sexta-feira, 24 de maio de 2013
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Pignes LIVE! #15 -- Blur - Parklive

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Gênero: Britpop / Indie Rock / Alternative Rock
País de Origem: Inglaterra
Quando: 12 de Agosto de 2012.
Onde: Hyde Park, Londres.

Comentário: Como vocês, ávidos leitores, devem ter percebido, a entrada dos novos membros animou o blog que a algum tempo estava meio que às moscas. Aproveitando então esse shot de adrenalina, resolvi trazer à tona essa coluna pra lá de interessante. E, modéstia à parte, a escolha do álbum não poderia ser melhor, já que a Blur têm tocado suas músicas com nossas cordas cardíacas desdo ano passado quando anunciou que poderiam voltar aos tablóides musicais; e desmentiu-se logo após o lançamento dos singles Under The Westway (primeiro registro do quarteto britânico desdo single Fool's Day, em 2003).

 Parklive, como os fãs de longa data devem ter percebido, brinca com o nome de um de seus mais aclamados trabalhos, Parklife (1994), e com o fato do show ter sido realizado em um dos maiores parques da cidade de Londres, o Hyde Park. No entanto, nessa cerimônia alternativa de encerramento das Olimpíadas, seus 2,5 km² de extensão assemelharam-se ao 0,1 m² por pessoa do metro de São Paulo em pleno horário de pica. Abaixo, podemos constatar isso. Adendem também ao fato que é um parque e, portanto é aberto, não tendo assim qualquer teto para repercurtir as propagações sonoras do ânimo da galera.
Ah, e relaxem, a qualidade dos vídeos melhora sim ao longo do post. (Na verdade, esse é o único vídeo caseiro, os outros parecem ter sido feitos pela produção do evento).



 O grupo formado por Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree (vocalista, guitarrista, baixista e baterista, respectivamente) no final da década de 80 foi, junto com o Oasis, responsável pela ampla divulgação do gênero criado para classificá-los, o britpop. A ex-banda dos irmãos Gallagher também cruzou seu caminho em outras tantas vezes ao disputarem braço a braço, riff a riff, o UK Chart.
A trilogia The Life (Modern Life is a Rubbish, Parklife e The Great Escape), responsável por uns 90% da fama alcançada no final do milênio, têm em suas composições uma mistura entre o pop rock característico dos anos 90 e o que conhecemos como shoegaze -- claro que não como o atual, mas teve sim suas influências.
Ah, também havia em suas letras uma pitada daquilo que sempre nos fez amar os ingleses: a boa e velha acidez do antigo mundo.


 No entanto, o sucesso não veio bem à calhar. Iniciaram-se os conflitos internos entre a banda, principalmente entre o autoritário Albarn e o guitarrista Coxon; que buscava no underground outras influências, como o lo-fi presente no autointitulado quinto álbum. Dois anos depois, 13, o sexto álbum do quarteto, que infelizmente, fez júz ao nome. O azarão lançado em 1999 delimitou-os e houve, portanto, uma dedicação a projetos paralelos. Mas para Damon Albarn, não há tempo ruim. E para nós também não, já que graças a essa pausa é que se atribui a fundação do Gorillaz.



 O retorno à casa, porém, não foi lá muito pródigo. Em 2001, após o início das gravações de Think Tank, Graham Coxon anunciou seu derradeiro abandono a Blur. Mas, como eu já disse, para Damon Albarn não tem tempo ruim.
Este ditou, dessa vez sem nenhuma forma de resistência, como o último álbum deveria ser: recheado com recursos eltrônicos, influências à África e ao Oriente Médio, e outros instrumentos antes não presentes para tapar o buraco deixado pelo guitarrista.
Anarquismos à parte, mais uma vez a banda alcançou o topo das paradas, recebendo até (em 2004) o prêmio de melhor álbum pelo Brit Awards -- e pra uma banda com um membro a menos esse é um fato no mínimo mensurável. Não houve em momento algum a contratação de outro guitarrista para substituir Coxon e, esse, vendo-se deixado para trás, retornou ao convés dessa magnífica embarcação. Desde então, há constantes reuniões anuais, propostas e anúncios de discos, EPs, turnês novas e afins, mas que nunca realmente se concretizam. Assim como aconteceu em 2012.


 Contudo, Parklive vem para saldar a dívida criada por essas falsas esperanças. Os dois CDs que se seguem contam com os grandes sucessos do S.S. Blur. Infelizmente, usaram-se algumas versões curtas, como foi o caso de Beetlebum -- uma das minhas preferidas. Mas como compensação, há uma imensa participação do público, o que torna esse lançamento contagiante, já que é possível sentir a empolgação dos que estavam ali presentes. Por fim, digo que é um álbum a se ouvir no último volume pelado e sozinho em casa. Simplesmente extraordinário.

Tracklist:
    CD 1:
1. "Girls and Boys" - 5:07
2. "London Loves" - 3:32
3. "Tracy Jacks" - 4:26
4. "Jubilee" - 3:00
5. "Beetlebum" - 6:00
6. "Coffee and TV" - 4:58
7. "Out of Time" - 4:42
8. "Young and Lovely" - 5:12
9. "Trimm Trab" - 5:28
10. "Caramel" - 5:04
11. "Sunday Sunday" - 3:34
12. "Country House" - 4:28
13. "Park Life (feat. Phil Daniels)" - 3:44

    CD 2:
1. "Colin Real" - 3:18
2. "Popscene" - 3:50
3. "Advert" - 4:28
4. "Song 2" - 2:50
5. "No Distance Left to Run" - 3:57
6. "Tender" - 9:09
7. "This Is a Low" - 7:58
8. "Sing" - 5:49
9. "Under the Westway / Intermission" - 6:34
10. "End of a Century" - 3:39
11. "For Tomorrow" - 6:42
12. "The Universal" - 4:45

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