quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
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The Hunt - The Hunt Begins

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Gênero: Pós-punk, Indie, Alternative
País: USA
Ano: 2013

Comentário: No quesito Pós-punk, 2013 foi um ano prolífero e mais-que-bendito! Para mim, trouxe três grandes revelações do gênero: a primeira foi The Woken Trees com seu debut barulhento NNON, postada por mim mesma. A segunda foi Savages com seu Silence Yourself, filha ingrata postada por Marcos. E por fim, em uma surpresa no finalzinho do segundo tempo, a terceira foi The Hunt!

Não me perguntem muita coisa sobre The Hunt, pois ela ainda é um desses enigmas que são jogados no underground e nós temos o privilégio de esbarrar. Todavia, sua história se entrelaça à banda de pós-industrial Cult of Youth, haja vista que o baixista (Jasper McGandy) e o tecladista/guitarrista (Christian Kount) desta – antes de entrarem para Cult of Youth – foram os fundadores de The Hunt, lá em 2007. Na época, Jasper atendia por J. Vigil – e a voz eufórica em The Hunt Begins é dele! –; Christian ficou nos sintetizadores junto a Frankie, enquanto M.O.B. assumiu a guitarra. O resultado disso foi um LP gravado em 2009 de um pós-punk sujo que nunca fora lançado!

Então, The Hunt Begins nada mais é que um álbum póstumo. Sim, porque The Hunt não existe mais! Este ano, em comemoração aos 100 discos lançados pelo selo, Sacred Bones – gravadora que lançou nomes como Zola Jesus – decidiu resgatar essa pérola e lançá-la, a qual fez tanto sucesso que The Hunt “ressuscitou” excepcionalmente e entrou em turnê. E, convenhamos, existe coisa mais pós-punk que querer beber novamente de uma fonte que secou há anos?!

Em sua estrutura, The Hunt Begins tem toda fúria do contrabaixo que um Pós-punk que se preze tem, junto às batidas firmes e passagens rápidas de bateria, enquanto a guitarra emerge distorcida ou simplória auxiliada pela euforia da voz grave de Jasper. Apesar de ter uma nítida influência da contemporaneidade do Indie/Altenative, pela energia que o álbum em sua totalidade transmite, há também certa influência Punk, não apenas na sonoridade quanto na brevidade das músicas ferozes (The Hunt Begins tem 36 min de duração).

A música em destaque no post é a primeira faixa, The Mountains, e é indubitável o impacto que ela traz do álbum como um todo. Mas também destaco Fifteen Minutes (faixa 2) a qual foi recebida pelo público como um misto de The Cure e Joy Division (?). A potência imponente e romântica de Summer of Hate (faixa 3). A introdução de Set the Rising Sun (faixa 4) que, por incrível que pareça, me lembrou uma versão Pós-punk de Arctic Monkeys. Black and White (faixa 5) é uma das músicas mais furiosas do álbum para mim.  Enquanto a faixa seguinte, Scripts, é a que mais se aproxima da sonoridade da supracitada Joy Division. Trainwreck (faixa 7), por sua vez, já nos deixa em clima de despedida – seria uma boa música para finalizar o álbum, muito embora One Thousand Nights (faixa 9) cumpra bem seu papel. Por fim, eu não gosto nem de imaginar o estrago que esse tipo de som faria em uma festa!


Tracklist:
01. Mountains
02. Fifteen Minutes
03. Summer of Hate
04. Set the Rising Sun
05. Black and White
06. Scripts
07. Trainwreck
08. When The Sky Turns Black
09. One Thousand Nights

Download: Mega / 4shared

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