segunda-feira, 14 de abril de 2014
Avatar

Porco na cena #36 - Lollapalooza Brasil 2014 (domingo)

0 comentários

O segundo dia festival não foi tão tumultuado quanto sábado. O público reduzido pôde circular sem maiores problemas entre os palcos.

Stand Locomotiva discos - Fonte: ZP
Entre um show e outro também foi possível conhecer o que o festival oferecia em termos de entretenimento e afins. Uma roda gigante, um stand da Locomotiva discos, lotado de lps para compra, as lojas de souvenirs do evento e stands gigantes dos patrocinadores com diversos brindes foram alguns exemplos.

A maratona de shows neste dia começou cedo mais cedo.


Johnny Marr - Palco Ônix (14:20-15:30)

Johnny Marr - Fonte: Vírgula
Um dos melhores guitarristas de todos os tempos, Johnny Marr é responsável por toda uma geração de adoradores do instrumento e músicos que se inspiraram ou se emocionaram ao som dos seus melódicos e inconfundíveis riffs, seja nos tempos dos The Smiths e até mesmo o junto ao Modest Mouse entre tantos outros projetos em que participou.

A apresentação, realizada num horário impróprio das 14:20, atraiu um considerável  número de espectadores que não se cansavam de exaltar o artista aos gritos de "Johnny, Johnny".


Correspondendo à altura tamanha expectativa, o britânico fez o certo: privilegiou as melhores faixas de seu elogiado disco solo, The messenger lançado em 2013, mesclando hits memoráveis dos Smiths.


De The messenger vieram as ótimas "The right thing right", "Upstrarts", "Sun & Moon", "New town velocity", "Generate! Generate!" e "World strarts attack", faixas que foram recebidas de forma amistosa pelo público. 


Como era de se esperar, as canções dos Smiths foram responsáveis pelo melhores momentos dos show. Durante a execução de clássicos como "Bigmouth strikes again", "Stop me if you think you've heard this one before" e o encerramento com "There is a light that never goes out" foram responsáveis pelos momentos de comoção da platéia. Por todos os lados sorrisos, lagrimas e arrepios transbordavam.


Como se não bastasse tamanha carga emocional, Marr cometeu o "sacrilégio" de renovar a parceria com Andy Rourke, ex-baixista e parceiro do finado grupo britânico. Momento histórico para música eo festival.



O único porém o curto tempo de apresentação: apenas um hora. Espera-se que Johnny venha para uma turnê solo e que seja em breve.  (Por Bruno Lisboa)

Vampire Weekend - Palco Ônix (16:30-17:30)

Vampire Weekend - Fonte: Rolling Stone Brasil
Responsável por um dos mais belos momentos do festival, os nova-iorquinos do Vampire Weekend atraíram um grande público para o distante palco Ônix.

Começando em alto astral, "Diane young" (do soberbo disco Modern Vampiriesof the city) foi escolhida para abrir os trabalhos, iniciando a festa que se seguiria.


Intercalando respeitosamente faixas dos três álbuns de estúdio, o setlist agradou em cheio o jovem público presente que se deleitava ao som dos singles "Cousins", "A-Punk", "Cape cod kwassa kwassa" e "Giving up the sun".


Até mesmo as baladas funcionaram bem durante a apresentação. Em "Ya hey", por exemplo, um grupo de fãs levantaram cartazes com o refrão impresso, causando surpresa na banda liderada por Ezra Koenig, que se arriscou no português dizendo um sonoro "tâmo junto".


Para o fim reservaram duas pérolas: "Hannah hurt" e "Walcott" que fecharam com classe a bela apresentação. (Por Bruno Lisboa)


Savages - Palco Interlagos (16:00-17:00)


Savages - Fonte: Rolling Stone Brasil
Por volta das 3:30 já era possível ver um grupo de pessoas se amontoando para acompanhar o show das inglesas do Savages, banda post punk que lançou ano passado o elogiadíssimo Silence Yourself, disco que figurou em 90% das listas de melhores do ano (inclusive na lista do Pignes). As próprias integrantes passavam o som no palco e as 4 horas começava o show, para uma platéia menor do que eu esperava, mas que se entregou ao show da mesma forma que a banda.

O sol forte, que claramente não combinava com o som da banda, não parecia ser um problema. Vestidas completamente de preto, com exceção dos sapatos rosa da vocalista Jehnny Beth, as inglesas abriram o show com “I’m Here” e o som estrondoso e denso do baixo ditaram o clima que se seguiu durante todo o set repleto de músicas do disco de estréia. “Shut Up”, “Husbands” e “Hit Me” foram cantadas pelo público que enlouquecia a cada vez que a vocalista dos sapatos rosa se aproximava. A interação com o público foi boa e até algumas palavras em português foram arriscadas, além do clássico “Obrigado” carregado de sotaque. “Não deixe os filhos da puta te derrubarem” foi como a música que encerraria o set, ‘Fuckers’, foi anunciada. Em um show carregado de distorção, técnica e qualidade o Savages mostrou competência e fez um dos melhores shows do festival. (Por Marcos Alves)

Pixies - Palco Skol (17:35-18:50)
Pixies - Fonte: Rolling Stone Brasil
O que eu mais vejo são reclamações sobre shows do Pixies, e principalmente sobre a "má vontade" do vocalista Black Francis. Particularmente isso não me incomoda, uma das minhas bandas favoritas da vida que também tocou neste Lollapalooza, o Nine Inch Nails faz um show destruidor, e é sabido por todos que Trent Reznor não é dos mais simpáticos. O que importava é que Francis ainda tem um baita vozeirão e continua berrando muito bem em músicas com veia mais hardcore como Planet of Sound. 


Obviamente o auge do show foram os momentos dos grandes hits, nenhuma surpresa até aí. Here Comes The Man, Monkey Gone To Heaven, Where Is My Mind causaram grande comoção do público, do que aparentemente foi o show mais cheio do dia, ao menos essa foi minha impressão já que durante o horário dos headliners, houve uma grande divisão entre os que decidiram ver o Arcade Fire, e os que preferiram New Order. (Por Koticho) 

Soundgarden - Palco Ônix (18:55-20:25)


Adicionar legenda

30 anos. Este foi o tempo em que o público brasileiro teve de esperar para ver o Soundgarden, pois desde a sua existência o banda, até então, nunca havia se apresentando no Brasil.


Neste meio tempo o patinho de feio da cena de Seattle produziu uma série uma série de álbuns clássicos (à saber Badmotorfinger, Superunknown e Down on the upside), mas nunca logrou o sucesso merecido tal como seus conterrâneos, Nirvana e Pearl Jam.


Após um hiato de 12 anos o grupo se reuniu, lançou um bom álbum ano passado (King animal) e saiu em elogiada turnê mundo afora.


Para a sua estréia em terras brasileiras a trupe de Chris Cornell fez o que se esperava: mesclou hits de várias fases, mesclando grandes canções que não foram lançadas como singles, mas agradam os fãs de outrora. Para o primeiro grupo hinos como "Black hole sun", "Jesus Christ Pose", "Spoonman", "Outshined", "The day I tried to live" entre tantos outros que figuraram ao lado de clássicos atemporais como "My wave", "Like suicide" e "Superunknown", agradando em cheio o grande número de admiradores e curiosos que ali estavam à espera do Muse.


Durante a apresentação Cornell, visivelmente emocionado, desculpou-se pelo tamanho atraso, agradeceu tamanho carinho e atenção prestadas. 



Para fim, o semi-hit "Beyond the wheel" encerrou a histórica apresentação, comprovando que mesmo após três décadas de serviços prestados à boa música, o Soundgarden segue essencial. (Por Bruno Lisboa, publicado originalmente em festival.br.com)


New Order - Palco Interlagos (20:30-22:00)

New Order - Fonte: BOL
Para os mais desavisados o New Order é a banda que surgiu das cinzas do Joy Division. Pode parecer uma informação desnecessária, mas acredite, muita gente que estava presente não sabia disso, um exemplo é o sujeito que atrás de mim perguntou ao amigo “Quem é esse cara no telão?” quando a banda tocava o clássico ‘Atmosphere’ e o clipe da faixa passava no telão ao fundo.


Após uma pequena introdução a banda entrou no palco, mandando logo de cara a dançante ‘Crystal’ e em seqüência o clássico do Joy Division ‘Transmission’, enquanto a icônica capa do disco Unknown Pleasures se formava no telão, mesma imagem que estampava a camiseta do vocalista Bernard Summer. A este ponto o New Order já tinha conquistado a platéia. Com um repertório repleto de clássicos o New Order conseguiu agradar os fãs mais antigos, os mais novos, aqueles que só foram ouvir ‘Bizarre Love Triangle’ e até mesmo aqueles que só estavam ali para ouvir algumas músicas do Joy Division.


Após uma seqüência de clássico que incluiu ‘The Perfect Kiss’, ‘Blue Monday’ e ‘Temptation’ o New Order deixou o palco os show de fogos organizado pelo festival anunciava o fim do mesmo. Neste momento, algumas pessoas deixavam o palco Interlagos em direção a saída, quando o New Order voltou e tocou dois clássicos absolutos do Joy Division ‘Atmosphere’ e ‘Love Will Tear Us Apart’ que foram cantadas em coro pelo público que ficou extasiado com a performance da banda, fechando o festival da melhor forma possível. (Por Marcos Alves)

Arcade Fire - Palco Skol (20:30-22:00)
Arcade Fire - Fonte: G1
Eu realmente gosto de Arcade Fire, mas nem de perto faço parte da legião de verdadeiros fanáticos que compõe a enorme fanbase que o grupo conquistou nos últimos anos, principalmente após The Suburbs. O público que assistia ao show provavelmente era cerca de metade do numero de pessoas que via o Muse na noite anterior, mas cada um ali era verdadeiramente fã e fizeram do show dos canadenses uma verdadeira celebração que deu gosto de ver. 

Reflektor, primeiro single e faixa auto-intitulada do trabalho mais recente do grupo da o pontapé inicial, dançante e empolgante mostra todo o potencial dos 12 músicos em cima do palco comandados por Win Butler e Regine Chassagne. 

As 17 músicas do setlist deram espaço para os já clássicos de Funeral, as marcantes canções de The Suburbs e as dançantes músicas de Reflektor. Neon Bible foi lembrado apenas com um trecho de My Body Is A Cage tocado durante Afterlife. 

O show ainda teve espaço para Regine cantando "O Morro não tem vez" de Tom Jobim em ótimo portugues, e também Nine Out of Ten de Caetano, mostrando que a banda tem uma verdadeira admiração pela música brasileira, além de na abertura do show mostrar cenas do ganhador do Oscar "Orfeu Negro". 

Em algum lugar vi chamarem o show de Arcade Fire de "missa hipster", tirando o fator pejorativo que a palavra hipster carrega consigo, quando o show chega em seu apoteótico final com Wake Up e seu arrepiante coro, essa ideia de missa passa a fazer todo o sentido, é sentido como um momento quase sagrado. 


Quem esteve ali e presenciou o show do Arcade Fire teve a oportunidade de ver um dos melhores shows da atualidade, e talvez da banda pós-2000 que tem maior merecimento em estar no patamar de headliner dos grandes festivais do mundo, um perfeito encerramento para a melhor edição do Lollapalooza em solo brasileiro. (Por Koticho)

Conclusão final

Entre erros e acertos, a nova edição do Lollapalooza em terras brasileiras comprova que o mesmo segue relevante e inovador. 


A escolha pelo autódromo se revelou ser acertada. Porém, cabe aos organizadores buscarem melhorias nos quesitos meios de transporte e uma possível redução do público para que os presentes possam circular com maior facilidade e comodidade.


Nós vemos lá em 2015!     

Leave a Reply

Link Off? Comente aqui mesmo ou na caixinha de bate papo ali do lado que a gente reposta rapidinho.

 
Ignes Elevanium © 2011 DheTemplate.com & Main Blogger. Supported by Makeityourring Diamond Engagement Rings

Poucos direitos reservados a nós e muitos para as bandas.