sábado, 19 de abril de 2014
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Quialtera - Jgmglibtz

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Gênero: Progressive Rock/ Metal/ Experimental
País: São Paulo, Brasil
Ano: 2014

Comentário:
Eu estava com muita vontade em voltar a escrever resenhas, mas devido aos dias corridos, à preguiça crônica e outros fatores, como o receio em relação à ferrugem mental — no que diz respeito à música —, acabei deixando o blog de lado para me dedicar mais às putarias do mundão (ou nada disto). Mas bem, encerrando por aqui a parte "pratos limpos", venho apresentar um trabalho que considero deveras interessante, recém lançado e de origem nacional.

"Quialtera", nome de origem teórico-musical que, de forma simplificada, significa uma alteração rítmica em uma música, sendo um nome realmente válido para a proposta da banda paulista, mas não totalmente representativa. Isso porque a banda de Yuri Deryous (Guitarra/ Teclado/ Vocal), Walter Aires (Guitarra), Emerson Dylan (Baixo) e Jean Custer (Bateria) é — usando uma frase extremante brega — uma "explosão de gêneros" e deixa transparecer uma sobrecarga de influências muito legais e bem encaixadas, o que evita que essa "mistura" toda passe de interessante, para cansativo. Toda essa qualidade é ainda mais valorizada por ter sido apresentada logo em seu primeiro disco "Jgmglibtz", cujo título, segundo o próprio vocalista Yuri: "Já o nome do cd não significa merda nenhuma".

Saca a história:
"Estávamos eu (Yuri), o batera e o baixista em um bar, daí esse baixista tentou mandar um sms pro guitarrista que não tinha ido, mas ele tava tão travado que digitou essa merda aí (...) Até hoje ninguém desvendou o que ele pretendia escrever".

O disco Jgmglibtz, fruto de um trabalho que se iniciou em 2011 e que foi lançado em março deste ano, traz muitas referências, sendo que logo na primeira faixa, The Sounds We're Made Of, já podemos ouvir a maioria delas, todas moldadas como se fossem uma demonstração daquilo que o disco nos reserva. E essa demonstração vai desde uma linha hard rock, uma pegada as vezes mais punk, back vocals remetendo à black music, um triangulo puxando "a nordestina" e até momentos relâmpagos de blast beats, só pra mostrar que a rapaziada é do metal, mas de forma tão sutil que não chega a "endemonizar" a faixa. Já outras faixas se comportam de forma mais leves, com direito a um solene piano, enquanto que outras, revelam aquele heavy metal que estava difuso na primeira faixa.

Recapitulando, é um disco que vai te fazer banguear; remeter-te às sonoridades presentes em discos como "We're Here Because We're Here" (Anathema), à riffs paralelamente executados com vocais a nos lembrar de Opeth (e, particularmente, outros que me soam uma mistura de Exxótica com Black Sabbath) e ouvir baixos e cordas de guitarras viajando pelo espaço que deduram que estes caras andaram ouvindo muito Pink Floyd. E ao final, a viajem é fantástica e veio em boa hora, "pegando carona" com os atuais olhares voltados para o "Cosmos" (volta do seriado; astronomia em alta; novas descobertas; efervescência de áreas como astrobiologia; etc...).



Tracklist:
1.The Sounds We're Made Of 04:20
2.Permanent Perception 08:54
3.Às Memórias Ausentes, Notas de Ansiedade 02:45
4.Fuck The Folk 06:23
5.The Pig Speaks 03:00
6.Ana 09:10
7.Take a Ride 14:06
8.Jgmglibtz 06:30

Download: MediafireBandCamp / SoundCloud(streaming)

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