segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
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Forest Swords - Engravings

2 comentários

Gênero: Neo-Psychedelia / Ambient Dub / Downtempo
País: Inglaterra
Ano: 2013

Comentário: O ano de 2013 se mostrou bastante profícuo quanto à música eletrônica, e não só quanto àquele jaez mais tradicional do estilo, mas em várias de suas mais variadas vertentes. Do footwork ao downtempo, do chillout ao drone, diversos registros chamaram a atenção aos amantes do gênero. Um primoroso exemplo disso é o disco Engravings, do produtor e artista inglês Matthew Barnes, que tem a alcunha de Forest Swords como stage name.
Depois de uma série de EPs, online tracks e singles, o trabalho ora analisado é seu primeiro álbum de carreira, e veio para abrandar uma crescente expectativa formada em torno de seu talento a cada nova faixa disponibilizada na internet, especialmente em sua conta do Soundcloud. Já na faixa de abertura, Ljoss, recebemos uma boa mostra do que virá a seguir: faixas que repousam na região limítrofe entre a tranquilidade do Ambient e os estilos mais sombrios da música eletrônica, pendendo ora pra um lado, ora pra outro.
É notável a gama de instrumentos e recursos utilizados pelo autor para criar a aura etérea de seu trabalho. A ecleticidade na escolha do aparato se mostra evidente em Thor's Stone, por exemplo, faixa em que observados uma crescente de sintetizadoras acompanhadas por um instrumento de sopro que se assemelha com flautas indígenas.
Barnes não deixou de utilizar vocalizações humanas em sua obra: Anneka's Battle traz, em sua segunda metade, um agradável canto performado por uma voz feminina, acompanhado de uma batida alusiva ao Rn'B, mas com notas bem mais sutis e em consonância com a proposta do restante do disco. Em seguida, Gathering também traz vozes humanas, mas dessa vez incorporadas à batida da faixa, em indecifráveis - mas aplacadores - dizeres que compõem uma atmosfera bastante envolvente.
Os solos dedilhados de violão, guitarra e piano também são um grande trunfo das experimentações. Presentes em faixas como The Weigh of Gold e The Plumes, dão um tom mais mundano ao disco, e nos remetem à intersecção que pode ser formada pelos mais diversos gêneros musicais.
Não bastasse a gama de recursos utilizados de forma brilhante e o resultado que salta aos ouvidos, a história por trás do registro o torna ainda mais belo: Barnes teve de abandonar por alguns anos a sua maior paixão, a produção de faixas, e, por consequência, o seu Forest Sowrds, por conta de problemas auditivos que podiam lhe ceifar esse sentido. Depois de um tratamento, obteve o aval médico para retornar a se dedicar à sua paixão. Esse tempo afastado de tudo que mais ama certamente contribuiu para o ar de tristeza esperançosa que perpassa cada uma das dez faixas do registro. Como disse Lord Byron, "tristeza é saber" - e Barnes soube muito bem extrair a essência dessa frase.




Tracklist:

  1. "Ljoss" - 5:19
  2. "Thor's Stone" - 4:32
  3. "Irby Tremor" - 4:11
  4. "Onward" - 5:40
  5. "The Weight of Gold" - 5:04
  6. "An Hour" - 5:02
  7. "Anneka's Battle" - 4:09
  8. "Gathering" - 4:59
  9. "The Plumes" - 3:39
  10. "Friend, You Will Never Learn" - 8:12


Spotify

2 Responses so far.

  1. PH, esse daqui entra no seu melhores de 2013? Não sei se entra no meu, mas parece interessantíssimo, não vou deixar de conferir

  2. Entra sim, um dos últimos da lista mas entra hahaha. Achei um trabalho bem denso e interessante.

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