quinta-feira, 29 de agosto de 2013
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Nine Inch Nails - Hesitation Marks

1 comentários

Gênero: Industrial, Alternative, Experimental, Dark Ambient, Noise
País: Estados Unidos
Ano: 2013

Comentário: Resenhar o disco de uma banda pela qual tenho enorme admiração, que significa tanto para mim e com a qual me identifico bastante sem soar tendencioso parece uma tarefa complexa.

O Nine Inch Nails surgiu da mente perturbada do jovem Trent Reznor no final dos anos 80. Com o som caótico de seu disco de estreia, Pretty Hate Machine e o Ep  Broken lançado em seguida, a banda conquistou público e crítica. Mas, foi com o lançamento de The Downward Spiral que a banda explodiu de vez, em um sentido quase literal. A performance do Nine Inch Nails no Woodstock 94 é simplesmente histórica. A imagem de Trent coberto de lama, correndo freneticamente, derrubando tudo e todos que ficassem em seu caminho é a mais icônica de sua carreira. De lá pra cá muita coisa mudou. O som do NIN ficou mais sombrio, mais "acessível", Trent se envolveu com trilhas sonoras, decretou o fim do Nine Inch Nails, se casou, formou o How To Destroy Angels e por fim, resolveu que era hora de voltar com a banda que o consagrou.

Hesitation Marks é o oitavo disco da banda. O disco traz uma sonoridade bem diferente de seu antecessor, The Slip de 2008 e é, provavelmente, o disco mais pop do Nine Inch Nails, o que pode causar certo estranhamento nos primeiros momentos. O primeiro show do retorno já mostrava a nova direção da banda, abrindo com um música nova, 'Copy Of A', já ficava claro que Hesitation Marks seria um disco mais dançante do que o anterior. A verdade é que a escolha dos singles, 'Came Back Haunted' e 'Everything', não fez jus a totalidade do disco. Hesitation Marks é melhor do que eu esperava. Faixas como 'Satellite' te conquistam aos poucos e quando você se dá conta, está se movendo no ritmo da música. 'All Time Low', 'Various Methods Of Escape', 'I Would For You' e 'In Two' são suaves e com batidas mais pop mas, ao mesmo tempo, são sombrias e densas e é essa ambiguidade que faz de Hesitation Marks um disco especial.

No final das contas Hesitation Marks é um ótimo disco mas, peca pela extensão. Esse erro já foi cometido antes no disco duplo 'The Fragile'. Hesitation Marks é mais puxado para o trabalho de Trent Reznor com trilhas sonoras e certamente merece um lugar especial na discografia da banda.

Tracklist:
1. The Eater Of Dreams
2. Copy Of A
3. Came Back Haunted
4. Find My Way
5. All Time Low
6. Disappointed
7. Everything
8. Satellite
9.  Various Methods Of Escape
10. Running
11. I Would For You
12. In Two
13. While I'm Still Here
14. Black Noise

MEGA // Novafile

One Response so far.

  1. Anônimo says:

    Amigo

    Sou muito fã do NIN, não apenas pela profundeza do som, mas por me identificar com a ideologia e pensamentos de Reznor. Ouvindo o novo album, me senti extremamente preso nas 4 primeiras faixas durante horas. Porém ao passar para as demais, não consegui o grau de imersão. Talvez porque eu esperei muito por esse album. Na verdade, sempre espero muito de Trent Reznor. Mas esse album, não é do Nine Inch Nails. Soa como um disco paralelo de Reznor. Não consigo ouvir a fúria, o incomodo, a espiral de decadencia que sempre nos engole. Sinto falta mesmo de The Fragile, With Teeth e por que não The Slip (lights in the sky). O Nine Inch Nails sempre foi pioneiro em casar o peso, a tristeza, a imensidão e sincronicidade. Mas aqui faltou algo, talvez mais drogas, um estudio mais sombrio, equipamentos por todos os lados, Etc. Fazer o que? Não acho o album ruim. Não mesmo (sou fã, Bahhh). Mas sobrou batidas sincopadas e sem profundidade e faltou a fúria e a delicadeza de outros tempos. Cheerrs.

    Twitter @dante_mor

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