terça-feira, 4 de junho de 2013
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Black Sabbath - 13

2 comentários


Gênero
: Doom/Heavy Metal
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Provavelmente o álbum mais aguardado do Metal nos últimos anos (ou pelo menos pelos fãs que tem respeito aos maiores responsáveis pelo gênero ser o que é hoje), 13 é o novo disco do Black Sabbath, uma banda completamente dispensável de ser apresentada, e aqui está ele. Com Ozzy Osbourne nos vocais, Tommy Iommi nas guitarras e Geezer Butler no baixo, este é o mais próximo que o Sabbath chegou nos últimos anos de uma reunião de sua formação original. Então logo as expectativas em cima do disco eram as maiores possíveis.

Sem mais delongas, o disco é puramente Doom, com leves pitadas de Heavy Metal - embora seja uma estupidez tremenda "rotular" percursores do gênero. Mas realmente, o peso e a cadência dos riffs são incrivelmente intensos, especialmente na primeira metade do disco. "End Of The Beginning" joga isso na nossa cara, com um riff fodástico e uma levada de puro feeling, um excelente começo que já mostra que a veio esta reunião. "God Is Dead?", single de apresentação do disco lançado já a algum tempo, já denunciava essa levada. Em "Loner" somos levados diretamente aos anos 70 com um riff totalmente confortável para a Iommi mas que rendeu a banda várias gerações de fãs. O vocal de Ozzy soa bem mais moderno atualmente, mas quando ele se deixa chegar a tons mais agudos tudo soa como antigamente. Uma pena que isso não seja assim tão constante.

"Zeitgeist" também tem uma levada bastante setentista, extremamente blues, leve e melancólica, mas no entanto acaba ao final soando um tanto quanto "leve demais". Embora seja uma excelente "balada" com pouquíssima variação. "Age Of Reason" é quase um ode ao Stoner Metal, estilo que deve-se inteiramente ao Black Sabbath e principalmente a Tommy Iommi. Uma pequena aula, embora não seja nada que nós não estejamos totalmente acostumados a ouvir copiado em centenas de outras bandas que surgiram nos últimos quarenta e poucos anos, então soa, de certa forma, familiar e não muito atrativa. Aos menos a princípio. Do meio pro final ela toma caráter mais lento e finalmente pesado, o que dá um ar muito interessante.

"Live Forever" é talvez minha preferida do disco, com um riff cativante e um refrão pegajoso e instigante, como só o Sabbath sabe fazer. Essa música e as duas primeiras faixas pra mim valem o disco e toda a reunião da banda. "Damaged Soul" novamente cai de cara no blues e soa extremamente clássica, e ganha o ouvinte no fato de ser totalmente "sabbathiana", com um solo no final que faz esquecer completamente que Iommi tem "somente" 65 anos e acabou de ser recuperar de um Linfoma. Porra, respeito. "Dear Father" francamente deixa um gosto de tapa buraco, e apesar do riff ser promissor, é bastante entediante. Uma pena. Mas assim se encerra o disco, com um nada quase manjado som de sinos tocando e tempestade caindo, o que no caso aqui, é simplesmente ser Black Sabbath.

Apesar de eu não te-lo citado muito durante a resenha, Geezer Butler é majestral durante toda a audição, com um baixo absolutamente essencial pra se criar essa sensação de se estar ouvindo Black Sabbath. E isso por causa da intensidade com a qual ele se coloca como base e muitas vezes até mesmo como lead da sonoridade da banda, contando com o fato que temos um trio criativo com mais de quarenta anos de história. Só poderia mesmo ficar algo sensacional. Bill Ward, o baterista clássico da banda, resolveu não entrar no projeto da reunião, segundo ele, pela "ausência de um contrato assinável". Não sei é perdoável. Mas o fato é, o lugar vago ficou com Brad Wilk, baterista do Rage Against The Machine. Não que a ausência de Ward não tenha sido sentida, ela é nítida em todos os momentos. Mas Wilk soube não nos deixar ter muitas saudades de Ward com um trabalho extremamente competente.

Por fim, 13 é um verdadeiro disco do Sabbath. Muitas resenhas por aí talvez irão discordar, mas eu adorei o disco e é de longe o meu álbum preferido entre quaisquer álbuns que tenham sido lançados pelos membros da banda em qualquer um dos seus projetos paralelos nos últimos anos. O que significa que esses caras tem que ficar juntos, simplesmente nasceram pra ser Black Sabbath. E nós estamos muito, muito, MUITO, agradecidos por isso. Vão dizer que o disco soa como tributo, ou que é moderno demais. Mas eu não tenho muito do que reclamar, exceto por algumas faixas com menos feeling que outras. Mas de forma geral, é uma aula.


Tracklist:

1. End of the Beginning 08:07
2. God Is Dead? 08:54
3. Loner 05:06
4. Zeitgeist 04:28
5. Age of Reason 07:02
6. Live Forever 04:49
7. Damaged Soul 07:43
8. Dear Father 07:06


Download:

MEGA (320Kbps, 122.9 Mb)

2 Responses so far.

  1. Maravilha... em 320 kbps ainda... Ao ler sobre o disco fiquei pensando se vai bater meu gosto pelo Forbidnen

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