segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
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Triptykon - Eparistera Daimones

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Gênero: Black / Doom / Gothic Metal
País: Suíça
Ano: 2010

Comentário: Falar da criatividade e importância de Tom Warrior na história do Metal é algo honroso. Ele está por trás de dois dos maiores nomes do Metal Extremo, seja na qualidade ou influência, é impossível negar o efeito dessas duas palavras ao citar Hellhammer e Celtic Frost. O fim de um deu vida a outro, sendo o Celtic Frost, uma das mais notáveis de sua geração. O Celtic Frost trilhou caminhos não muito explorados por bandas de seu estilo e época, experimentou, inovou, desagradou alguns e satisfez muitos. Tom Warrior também está por trás do Apollyon Sun, uma empreitada no meio da onda das bandas que mesclaram Rock/Metal com Industrial, algo que se tornou popular no final dos anos 80 e início dos 90. Mas o foco no momento será seu último projeto: o Triptykon.

Com o fim do Celtic Frost no ano de 2008, dois anos após o lançamento do seu último álbum de estúdio, o incrível Monotheist, Tom Warrior não ficou parado por muito tempo e criou o Triptykon. Lançado em 2010, Eparistera Daimones é composto por 9 faixas incríveis e bem elaboradas, mostrando que Tom Warrior ainda exala criatividade, ousadia e técnica. Acompanham Warrior nessa maravilha de álbum, Norman Lonhard (bateria), a bela Vanja Slajh (baixo) e V. Santura (guitarra) já conhecido por seu trabalho no Dark Fortress.

Segundo Warrior, o álbum é o que ele imaginou lançar caso o Celtic Frost não tivesse encerrado as atividades, partindo da mesma ideia, porém mais sombrio e pesado. A abertura se dá pela incrível Goetia. Após uma série de riffs carregados de efeito e de certo tom sombrio, a música vai ganhando cara e forma, Warrior executa uma série de vocais impiedosos e cheios de ódio no refrão. Goetia não foge disso em seus 11 minutos de duração, excelente abertura e uma boa amostra do que está por vir. Abyss Within My Soul é a próxima e uma das que mais me agradam no álbum. Aqui Warrior alterna seu vocal em momentos mais serenos e calmos, onde tenta nos passar a sensação de profundidade e escuridão. Isso é deixado no momento do refrão, onde Warrior começa a berrar impiedosamente, sempre acompanhado dos riffs lentos e pesados, da bateria consistente e do baixo seguindo o ritmo. In Shrouds Decayed é a seguinte, começa com um clima bem dark onde dedilhados na guitarra ditam o ritmo acompanhado pelas letras narradas por uma voz de dor e agonia de Warrior. O ritmo é alterado por volta dos 4 minutos decorridos da faixa, por um riff potente acompanhado do instrumental pesado e ainda nos brinda no final com a bela voz de Simone Vollenweider, já conhecida por participar de algumas faixas no Monotheist do Celtic Frost. Shrine é uma faixa instrumental de caráter Ambient, vem quebrar a sequência criada pela banda inicialmente (bom pra descansar a voz e um pescoço por alguns instantes).

A Thousand Lies, pancadaria da melhor qualidade. A faixa já começa despejando riff sob riff e Norman destruindo na bateria, culminando num refrão intenso, onde os vocais agressivos de Santura e Warrior se alternam. Descendant é outra faixa excelente, cheia de peso e bem cadenciada. Tem um tom mais sombrio se comparada com outras faixas e um final nostálgico que remete bem ao Celtic Frost, trazendo peso, agressividade, velocidade e com direito a um daqueles solos típicos de Warrior. Myopic Empire traz vocais combinados em seu início, me lembra um pouco o esquema de vocais do Alice in Chains. A sonoridade da música também traz lembrança de Ground do Celtic Frost, mesmo que em poucos momentos. Na metade final da faixa temos um belo solo de piano, que dura alguns segundos antes que a banda retorne com o peso característico do álbum. A faixa seguinte My Pain é uma preciosidade.Aqui a banda deixa o instrumental pesado de lado e investe numa faixa Ambient e muito sombria. Tendo um ritmo feito no piano desde seus momentos iniciais , os vocais de Simone novamente surgem, aqui sussurrando algo indecifrável. Ao surgir a bateria acompanhada pelo baixo, Simone solta sua bela voz, de maneira calma, serena, repetindo a mesma frase, até o surgir da voz grave de Warrior narrando uma parte da letra, junto de tons distorcidos na guitarra. Pra fechar o álbum de maneira esplendorosa, vem The Prolonging. A faixa possui quase 20 minutos de duração e traz o que de melhor já rolou no álbum: o instrumental pesado, os vocais impressionantes de Warrior, riffs esmagadores e variados. Isso se segue no decorrer da faixa, que se encerra com vários tons distorcidos nas guitarras.

Eparistera Daimones é um álbum excelente, entraria facilmente na minha lista dos melhores álbuns que já escutei. Pra quem gostou do que foi feito pelo Celtic Frost no Monotheist, certamente irá agradar do álbum. Mas caso você procure um álbum pesado, sombrio, de qualidade indiscutível, ou apenas deseja variar um pouco de acordo com o que costuma ouvir, certamente Eparistera Daimones é recomendado pra você. A boa notícia é que a banda vai lançar material novo esse ano e promete ser ainda mais pesado e sombrio do que antes. Aguardem novidades!



Tracklist:
01. Goetia
02. Abyss Within My Soul
03. In Shrouds Decayed
04. Shrine
05. A Thousand Lies
06. Descendant
07. Myopic Empire
08. My Pain
09. The Prolonging

Download: Mega

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