sábado, 29 de março de 2014
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Porco na Cena # 34 - Lebensessenz

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O Lebensessenz, formado pelo seu único integrante Newton Schner Jr, catarinense de alma e de sotaque, é tão aclamado pelo público underground do metal e da música instrumental que fez tours em tudo que é lugar: Alemanha, Itália, Portugal, Ucrânia, sul do Brasil (claro). Só faltava mesmo fazer um show na cidade onde mora este redator aqui.

Santo André, sim! E sua primeira apresentação no estado de São Paulo foi num bairro super agradável, num pub onde eu já havia ido antes. Só não lembrava o caminho.



Desencontros à parte, tentei chegar cedo pra garantir um bom lugar (o pub é pequeno e lá enche), o que não adiantou muito; deveria saber que a galera desce cedo pra beber. Garantida minha garrafa de Paulistânia na mão (não recebo pelo merchandising), fui cumprimentar o dono da noite: conversa vai, conversa vem, descubro que o Newton fora o responsável pelos pianos do álbum que mais gosto do Drowning the Light, o Catacombs of Blood (se você não conhece o bagulho, pelamordeBaal ouve isso agora)!!! Essa descoberta foi linda e meu respeito pelo Lebensessenz só aumentou! Há de se destacar a enorme simpatia do Newton que, solícito a todos que vinham puxar um papo, ficava um bom tempo entretido; e antes do show também distribuiu, gratuitamente, CDs com músicas do Lebensessenz. Já de antemão, com uma humildade enorme, se desculpou por ter de usar um piano eletrônico em vez de um acústico - mal cabemos nós nois no palco, imagine um piano.

Enfim, após um atraso enorme de mais de uma hora, o show começa. Newton toma o microfone e avisa que fará uma pausa a cada música, e uma pausa maior na metade do show. Isso quebrou o clima das músicas? Achei que fosse, mas foi bom, de qualquer modo; ainda preferia que ele tivesse tocado todas em sequência ou quase em sequência, com poucas paradas. Mas também é importantíssimo explicar o conceito de cada música, já que todas são instrumentais com belas histórias de fundo.

A música do Lebensessenz baseia-se num minimalismo que lhe confere o status de música ambiente; o som do teclado no Asgard pub, pouco orgânico, passa longe do charme natural de um piano ligeiramente desafinado. Matou um pouquinho o clima que o Newton geralmente passa com suas gravações caseiras, mas não afetou tanto o resultado final; as notas emboladas pelo pedal ainda estavam lá, só que saindo do amplificador. E mais interessante era ver o feeling que Newton demonstrava com suas feições - o mundo se lacrou naquelas notas, como numa conversa entre ele e o piano. Já não havia mundo além daquelas teclas.

Pessoalmente, as valsas se sobressaíram às outras músicas. Tiveram um feeling bem diferenciado. A valsa de Annie, apresentada depois do intervalo entre a primeira e segunda partes do show, teve uma irradiação tão grande de sentimentos que ninguém ali conseguiria ficar apático. E aliás, isso se repetiu no show todo; a música do Lebensessenz realmente traz um sentimento muito grande de idealização de nostalgia, quase como se encontrássemos em canções do estilo algo que sempre estivemos procurando. E talvez eu tenha encontrado ali o que faltava pra eu contemplar completamente a música do Newton - sua simpatia e sua paixão pela música que faz.

Setlist:

 


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