quinta-feira, 24 de abril de 2014
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Porco na Cena #37 - Hypocrisy

1 comentários

Em uma segunda-feira, feriado de Tiradentes, os suecos do Hypocrisy deram o pontapé inicial em sua segunda passagem pelo Brasil. Quatro anos atrás o grupo tocou no mesmo Carioca Club, dessa vez retornam para a tour de divulgação do seu disco mais recente, End of Disclosure de 2013.

As 19h em ponto o Torture Squad teve a responsa de abrir o show. Torture já é figurinha carimbada em eventos do tipo, sempre cumpre bem o serviço com seu Thrash/Death técnico e cheio de quebradas. 

Meia hora após o término do Torture Squad, o palco já estava redondinho e o bom número de pessoas que preenchia a casa esperava ansiosa para receber Peter Tagtgren e sua trupe, que sem delongas entraram ao som dos teclados de End of Disclosure, faixa-titulo do último disco. Death Metal cadenciado e atmosférico de refrão grudento empolgou de cara, e na sequência veio com Tales of Thy Spineless também do último álbum. Mas isso era só a preparação pelo que viria a seguir, a dobradinha Fractured Millenium e Killing Art, do disco Abducted de 1996, o grande clássico da banda. Nessa hora o caos se instaurou na pista e uma grande roda engoliu quem estava no meio.  A qualidade sonora estava privilegiada no dia, o som estava alto e pesado como um rolo compressor, algo indispensável para se aproveitar ao máximo um show de metal extremo que não são raras as ocasiões onde o som fica completamente embolado. 

A recente The Eye deu prosseguimento ao setlist, e a seguir Valley of the Damned, do penúltimo disco soou impressionante, seu riff grooveado tem um peso inacreditável que obriga todos a bangearem, simplesmente impossível de ficar parado apenas olhando para o palco. A veloz Fire In The Sky e o medley de Pleasure Of Molestation/Osculum Obscenum/Penetralia já seria o suficiente para encerrar o show de forma satisfatória, mas o set ainda estava na metade, e um misto de "old shits and new shits" como disse Peter ainda seriam tocadas. Vale ressaltar como Tagtgren esbanja carisma, o que importa é a música, mas é sempre mais prazeroso ver um show de uma artista que interage com o público e demonstra estar feliz por estar ali. 

Nessa primeira parte do show ainda vale ressaltar Warpath que ao vivo ganha uma velocidade absurda nos momentos de blast beat até a quebra para o refrão mais épico do show. Uma rápida saída do palco marca o espaço de tempo para o que todos esperam, o bis com os 3 maiores clássicos da banda, Roswell 47, Adjusting The Sun e Eraser, foi o momento de todos extravasarem, para terminar o feriado de alma lavada.


One Response so far.

  1. Bom show... to surda até agora. Fodido.

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