segunda-feira, 27 de maio de 2013
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Tião Carreiro e Pardinho - Disco de Ouro

4 comentários
Gênero: Sertanejo Raiz
País: Brasil
Ano: 1979

Comentário: Uma das maiores bandeiras desse blog, de uns tempos pra cá, tem sido a exaltação da ecleticidade. A mim, particularmente, muito me agrada saber que posso entrar numa página em que Cannibal Corpse, Tulipa Ruiz e Mos Def podem conviver harmoniosamente, como vizinhos separados pelo simples deslizar da barra de rolagem. Em certa ocasião, li em algum lugar - infelizmente não me lembro onde - que a ecleticidade musical é algo quase que inevitável com o aprocehgar da idade adulta. É claro que sempre haverá alguns estilos específicos que nunca descerão redondo ouvido abaixo, mas, com o passar do tempo, torna-se nítida a tolerância cada vez mais abrangente a coisas que, anteriormente, a molecagem não lhe permitia degustar.
Não que eu seja algum ancião: tenho quase vinte e cinco anos, o que já me fez ter atingido a fase adulta, aquela em que as responsabilidades se multiplicam e os momentos de lazer tornam-se cada vez mais raros, ou melhor, restritos a determinados dias e horários. E que satisfação me invade quando percebo que coisas tão pequenas podem trazer uma oportunidade de recarregar as pilhas pra um novo dia de chatice pós-adolescente. Dentre essas pequenas atividades, se acalmar e prestar atenção numa boa música se revela uma das mais efetivas e baratas formas de se sentir bem.
Qualquer música, desde que seja boa, e pra assim classificá-las não se usa critérios objetivos. Gosto musical é uma coisa muito pessoal: o que lhe parece ruim, pode ser sensacional aos ouvidos alheios, isso porque a subjetividade do gosto musical é algo latente. Conforme os sons perpassam por um ouvido, vai sendo cravejado por impressões pessoais, que obviamente variam de um indivíduo para outro. A música se instala no sujeito de forma que passa a ter para ele um significado indecifrável para outrem. A arte, em geral, provoca nas pessoas sensações diferentes, e com a música não é diferente.
Pelo caráter eclético desse blog; pela injeção de ânimo que nós, postadores, estamos precisando; pelo meu pai e meu avô, que me mostraram belas histórias cantadas por esses dois caboclos desde quando eu tinha uns quatro anos de idade; pela coexistência pacífica entre gêneros musicais distintos; e por um rapaz resenhista que não pode ficar perdido em afazeres jurídicos é que lhes apresento dois dos maiores artistas que esse país já viu: Tião Carreiro e Pardinho. Ouçam sem julgar: o seu Varg Vikernes podem ser o meu Tonico e Tinoco.

Tracklist:
  1. "A Vaca Já Foi Pro Brejo"
  2. "Golpe de Mestre"
  3. "Rio de Lágrimas"
  4. "Hoje Eu Não Posso Ir"
  5. "Duelo de Amor"
  6. "Travessia do Araguaia"
  7. "O Pulo do Gato"
  8. "O Menino da Porteiro"
  9. "Alma de Boêmio"
  10. "Rei do Gado"
  11. "Boi Soberano"
  12. "Punhal da Falsidade"

Spotify

4 Responses so far.

  1. Essa deve ser a melhor resenha que li no Pignes.

  2. Anônimo says:

    Excelente resenha! Ótimo álbum! Genial o nome do arquivo RAR! :D

  3. lucas says:

    Certamente, ótima resenha! Um dia nossos ouvidos de alguma forma amadurecem...

  4. Rapaz, que puta nostalgia! Falou tudo!

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