Obsidian Plains, lançado em 2011. A vibe de mesclar o Sludge Metal e o Black Metal não é nova, porém ela geralmente tende mais ao lado Doom Metal da coisa, o que já não acontece por aqui. Wolvhammer é violento, pesado, rápido e direto, mas se dá o luxo de ter uma pegada hardcorezada e obscura a lá Crustcore, só que bem menos caótica que bandas como Martyrdöd, sabendo cadenciar os riffs na medida certa pra casar com a intensidade dos vocais rasgados e imundos.

As faixas oscilam entre momentos extremamente pesados do Black Metal/Crust, trechos 'melódicos' ligados a influência do Doom Metal e momentos violentíssimos onde a veia do Sludge toma conta. E isso numa única faixa. A sonoridade do Wolvhammer é bastante original nesse sentido, a mescla dos estilos aos quais ela se propõe é bastante homogênea, a transição entre os momentos durante as faixas é bastante fluida e o feeling transborda. Wither, por exemplo, começa violenta e extrema, pra do meio pra frente ter uma cadenciada no ritmo brusca para um Sludge pesado na linha de bandas como Thou e Monarch!, e depois ainda volta a ser pesada. No outro extremo, Ghosts In The Water começa cadenciada num ar de Doom/Sludge Metal bastante obscuro, e quando se menos se espera, entram blast beats e tremolos geladissimos, cortando a espinha. É uma variação maravilhosa e constante em todas as faixas que nos prende do início ao fim no disco, sem cansar. Ainda há espaço pra muito mais coisas e influências, que só ouvindo e reouvindo pra sacar.

Naturalmente, apesar dessa ligeira originalidade na mescla de sonoridades, o som do Wolvhammer é altamente influenciado pela cena do Metal estadunidense, especialmente do USBM de bandas como Cobalt e dos trechos mais intensos do Sludge do Neurosis. Nada que seja um problema, mas na realidade isso acaba com grande parte da possível sensação de nunca ter ouvido nada igual antes que a banda poderia proporcionar. Aqui e ali tudo é muito familiar, embora extremamente bom.

Recomendadíssimo pra quem curte uma sonoridade mais extrema, rápida e intensa, mas sem perder a obscuridade e o feeling. Aos fãs de todas as bandas citadas na resenha, um prato cheio imperdível.




Tracklist:

1. The Gleaming 06:59
2. Writhe 07:40
3. Bones of the Pious 04:35
4. Ghosts in the Water 05:46
5. Shadowhorn 03:46
6. A Defiled Aesthetic 06:59
7. The Sentinels 08:20

Download:

Mega//Bayfiles//Gamefront

3 Responses so far.

  1. Rômulo Alexander says:

    FODA DEMAIS!

  2. desgraceira de som meu irmao tem mas album dessa banda?

  3. Forbidden says:

    Providenciarei, se não for destes mesmos caras, pelo menos coisas na mesma linha. Pode aguardar!

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