terça-feira, 8 de abril de 2014
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Porco na Cena #35 - Lolla Party: Cage The Elephant

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Dois anos após seu primeiro show no Brasil, no próprio Lollapalooza, o Cage The Elephant se torna a primeira banda repetida no lineup da versão brasileira do festival, uma escolha acertada. E como já parte da tradicional festa que toma São Paulo por toda a semana do festival, os americanos ganharam sua Lolla Party, um show solo no Cine Joia na Sexta-Feira 04/04.

Sem atrasos, a banda subiu ao palco do Joia por volta da meia noite pra um publico expressivo levando em conta que eles tocariam novamente dali algumas horas, e como não poderia deixar de ser, mandaram um show enérgico como se pode esperar daqueles que já os viram ao vivo anteriormente.

Spiderhead do disco mais recente “Melophobia” é responsável por abrir o show e dar o tom do que viria a seguir. Ao vivo todas as músicas ganham corpo com o peso de duas guitarras (por vezes três) e toda a performance cheia de gritos do aceleradíssimo vocalista Matt Schultz, que aliás, é o responsável pelo grande impacto que o show do Cage vem a ter.

O show do Cage The Elephant é uma viagem especialmente pelas vertentes do rock dos anos 60, não tem novidades, não tem firulas, o quinteto resgata do Surf Rock do Beach Boys, ao Garage do Stooges, incluindo o fato do vocalista Matt Schultz incorporar Iggy em seus melhores anos, dança, pula, se contorce, rola no chão e se joga na galera inúmeras vezes, assim como o Iguana fazia. É um rock honesto, e bem legal ver que durante no dia seguinte, o show do festival estava lotado e todos realmente conheciam a banda, é uma banda que serve como ótimo ponto de partida para os mais jovens e curiosos conhecerem aqueles que influenciaram as bandas mais recentes.

Após Spiderhead, o show continuou com In One Ear, Aberdeen, Back Against The Wall e Take It or Leave It, todas soam como se fossem grandes hits, entoados em coro pelo público, e a empolgação do publico cada vez mais ganhava a banda que demonstrava estar bem contente de estar ali. Não demorou para Matt começar a ameaçar se jogar no público que gesticulava e em coro gritava “come, come, come”, e quando pulou o caos se instaurou, ao menos pra mim já que ele se jogou exatamente em cima da onde eu estava, puxou minha mão para se equilibrar e pisou no meu ombro para ficar em pé em cima da galera como já é tradição em seus shows, mas tudo bem, foi um momento divertido.

Após a saída da banda, o sempre cômico e tradicional coro de “ole, ole, ole, ole” se instaurou “QUEIGE, QUEIGE” o público gritava, a banda voltou e improvisou um instrumental no ritmo do “ole”, que depois se tornou uma rápida improvisação de jazz, gênero que segundo eles, são fãs.

O Bis veio com as obrigatórias “Shake Me Down” e “Sabertooth Tiger” que finaliza o show a todo vapor. Esse foi sem dúvida um bom aquecimento para os dois dias de festival que viriam à seguir.







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