segunda-feira, 17 de junho de 2013
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The Haxan Cloak - Excavation

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Gênero: Dark Ambient / Drone / Ambient Dub
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: Confesso que não tenho lá muita bagagem pra escrever sobre Dark Ambient, mas nos últimos meses eu vinha descobrindo muitos trabalhos do Ambient comum pra me acompanhar nas horas de estudo. Muito Brian Eno, Andrei Machado, Eluvium, dentre outras coisas, me fizeram criar um gosto pela calmaria do piano e instrumentos afins, a ponto de às vezes eu me flagrar ouvindo esse tipo de música encorajadora mesmo quanto não estou debruçado nos livros. Pensei "porque não experimentar a versão mais sombria?" Se o original era bom, o sorumbático também deveria o ser.
E, de fato, o é. Mas não serve para estudar. A não ser que você queira que as palavras entrem na sua mente num ritmo de tensão, ou que você deseje criar um clima de que você esteja na iminência de tomar uma facada na jugular entre um capítulo e outro. Sim, essa é a proposta do Dark Ambient: fazer música de filme de terror. Não das partes de perseguição, mas das partes de tensão. Aquelas em que o diretor precisa preparar o ambiente quando uma merda vai acontecer, para que o potencial do susto seja muito maior no espectador.
E nesse quesito, acredito que 2013 não tenha nos brindado com trabalho mais horripilante do que Excavation, do The Haxan Cloak. Trata-se do projeto mais elaborado de Bobby Krlic, do Reino Unido, que já havia lançado um álbum homônimo em 2011. Retorna agora, dois anos depois, com um dos melhores registros do gênero na última década.
O maior trunfo do registro são as frequências alcançadas por alguns dos tons utilizados pelo artista, capazes de fazer o chão tremer - num sentido sombrio, não no contexto utilizado pela Ivete Sangalo. A atmosfera nebulosa é adornada por gritos esparsos, que parecem revelar algum tipo de angústia sem explicação. Por tudo isso, não é exatamente uma audição fácil, algo que vá soar tranquilo para todos os ouvidos. Por isso mesmo, entretanto, é que o disco merece tanta atenção.
Em resumo: uma experiência visceral. Música pra ser absorvida com muito receio, por causar sensações diversas aos seus ouvintes, e por isso mesmo quase impossível de ser ouvida continuamente por muito tempo. É preciso dar uma pausa entre uma sessão de tortura auditiva e outra, para não se deixar levar mais a fundo pela melancolia que toma conta do registro. E o mais impressionante: embora, a uma primeira vista, não se pareça com nada, a capa sintetiza com precisão o conteúdo do registro. Incerteza e escuridão.





Tracklist:
  1. "Consumed" - 1:39
  2. "Excavation (Part 1)" - 8:10
  3. Excavation (Part 2)" - 4:13
  4. Mara" - 3:13
  5. "Miste" - 5:38
  6. "The Mirror Reflecting (Part 1)" - 3:11
  7. The Mirror Reflecting (Part 2)" - 7:07
  8. "Dieu" - 5:12
  9. "The Drop" - 12:56


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