quarta-feira, 21 de agosto de 2013
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Porco na Cena #27 - Deus Nuvem

1 comentários

Aquela preguiça quotidiana que vem como bola-de-neve no domingo não foi suficiente pra me prender em casa. Com um grande show já bem divulgado neste dia, o Extreme Hate Festival em Pinheiros (com grandes bandas do Metal Extremo), o domingo prometia uma bela série de posts. Enfim, por algumas razões preferi subir um pouco mais em São Paulo para a Serralheria, na Lapa, que havia confirmado o show do carioca Deus Nuvem junto com o Elma. Como tive que ir embora antes da segunda banda tocar, o espaço aqui será exclusivo dessa banda torta de jazz psicodélico e música experimental.

Que inclusive já ganhou uma resenha aqui no Pignes quando do lançamento de seu debut, dá uma olhada lá.





Não tem foto do show, então vai uma outra pra ilustrar. Capturada por Inah Santos.


Comemorando meu aniversário naquele quatro de agosto (aceito parabéns atrasados), fizemos a corridinha até a rua Guaicurus, ligeiramente distante do metrô Barra Funda (na verdade fica mais próximo do trem da Lapa, enfim), e isso é um ponto negativo também porque a casa de shows é um tanto escondida. Passamos de carro pela frente e nem vimos. Mas é um lugar aconchegante, não diferente de outras casinhas de show paulistas: os muros pichados e a atmosfera psych estão lá, infelizmente junto com o público escasso -justificado por ser num bendito domingo à noite.

O show, previsto para as 20h, teve atraso de uma hora - motivo que me impediu de ver o Elma, que de qualquer forma já ganhou um Porco na Cena aqui certa vez. Na miscelânea de passar o som e conversar com o povo presente, o Deus Nuvem começa seu show meio que de súbito, já mandando um som bem temperado de flauta, saxofone e clarone.

E como fazem diferença os sopros dessa banda! As notas graves e limpas do clarone são talvez o grande diferencial da banda ao vivo (na minha resenha de seu debut, comentei que o instrumento não alcançava notas tão graves. Talvez tenha sido falha da minha velha caixa de som), e a flauta era a voz principal da banda, guiando as melodias que os outros seguiam; o sax não fazia lá tanta diferença, apesar dos solos por vezes bem inspirados - as linhas graves mantidas pelo clarone e pelo baixo dão aquela encorpada no som da banda. A surpresa fica quando, no meio do show, o free jazz toma espaço para solos improvisados.

E o que dizer dos teclados? Como tecladista eu fiquei com inveja de quem compôs seus acordes. Variando entre timbres de piano, celesta e synths, dando bem mais que ambientação às músicas e casando bem com a flauta, os teclados têm posição de destaque e dão o toque psicodélico que afinal é adotado inteiramente pelo Deus Nuvem.

 

One Response so far.

  1. Deu vontade de ir baixar o álbum... ótima resenha

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