sexta-feira, 15 de novembro de 2013
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Porco na Cena #32 - Exhale the Sound Festival Parte I

3 comentários

Olá, minha galera bonita de Deus e Belzebu! O Pignes sente-se orgulhoso em dizer que encarou horas de viagem dentro de uma estufa móvel (leia-se: um ônibus cheio de gente suando por todos os poros sob um sol de humildes quarenta graus à sombra) a caminho de Belo Horizonte no último fim de semana, para trazer pra vocês a cobertura completa (ou quase) deste grande evento do underground e da música alternativa de nossa Terra de Santa Cruz. Foram vinte e duas bandas numa apresentação contínua e sem pausas pra fôlego, espremidas num tempo de mais ou menos onze horas de shows que reuniram grandes, bons, velhos e novos nomes do hardcore, sludge, post metal e da música experimental em geral. E foi num clima eclético e frenético que o festival organizado pelo blog Exhale the Sound transcorreu.

Por conta do número enorme de bandas envolvidas nesta resenha, ela será dividida em dois posts. Leia e exale o som da música torta.



O ônibus misantrópico e exalando a sovaco saiu de São Paulo à uma da madrugada, levando as bandas Kroni, Noala, DER, Hutt, Cristo Bomba e um dos integrantes do Deaf Kids. A zoeira não deu espaço algum pra qualquer papo musical e eu, em meu infinito sono e inércia, capotei quando encontrei algum sentador-de-bunda estofado e reclinável pra me resguardar em minha própria misantropia. Foram cerca de dez horas de viagem e algumas centenas de barraquinhas de pão de queijo e doce de leite que vimos no caminho das rodovias até chegar à gloriosa cidade de BH. Que aliás, preciso dizer: é muito bonita. Pelo menos onde eu andei, da avenida Amazonas até os botecos da rua Pernambuco, passando pela bela praça da Liberdade onde um museu havia me chamado a atenção - e que o tempo não me permitiu visitar dessa vez.

A tropa do Pignes deveria ser bem grande neste evento, mas os compromissos individuais que cada um tinha, contando compromissos de eventos pro blog (como o Planeta Terra Festival que aconteceu no mesmo dia e que já foi postado). Mas eu queria meus abiguinhos do blog pra tirar fotinhas e colocar no Facebook. Dessa forma, eu fui o cara que não pode cochilar e digo que vi TODAS as bandas. Não todos os momentos, mas meu relato aqui será bastante fidedigno.

A abertura da casa começou entre 17h e 18h, com uma confusãozinha na entrada do público. Essa foi um ponto negativo na casa de shows, que mostrou mais depois. 

A estrutura. 

Como meter tantas bandas em um só espaço? A resposta foi espremer toda a galera em dois espaços com palco, merchan e bebedeira. Haviam dois palcos onde as bandas tocariam, uma de cada vez; enquanto uma se apresenta no palco II, outra banda ajeita o som no palco I, e quando uma banda acaba, outro show já começa. Bela sacada que nos permitiu, na grande parte das vezes, acompanhar os shows completos. O palco II ficou bem na entrada do Emme Lounge, posicionado de forma um tanto improvisada num lugar bem pequeno, que nos delatava que ali não é usado comumente pra shows. Ok. O calor que o volume crescente de público reunido naquela sala emitia era muito grande, barrado pelo ar condicionado dos deuses do palco I, no porão, lá embaixo (duh). Ali sim tinha toda a estrutura de um show, e uma bela mesa com uísques e cachaças à gosto. 

E lá também permitia uns moshs bem nervosos.


KILL MOVES 
palco II

O primeiro show da noite aconteceu no palco II, no térreo do Emme Lounge. Como dito anteriormente, um espaço pequeno, que dava brecha pro pessoal saborear as banquinhas de merchan logo ao lado - que, a propósito, traziam delociosidades! Cada banda tinha seu cantinho coberto de camisetas, CDs e cartazes que pouco a pouco foram digeridos pela galera. Eu, humildemente, garanti meu CD do Noala que foi tudo o que minha fome devoradora de dinheiro me permitiu comprar.
Enfim o Kill Moves, que já tem um post aqui redigido por este que vos fala, entra em cena. Eu queria bastante vê-los e ver como sua música funciona ao vivo, pois só entrei nesse mundo do Post Hardcore recentemente. Como eu pude observar em outras bandas do estilo, os músicos executam seu som com uma certa paixão e ferocidade que se combinam numa performance enérgica e que funcionou bem para abrir o festival.

Ao mesmo tempo, os músicos são bem estáticos e não se movem tanto de lugar, dando um ar de introspecção ENORME.


FOZ palco I
 
Aaaah sim. Uma das bandas que eu pretendia/pretendo resenhar algum álbum aqui por ter um som bem interessante; e o duo de sludge que combina atmosferas um tanto lúdicas com mídias audiovisuais fez um bom show no festival. Contando com uma bateria e uma guitarra - a guitarra já é mais que o suficiente -, o som forte preencheu o palco enevoado e escuro do porão. Mais adequado que isso? Só o improviso barulhento ao final do show que colocou um ponto na apresentação. E que já me deixava satisfeito pelo festival.


SITINGLASS
palco II

 O Sitinglass, como explicado no show, foi formado por um ou dois dos membros do Kill Moves, e o som também é bem semelhante. Assim como a performance também é, com peculiaridades de seu som melódico, mas mostrando a introspecção como aspecto geral.


KRONI 
palco I 

Um palco escuro, enevoado, exalando o ódio e o caos (mas ainda assim o amor de todos). O que mais faltava? É claro que ainda faltava algum satanismo! E Belzebu nos fez companhia!

No show do foz, a cabeça de satã estava metida dentro do painel na parede. Nada mais adequado que os chifres darem as caras num show em que o som está à altura.

PORQUE É UM BAITA DUM SLUDGE NERVOSO! E falo isso com empolgação porque o show foi realmente muito bom. Um som nervoso, à la Burning Witch (inclusive nos vocais). Música do cabrunco mesmo. E recomendo o show.






POSSUÍDOS 

palco II

O show do Possuídos tornou possível o primeiro mosh da noite
E o primeiro stage diving.
Num lugar que não tinha palco.
Tudo possibilitado pelo hardcore diretão e bruto da banda, que semeou a discórdia e fez a galera se acotovelar num espaço já reduzido pelo número de cabeças. E algumas cabeças começaram a rolar por aí...


 

SICK VISIONS palco I
Se o show anterior trouxe o mosh pro nosso sabadaço, o Sick Visions o ampliou e ensanguentou a coisa toda. Gente, aquele mosh no porão não foi coisa de Deus não! Dessa vez eu larguei óculos e celular de lado e entrei no meio. O resultado? A minha óbvia constatação de não ir a mais shows do estilo com All Star. Algumas cotoveladas e joelhadas e eu sinto água cuspindo na minha cara; logo mais uma garrafa me pega bem na testa.
Pro cara da banda que me jogou a garrafa, você intensificou minha participação no mosh, viu.
A princípio achei que a banda fosse gringa, pois tive a impressão que o vocalista falava inglês entre uma música e outra. Mas são cariocas - explicação pra isso, cadê?


Esta é a primeira parte da cobertura do Ignes Elevanium no Exhale the Sound Festival. Logo mais ela será concluída pela segunda parte.

3 Responses so far.

  1. Anônimo says:

    Puta festival, precisamos de mais festivais assim por aqui, pena que moro na fossa do inferno e tô sem grana pra ir num rolê desses, caralho!
    A propósito, bela resenha dos shows. Valeu!

  2. Unknown says:

    eu ja tinha organizado pra ir mas o trabalho me fu............

  3. Anônimo says:

    Foda!! E o Sick Visions é do Rio mas o vocal é americano hehehe

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