quarta-feira, 17 de abril de 2013
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Porco na Cena #24 - Symphony X

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Não sou dos maiores fãs do metal progressivo tocado por bandas como Symphony X, mas de alguma maneira o quinteto americano me cativa e esta é a segunda vez que vejo uma apresentação dos caras que já se tornaram figurinha carimbada no Brasil. 

A primeira vez que vi o Symphony X foi em 2007 no extinto Via Funchal em sua segunda passagem por terras tupiniquins, desde então a América do Sul se tornou destino obrigatório para banda nos anos seguintes. A mudança de shows de uma casa de grande porte como o Funchal, para um Carioca Club que tem em torno de 1/4 da capacidade da outra define bem a mudança recente no cenário de shows no Brasil. Essa diminuição de tamanho não é exclusividade do Symphony X, pelo contrário, quase todas as bandas perderam público com o passar dos anos por inumeros motivos, em grande parte pela alta incidência de shows, valores altos nos ingressos e grande concorrência (Na mesma semana o Carioca Club recebeu o Down de Phil Anselmo e o Carcass além do próprio Symphony X). Mas ainda assim os americanos demonstraram que tem uma base de fãs fiél e sólida no Brasil, com um Carioca Club praticamente lotado, mesmo após tantas turnês por aqui e tanta concorrência de shows próximos. 



Impecável é o que define a qualidade de um show do Symphony X, todos que vão ao concerto dos caras sabem que em parte vão desfrutar de boas músicas, e a outra parte é ficar boquiaberto com as técnicas absurdas de cada um dos integrantes, e que por sorte mesmo sendo um show de virtuose, raramente descambam para a firula desnecessária. Infelizmente a banda veio desfalcada de seu baterista Jason Rullo que na semana do show sofreu uma parada cardíaca, mas John Macaluso mesmo com pouco tempo para se preparar foi extremamente competente e tocou com tranquilidade fazendo que a falta de Jason mal fosse notada. Mas mesmo com cada um dos integrantes das bandas destruindo seus instrumentos, e é interessante notar como todos demonstram o tempo todo tocar com prazer com sorriso estampado no rosto, eles são aqueles típicos músicos nerd que realmente sentem prazer ao compor e tocar todas aquelas passagem complexas e virtuosas. Só que o grande destaque sem dúvidas é Russel Allen, suas variações vocais impressionam, seu carisma mais ainda, interage o tempo todo com o público e arranca o que quer dos ali presentes. 


Em 90 minutos de apresentação, o grupo focou em divulgar seu novo disco, o conceitual Iconoclast, um dos álbuns mais diferentes do grupo, que inclusive com uma temática sci-fi sugere a entrada de alguns elementos de industrial ao progressivo épico que a banda emprega de costume. Foram cinco as canções de Iconoclast, o trio de abertura Iconoclast/The End of Innocence/Dehumanize além de Children of a Faceless God e When All is Lost. A outra metade do setlist principal de 10 músicas (sem contar o bis) fora dividido entre os já consolidados clássicos indispensáveis como Sea of Lies, Evolution, Inferno, Smoke and Mirrors e Of Sins and Shadows. Particularmente falando, o melhor ficou para o final, a volta para o bis com três faixas do Paradise Lost, Eve of Seduction, Serpent's Kiss e Set the World on Fire, que considero a grande obra prima dos proggers. 


Quando a banda é boa é isso que acontece, podem vir quantas vezes quiser, sempre terão seu público fiel que irá encher a casa, cantar junto, se emocionar e aproveitar independente de ser a primeira ou a décima vez que assiste à banda. 

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