quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Avatar

Nana Grizol - Ruth

0 comentários


Gênero: Pop Alternativo
País: Estados Unidos
Ano: 2009

ComentárioVolta e meia surgem uns discos na sua vida que mudam tudo o que você pensa sobre música - e sobre a vida também, se bobear. Algumas pessoas tem experiências desse tipo com frequência  o que é completamente válido, mas que não é meu caso. Foram poucos os discos de que eu tenho a vívida memória de terem impactado minhas impressões. Daqueles que já nas primeiras músicas você sente que as coisas vão ser diferentes.

Ruth, o segundo disco da banda americana Nana Grizol, faz parte dessa pequena coleção sentimental que eu carrego comigo todos os dias - bendita seja a tecnologia. Um conjunto de músicas que eu chamaria de canções de ninar para grandes bebês hipsters, o disco é realmente acolhedor e aconchegante. Com uma sonoridade puxada de Neutral Milk Hotel - mais na parte da instrumentação, já que o ritmo é bem mais lento - Nana Grizol não se propõe a grandes revoluções musicais. As canções seguem um ritmo parecido, como um todo, e os únicos instrumentos que - raramente - ganham algum destaque são os de sopro. O resto da banda serve como acompanhamento.

Acompanhamento para a voz e o lirismo de Theo, o vocalista - ex Defiance, Ohio uma outra ótima banda que pretendo cobrir numa resenha futura - que é o ponto forte do disco. A parte que, de fato, mudou minha percepção sobre letras em músicas. Não é que elas sejam de um nível poético altíssimo - como alguns músicos alcançam, vide Leonard Cohen e Bob Dylan, para citar americanos - mas elas são o complemento perfeito para a instrumentação.

Os dois violões num momento x, a tuba em algum outro ponto, a banda em profusão em outro, tudo se vê unido nas melancólicas letras. É quase uma espécie de confissão de mais dos milhões de jovens adultos do mundo que, sinceramente, não fazem a mínima ideia do que fazer com o próprio passado e acabam mergulhando em lembranças de nem tanto tempo atrás.

Em Atoms, é um diálogo com as pequenas partículas do seu corpo, eternas, que observam a passagem do tempo indiferentes. Em Black Box, a lembrança do passado na cidadezinha de infância. Em Cynicism, um pedido por um pouco mais de otimismo, de verdade em um mundo cheio de descaso.

São músicas inocentes dos dois lados da moeda - instrumental e liricamente - e está bom desse jeito. No mar de discos cínicos, pessimistas e auto-destrutivos, alguma coisa - ainda mais bem feita! - que nos faça nos sentir um pouquinho mais felizes já faz uma diferença enorme. A motivação e o acalanto desse disco mudaram um pedaço de mim. Então, espero poder proporcionar a vocês a mesma sensação.  


Tracklist:
1. Cynicism - 2:28
2. Galaxies - 2:55
3. Blackbox - 3:48
4. Atoms - 2:44
5. Gave On - 1:27
6. Grady and Dubose - 1:56
7. From Here - 3:02
8. Alice and Gertrude - 3:29
9. Arthur Hall - 2:19
10. For Things That Haven't Come Yet - 4:12
11. Sands - 4:51

Download: MEGA


Leave a Reply

Link Off? Comente aqui mesmo ou na caixinha de bate papo ali do lado que a gente reposta rapidinho.

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.