domingo, 19 de maio de 2013
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Jason Crumer - Let There Be Crumer

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Gênero
: Noise/Ambient/Harsh Noise
País: EUA
Ano: 2012

Comentário: Muitas resenhas dos trabalhos de Jason Crumer começam assim: "Sempre gostei da proposta da música Noise, mas nunca consegui encontrar um disco que eu conseguisse digerir, até ouvir Jason Crumer". No entanto, alerto aos mais desavisados, que o estilo de Jason continua sendo profundamente minimalista e quase totalmente livre de qualquer estrutura musical, sendo assim, portanto, um artista cujos trabalhos devem ser escutados por ouvidos definitivamente dispostos a ouvir música experimental, como todo artista de Noise. Mas Jason Crumer é, de fato, um artista de Noise diferenciado e incrivelmente melódico, se deixada de lado qualquer esperança de se ouvir algo familiar por aqui.

Apesar de se encaixar definitivamente na cena Noise e levar costumeiramente o rótulo de 'Harsh' Noise, Crumer tem uma sonoridade que em todos os álbuns oscila entre um minimalismo próximo de ser melódico e paredes sonoras extremamente pesadas típicas do Noise e Harsh Noise, mas que no entanto nos emergem lentamente por entre trechos ambient totalmente hipnóticos, fazendo com que nada soe chocante, por mais rasgado e intenso que nos seja apresentado. E é essa oscilação que faz dos trabalhos do cara tão 'acessíveis' e sofisticados. Let There Be Crumer é o mais recente lançamento de Jason, e, embora eu não tenha ouvido tudo, dentre os discos que ouvi é o que mais gostei, sendo que eu me apaixonei por tudo que escutei desde a primeira audição.

Os trechos mais leves e ambientados são comparáveis ao de artistas como Lustmord, que soam ao mesmo tempo melódicos, minimalistas e extremamente sombrios. Mas a faceta industrial da sonoridade surge em todos os cantos discretamente, em sons metálicos e estridentes que vão se encaminhando para paredes sonoras de várias camadas e se transformando de vários modos até obter uma estrutura vagamente musical ainda que constituída de sons completamente concretos. Os trechos mais intensos e pesados de Noise não são, como já descrito, nada jogados subitamente em nós, mas ao mesmo tempo são intensos o suficiente pra serem impactantes. A forma com que Jason manipula os elementos do Noise é extremamente clínica e precisa, de forma que absolutamente nada parece forçado, num estilo naturalmente composto de colagens justapostas.

Em resumo, é um disco pra quem gosta de música experimental a esse nível e quem quer conhecer música experimental na sua forma mais sofisticada.




Tracklist:

Parte Um: Infantile Supremacy (By the Time I get to Durham)
01) I. Lovelock, NM
02) A. Self Pity Fuck
03) II. Truckee, CA
04) A, All Friends and Old Flames

Parte Dois: Male Heroine of Passive Suffering (Marginal Stomp)
05) III. Chicago, IL
06) A. Days Inn (Revenge)
07) B. Knights Inn (Revenge)

Parte Três: Subterranean Forces Blind Grinding (Climax)
08) IV. Sault Ste. Marie, MI
09) V. Let there be Crumer
10) VI. Ending


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