quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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Sepultura - Roots

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Gênero: Death Metal / World Music / Nu Metal / Thrash Metal
País: Brasil
Ano: 1996

ComentárioGlobal Metal, documentário dirigido por Scot McFadyen e Sam Dunn, é um retrato didático e contemplativo da hegemonia mundial do gênero por todo globo. Através deste exímio trabalho descobrimos a existência de cenas em lugares inóspitos como na Índia, Indonésia e Israel, países estes cuja cultura local interfere, mas ao mesmo tempo acrescenta diversidade sonora de inúmeras bandas locais que sobrevivem no underground graças à um público devoto e seleto. Mas porque fazer menção a este trabalho já que o objetivo, como o título entrega, é falar sobre Roots do Sepultura? Simples: o filme realizado em 2008 inicia justamente no Brasil tendo como foco o legado deixado pelo álbum e o seu efeito mundo afora.

Lançado em 1996, Roots é de longe o mais ousado disco dos brasileiros do Sepultura. Max durante entrevista presente em Global Metal justifica essa ousadia dizendo que não há necessidade de se copiar a estética sonora gringa, pois existe no meu próprio país uma identidade cultural enorme e de alguma forma posso e tenho que expor este legado agregado ao meu trabalho. E é justamente esta herança o diferencial deste clássico.

Produzido por Ross Robinson e a própria banda, o disco traz à tona elementos já tradicionais ao grupo como as sonoridades tharsh, death, mas agora acrescida de muita brasilidade. Para tanto, o hoje malfadado Carlinhos Brown foi a peça crucial neste processo. Responsável pela parte percussiva do álbum, ele agregou ainda outros instrumentos nacionais como o berimbau e o timbau, recursos este que adicionaram ainda mais peso a música do Sepultura. Imagine uma canção/hino como "Ratamahatta" sem estes elementos? Impossível. Não obstante, para ainda mais se aprofundar em nossas raízes o grupo passou dias como os índios Xavantes, no Mato Grosso do Sul. A convivência gerou não só uma nova visão de mundo como também a faixa instrumental "Itsári" gravada junto a tribo.

Mas não é só no campo sonoro a grande diferença visível neste disco. Nas letras a herança punk de Max Cavalera ainda predomina ("Attitude", "Spit" são bons exemplos), porém agora há espaço para abordar nossas origens indígenas associado ao passado sangrento desta era como visualizamos na pungente canção de abertura "Roots bloody roots".

Voltando a sonoridade é admirável o encontro promovido na faixa "Lookaway". Nu metal na essência, gênero que aliás ainda engatinhava, a faixa tem guitarras em afinação baixa, arrastada e conta com Jonathan Davis (Korn) e o mestre Mike Patton (Faith No More) nos vocais, criatura e criador respectivamente.  

Infelizmente este é o último disco com a formação clássica da banda. Após o fim da turnê Max abandonou a banda, após homéricas brigas entre os integrantes. Ele formaria anos mais tarde o elogiado Soulfly e retomaria a parceira com seu o irmão no Cavalera Conspiracy. O Sepultura mudou substancialmente a formação e nunca mais seria o mesmo.  Porém, o estrago já estava feito.

P.S. Esta edição contém como duas bônus tracks duas: as covers de  "Procreation (of the wicked)" do Celtic Frost e "Symptom of the universe" do Black Sabbath.


Tracklist:

01 - Roots bloody roots
02 - Attitude
03 - Cut - Throat
04 - Ratamahatta
05 - Breed apart
06 - Straighthate
07 - Spit
08 - Lookaway
09 - Dusted
10 - Born Stubborn
11 - Jasco
12 - Itsári
13 - Ambush
14 - Endagered species
15 - Dictatorshit / Canyon Jam (hidden track)
16 - Procreation (of the wicked) - Celtic Frost cover
17 - Symptom of the universe - Black Sabbath Cover

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